Venerada na Igreja Católica

https://lookedtwonoticia.com.br/wp-content/uploads/2021/09/330px-Basilica_of_the_National_Shrine_of_Our_Lady_of_Aparecida_2007.jpg

Venerada na Igreja Católica

Venerada na Igreja Católica a nossa Senhora Aparecida, padroeira dos brasileiros, derramai Vosso amor, Graça e proteção sobre todos os nós que de Vós precisamos! Afastai as tristezas, as desgraças e principalmente o pecado de nossas vidas e socorrei-nos no momento difícil que estamos vivendo.

Você também deseja pedir uma Graça ou proteção muito especial a Nossa Senhora Aparecida? Aqui, você poderá rezar uma oração poderosa, poderá rezar conosco a Novena de Nossa Senhora Aparecida e também ficará conhecendo a história e muitos milagres que alcançados pela Virgem Mãe Aparecida.

Oração Nossa Senhora Aparecida

Em primeiro lugar, convido você a rezar esta oração poderosa e comovente a Nossa Senhora Aparecida. Depois você poderá conhecer a história e vários milagres que aconteceram e também convido você a participar da Novena Online à Virgem Mãe Aparecida.

Ó incomparável Senhora da Conceição Aparecida, Mãe de Deus, Rainha dos Anjos, Advogada dos pecadores, refúgio e consolação dos aflitos e atribulados, Virgem Santíssima, cheia de poder e de bondade, lançai sobre nós um olhar favorável, para que sejamos socorridos por vós, em todas as necessidades em que nos acharmos.

Lembrai-vos, ó clementíssima Mãe Aparecida, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que têm a vós recorrido, invocado vosso santíssimo nome e implorado a vossa singular protecção, fosse por vós abandonado. Animados com esta confiança, a vós recorremos. Tomamo-vos para sempre por nossa Mãe, nossa protectora, consolação e guia, esperança e luz na hora da morte. Livrai-nos de tudo o que possa ofender-vos e ao vosso Santíssimo Filho, Jesus.

Preservai-nos de todos os perigos da alma e do corpo; dirigi-nos em todos os assuntos espirituais e temporais. Livrai-nos da tentação do demónio, para que, trilhando o caminho da virtude, possamos um dia ver-vos e amar-vos na eterna glória, por todos os séculos dos séculos.

História de Nossa Senhora Aparecida

Nos dias de hoje, quando entramos na sala dos milagres da Basílica de Aparecida podemos ver muitas as manifestações de gratidão de seus devotos.

Imediatamente nos vêm à memória os favores que a Padroeira dos Brasil concedeu a seus filhos ao longo destes séculos. Sobretudo nos momentos de aflições e dificuldades, tristezas e sofrimentos, Maria sempre ouviu e ouve as preces do povo brasileiro.

https://lookedtwonoticia.com.br/wp-content/uploads/2021/09/NS_Aparecida.png

I – O Conde, os pescadores e uma imagem

Foi em 1717 que Dom Pedro de Almeida Portugal e Vasconcelos, Conde de Assumar, Governador das Capitanias de São Paulo e Minas Gerais, subiu a cavalo até São Paulo, para tomar posse do governo.

Assim, permaneceu em Guaratinguetá de 17 a 30 de outubro, sendo recebido com pompa, inclusive com grandes banquetes com o melhor da culinária local como os saborosos pescados do Rio Paraíba do Sul.

Para isso, a Câmara Municipal convocou os mais experientes pescadores para lançar as redes, pois era necessária boa quantidade de peixes.

Domingos Alves Garcia, seu filho João Alves e Felipe Pedroso, entre outros, puseram as mãos no remo. Mas, por mais que se esforçassem, não pescaram nada.

Foi quando na rede de João Alves, apareceu primeiramente o corpo da pequena imagem de Nossa Senhora, e depois, sua cabeça.

Imediatamente as redes se encheram de tanto peixe que os barcos quase afundaram!

Os bons ribeirinhos logo atribuíram essa pesca milagrosa à presença da imagem de Nossa Senhora da Conceição, que, pelo fato de ter aparecido nas águas, ficou conhecida como Aparecida!

II – O milagre das velas e outros prodígios

Felipe Pedroso levou para casa a imagem, diante da qual toda a família começou a rezar, dando início a uma sequência de milagres que continuam até hoje.

O primeiro milagre atribuído à imagem ocorreu numa noite enquanto a família e vizinhos “cantavam o terço”. Duas velas se apagaram acenderam sozinhas. A luz daquelas velas, que se reacenderam miraculosamente naquela noite, iluminou seus corações e despertou neles grande amor e devoção para com Nossa Senhora Aparecida.

II – O milagre das velas e outros prodígios

Felipe Pedroso levou para casa a imagem, diante da qual toda a família começou a rezar, dando início a uma sequência de milagres que continuam até hoje.

Com efeito, o primeiro milagre atribuído à imagem ocorreu numa noite enquanto a família e vizinhos “cantavam o terço”. Duas velas se apagaram acenderam sozinhas.

Certamente, a luz daquelas velas, que se reacenderam miraculosamente naquela noite, iluminou seus corações e despertou neles grande amor e devoção para com Nossa Senhora Aparecida.

III – Tesouro para o povo brasileiro

As famílias dos três pescadores viviam na região do encontro da imagem e foram os primeiros a prestar culto à Nossa Senhora Aparecida.

Assim, a imagem peregrinou durante bom tempo pelas casas dos pescadores, até se fixar em Itaguaçu, lugar do seu encontro, na residência de Atanásio Pedroso, que construiu-lhe um oratório e um altar de madeira, onde, todos os sábados, grupos de famílias iam rezar o terço.

IV – A capelinha de Nossa Senhora Aparecida

Os milagres reforçaram enormemente a nova devoção popular, já com a invocação de Nossa Senhora da Conceição Aparecida.

Nesse ínterim, o Padre José Alves Vilela, Pároco de Santo Antônio, de Guaratinguetá, deu apoio para a construção de uma capelinha, situada no Itaguaçu, à beira da estrada.

Certamente era uma localização pois ali passavam constantemente caravanas de viajantes, o que favoreceu rapidamente o crescimento do número de devotos.

V – Correntes da escravidão se estatelam no chão

No final do século dezoito um escravo fugitivo, que estava sendo conduzido de volta à fazenda, ao passar diante da capela, pediu ao fazendeiro que lhe permitisse subir até à igreja para fazer oração.

Enquanto estava em oração diante da imagem, as correntes se soltaram de seu pescoço e de seus pulsos, caindo por terra. Comovido com o sucedido, o fazendeiro o resgatou, depositando no altar o preço do escravo, e o conduziu para casa como um homem livre”

A queda das pesadas correntes que prendiam o escravo Zacarias pelo pescoço e pulsos, são um sinal de como Maria deseja nos libertar de todas as correntes que nos prendem ao demônio, ao mundo ou à carne!

Todos nós mantemos alguma corrente de apego, vício ou até pecado que nos afastam de Deus! Neste momento, diante de Maria a libertadora dos escravos peçamos: Minha Mãe e Senhora Aparecida, eu te amo profundamente e peço que me liberteis de todas as correntes de escravidão que me afastam de Vós!

VI – Romarias de todas as partes

As romarias que se iniciaram no oratório do Porto de Itaguaçu continuaram a partir de 1745, na igreja do Morro dos Coqueiros, que a voz do povo batizou de santuário.

Então, em 1884 o jornal “Correio Paulistano” estampou matéria sobre as romarias oriundas de todo o Império, ressaltando o articulista as saudades que ele sentia do tempo de menino, participando daquelas pias viagens junto com sua família: “Antigamente as Romarias à Capela da Aparecida tinham muito de pitoresco; eram as famílias que se moviam lentamente com os filhos pequenos, os pagens, os camaradas, as mucamas, e o armazém ambulante às costas dos cargueiros”.

E observa que, com as mudanças nos hábitos causadas pela estrada de ferro, “acabou-se o encanto daquelas pias viagens”. No entanto, todos nós que já fomos em romaria a Aparecida sabemos que apesar de todas as mudanças que ocorreram no Brasil, o amor e proteção da nossa Mãe Aparecida não esmorece nem falta a quem a Ela recorre!

VII – A nova devoção, refúgio para o povo

Os que iam à capela buscava-se curas físicas, é verdade, mas o principal motivo era a devoção, exteriorizada com gestos e atitudes.

Por exemplo, rezar sua Novena, limpar a igreja, percorrer de joelhos a rua que dá acesso à mesma, dar esmolas à Capela, ajudar os pobres.

Ainda mais, registram-se na história de Aparecida senhores e senhoras que assistiram de joelhos até três missas e outros que se arrastam de joelhos até o altar.

Viam-se famílias se privarem de tudo para dar a Nossa Senhora, (…) uma devoção generosa, um amor pronto aos sacrifícios”.

VIII – Inúteis manifestações de ódio

Como não poderia deixar de ser, os que não gostam de nossa Mãe celeste deixaram as marcas de seu ódio gratuito.

Por exemplo, um homem de Cuiabá, que quis entrar a cavalo na igreja para desafiar Nossa Senhora, mas não conseguiu. As patas do animal grudaram-se nas pedras.

Ele, agora convertido, pediu perdão a Maria e dirigiu-se, contrito, à imagem para rezar. Isso ocorreu em 1866.

Da mesma forma, a quebra da imagem na Basílica Velha, em 1978, por um jovem protestante, comoveu o País, e só fez aumentar o amor dos brasileiros à sua Mãe, que a reentronizaram com manifestações de fé e entusiasmo.

Como também o sacrílego pontapé que um pastor protestante desfechou numa imagem de Nossa Senhora Aparecida, em pleno programa televisivo, em 1995.

O ato abalou a Nação, mas não a devoção do seu povo, que só fez aumentar.

IX – Torrentes de milagres: os ex-votos

Haja tempo, papel e tinta para relatar os inúmeros milagres e graças obtidos pela intercessão da Senhora Aparecida

Por exemplo, a menina de Jaboticabal, cega de nascença, que ao chegar diante da Capela de Aparecida, em 1874, passa a enxergar e diz: “Mamãe, que bonita igreja!”

Ou ainda uma senhora devota que foi curada de trombose em São Paulo, em 1984.

Mas quem quiser ler esses relatos, vá até o Salão das Promessas e confira os milhares de ex-votos, ou seja, objetos que exprimem gratidão pelos milagres acontecidos.

Ali poderá ver um par de muletas, inúteis agora ao antigo usuário; a escultura de um braço miraculado; a peça de carro do acidente fatal que não matou; o desenho de uma máquina quase assassina.

X – Conclusão

São João Paulo II chamou Aparecida de “Capital Nacional da Fé” e, de fato, temos fé e confiança de que Nossa Senhora Aparecida continuará protegendo a todos os brasilieros.

Não importa quais sejam quais forem os problemas pessoais ou de outro gênero que tenhamos que enfrentar. Maria estará pronta a ouvir seus filhos.

Por isso, queremos que todos conheçam as orações à Padroeira do Brasil reunidas neste livreto e sintam-se amados por Nossa mãezinha.

Mas a Associação Nossa Senhora das Graças quer que você participe e colabore com esta ação missionária.

Nossa Senhora da Conceição Aparecida

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Nossa Senhora Aparecida)
Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Nossa Senhora Aparecida (desambiguação).

Nossa Senhora da Conceição Aparecida, popularmente chamada de Nossa Senhora Aparecida, é a padroeira do Brasil.[4] Venerada na Igreja Católica,[1] Nossa Senhora Aparecida é representada por uma pequena imagem de terracota de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, atualmente alojada na Catedral Basílica de Nossa Senhora Aparecida, localizada na cidade de Aparecida, em São Paulo.

Sua festa litúrgica é celebrada em 12 de outubro, um feriado nacional no Brasil desde 1980, quando o Papa João Paulo II consagrou a basílica, que é o quarto santuário mariano mais visitado do mundo,[5] capaz de abrigar até 30 mil fiéis.[6]

História

Achado da imagem

240px Miracle of Aparecida Miracles%27 room Bas%C3%ADlica of Aparecida Aparecida 2014 Venerada na Igreja Católica

Quadro que representa a pesca em que ocorreu o achado da imagem de Nossa Senhora Aparecida.

Há duas fontes sobre o achado da imagem, que se encontram no Arquivo da Cúria Metropolitana de Aparecida (anterior a 1743) e no Arquivo da Companhia de Jesus, em Roma: a história registrada pelos padres José Alves Vilela, em 1743, e João de Morais e Aguiar, em 1757, cujos documentos se encontram no Primeiro Livro de Tombo da Paróquia de Santo Antônio de Guaratinguetá.[7]

Segundo os relatos, a aparição da imagem ocorreu na segunda quinzena de outubro de 1717,[8] quando Pedro Miguel de Almeida Portugal e Vasconcelosconde de Assumar e governante da capitania de São Paulo e Minas de Ouro, estava de passagem pela cidade de Guaratinguetá, no vale do Paraíba,[1][9] durante uma viagem até Vila Rica.[10][11]

O povo de Guaratinguetá decidiu fazer uma festa em homenagem à presença de Dom Pedro de Almeida e, apesar de não ser temporada de pesca, os pescadores lançaram seus barcos no Rio Paraíba do Sul com a intenção de oferecerem peixes ao conde.[1][9] Os pescadores Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso rezaram para a Virgem Maria e pediram a ajuda de Deus.[1][9] Após várias tentativas infrutíferas, desceram o curso do rio até chegarem ao Porto Itaguaçu.[11] Eles já estavam a desistir da pescaria quando João Alves jogou sua rede novamente,[1][9] em vez de peixes, apanhou o corpo de uma imagem da Virgem Maria, sem a cabeça.[1][9] Ao lançar a rede novamente, apanhou a cabeça da imagem,[1][9] que foi envolvida em um lenço.[10] Após terem recuperado as duas partes da imagem, a figura da Virgem Aparecida teria ficado tão pesada que eles não conseguiam mais movê-la.[2] A partir daquele momento, os três pescadores apanharam tantos peixes que se viram forçados a retornar ao porto, uma vez que o volume da pesca ameaçava afundar as embarcações.[12] Esta foi a primeira intercessão atribuída à santa.[9]

Início da devoção

Emblem of the Papacy.svg
Série de artigos sobre
Mariologia católica
Murillo immaculate conception.jpg
Maria, mãe de Jesus
Devoção
Hiperdulia • Imaculado Coração • Sete Alegrias • Sete Dores • Coroa das Lágrimas • Santo Rosário • Escapulário do Carmo
Orações marianas famosas
Ave Maria • Magnificat • Angelus • Infinitas graças vos damos • Lembrai-vos • Salve-rainha
Dogmas e Doutrinas
Mãe de Deus • Perpétua Virgindade • Imaculada Conceição • Assunção ao Céu • Mãe da Igreja • Medianeira e Advogada • Corredentora • Rainha do Céu
Aparições marianas
Crenças reconhecidas ou dignas de culto
Guadalupe • Medalha Milagrosa •
La Salette • Lourdes • Fátima • Campinas • Akita • Prouille

Títulos da Virgem Maria


Virgem Maria na arte

Durante os quinze anos seguintes a imagem permaneceu na residência de Filipe Pedroso, onde as pessoas da vizinhança se reuniam para orar.[11][13] A devoção foi crescendo entre o povo da região e houve relatos de milagres por aqueles que oravam diante da santa.[11] A fama de seus poderes foi se espalhando por todas as regiões do Brasil.[11] Diversas vezes as pessoas que à noite faziam diante dela as suas orações, diziam que viam luzes de repente apagadas e depois de um pouco reacendidas sem nenhuma intervenção humana. Logo, já não eram somente os pescadores os que vinham rezar, mas também muitas outras pessoas das vizinhanças. A família construiu um oratório no Porto de Itaguaçu, que logo tornou-se pequeno para abrigar tantos fiéis.[11][13]

Assim, por volta de 1734, o vigário de Guaratinguetá construiu uma capela no alto do morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de julho de 1745.[11][13] A capela foi erguida com a ajuda do filho de Filipe Pedroso, que não aprovava o local escolhido, pois considerava mais cômodo para os fiéis uma região próxima ao povoado.[14]

No dia 20 de abril de 1822, em viagem pelo Vale do Paraíba, o então Príncipe Regente do BrasilDom Pedro I e sua comitiva, visitaram a capela e conheceram a imagem de Nossa Senhora Aparecida. Dom Pedro tinha novo compromisso público: visitar a então capela de Nossa Senhora Aparecida, hoje no município de Aparecida. Tratava-se de um importante ponto de peregrinação católica, pois o pequeno templo havia sido erguido justamente para abrigar a imagem da santa, chamada de Nossa Senhora Aparecida, encontrada ali na região em 1717 e, depois, proclamada padroeira do Brasil. Rezzutti conta que antigos relatos afirmam que Dom Pedro teria rezado na igrejinha e feito uma promessa: se tudo corresse bem, ele faria de Nossa Senhora Aparecida a padroeira do Brasil independente. Na realidade, depois de se tornar imperador, Pedro I escolheu São Pedro de Alcântara como padroeiro. O número de fiéis não parava de aumentar e, em 1834, foi iniciada a construção de uma igreja maior (a atual Basílica Velha),[11] sendo solenemente inaugurada e benzida em 8 de dezembro de 1888.[15][16]

Coroa de ouro e o manto azul

Em 6 de novembro de 1888, a princesa Isabel visitou pela segunda vez a basílica e ofertou à santa, em pagamento de uma promessa (feita em sua primeira visita, em 8 de dezembro de 1868), uma coroa de ouro cravejada de diamantes[17] e rubis, juntamente com um manto azul, ricamente ornado.

Chegada dos missionários redentoristas

Em 28 de outubro de 1894, chegou a Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da imagem para rezar com a Senhora “Aparecida” das águas.

Coroação canônica da imagem

A 8 de setembro de 1904, a imagem foi coroada com a coroa doada pela Princesa Isabel e portando o manto anil, bordado em ouro e pedrarias, símbolos de sua realeza e patrono. A celebração solene foi dirigida por D. José Camargo Barros, com a presença do núncio apostólico, muitos bispos, o presidente da República Rodrigues Alves e numeroso povo. Depois da coroação o papa concedeu ao santuário de Aparecida mais outros favores: ofício e missa própria de Nossa Senhora Aparecida, e indulgências para os romeiros que vão em peregrinação ao Santuário.[carece de fontes]

Instalação da basílica

No dia 29 de abril de 1908, a igreja recebeu o título de Basílica Menor, sagrada a 5 de setembro de 1909 recebeu a relíquia de são Vicente Mártir, trazidos de Roma com permissão do Papa.

Emancipação político-administrativa

Em 17 de dezembro de 1928, a vila que se formara ao redor da igreja no alto do Morro dos Coqueiros, emancipou-se politicamente de Guaratinguetá e se tornou um município, vindo a se chamar Aparecida, em homenagem a Nossa Senhora, cuja devoção fora responsável pela criação da cidade.

Rainha e Padroeira do Brasil

Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi proclamada Rainha do Brasil e sua Padroeira Principal em 16 de julho de 1930, por decreto do papa Pio XI.[18] A imagem já havia sido coroada anteriormente, em nome do papa Pio X, por decreto da Santa Sé, em 1904.

Pela Lei nº 6 802, de 30 de junho de 1980[19], foi decretado oficialmente feriado o dia 12 de outubro, dedicando-se este dia à devoção. Também nesta lei, a República Federativa do Brasil reconhece oficialmente Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil.

Generalíssima do Exército Brasileiro

Na ocasião das comemorações do tricentenário (1717-2017) do encontro da venerável imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, a Virgem Maria foi homenageada com diversos títulos eclesiásticos e civis concedidos em reconhecimento.

Dentre os já mencionados acima, Rainha do Brasil, conferido em 1904 e o de Padroeira do Brasil, em 1931, junto a estes títulos une-se outro com especial destaque o de Generalíssima do Exército Brasileiro, contudo tratar-se de um título completamente civil e único na história do país, outorgado em 15 de agosto de 1967, cujo jubileu de ouro (50 anos) foi comemorado.

Em 17 de abril de 1965, uma comissão de militares de Belo Horizonte, encaminhou ao Reitor do Santuário de Aparecida o pedido de peregrinação nacional da imagem, em decorrência das comemorações dos 250 anos de seu encontro, a iniciar pela capital mineira Belo Horizonte. O pedido fora levado à Aparecida, em pergaminho, pelo comandante da Polícia Militar do Estado de Minas Geraistenente-coronel Antônio de Santa Cecília, o documento trazia os seguintes dizeres:

O Povo Mineiro, interpretando o desejo de todo o Povo Brasileiro, vem, pela comissão abaixo relacionada, respeitosamente. Pedir a Vossa Eminência Reverendíssima e ao D.D. Conselho Administrativo da Basílica de Nossa Senhora Aparecida, que se dignem conceder licença para que a Imagem de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, seja levada em triunfante peregrinação às Capitais de todos os Estados do Brasil, sendo em Brasília aclamada Generalíssima das Gloriosas Forças Armadas Brasileiras”. Segue-se a assinatura do então Presidente da República: Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco.

O pedido de peregrinação acabou não sendo atendido, o título de Generalíssima do Exército Brasileiro foi protelado e, assim, coube posteriormente ao então Presidente da República: Marechal Arthur da Costa e Silva outorgar, em 1967, o título, ato que aconteceu na capital espiritual do Brasil: Aparecida, durante as comemorações dos 250 anos do encontro da imagem, na ocasião em que foi entregue pelo legado pontifício, o Cardeal Amleto Cicognani, a Rosa de Ouro – alta condecoração pontifícia exclusiva a mulheres – oferecida pelo Papa Paulo VI em 15 de agosto de 1967 sendo assim a imagem de Nossa Senhora da Aparecida, ter o reconhecimento civil conferida pela patente mais alta do Exército Brasileiro, sendo-lhe prestadas as devidas honras militares.[20]

Rosa de Ouro

Em 1967, ao completar-se 250 anos da devoção, o Papa Paulo VI ofereceu ao Santuário a “Rosa de Ouro”, gesto repetido pelo Papa Bento XVI que ofereceu outra rosa, em 2007, em decorrência da sua viagem apostólica ao país nesse mesmo ano, reconhecendo a importância da santa devoção.[21] Em 9 de outubro de 2017, o Papa Francisco concede a terceira rosa em comemoração aos 300 anos da aparição da imagem.[22]

Basílica de Nossa Senhora Aparecida

Houve necessidade de um local maior para os romeiros, e em 1955 teve início a construção da Basílica Nova.[13] O arquiteto Benedito Calixto idealizou um edifício em forma de cruz grega, com 173m de comprimento por 168m de largura; as naves com 40m e a cúpula com 70m de altura.[13]

Em 4 de julho de 1980 o papa João Paulo II, em sua visita ao Brasil, consagrou a Basílica de Nossa Senhora Aparecida, o maior santuário mariano do mundo, em solene missa celebrada, revigorando a devoção à Santa MariaMãe de Deus, e sagrando solenemente aquele grandioso monumento.

Centenário da coroação

No mês de maio de 2004 o papa João Paulo II concedeu indulgências aos devotos de Nossa Senhora Aparecida, por ocasião das comemorações do centenário da coroação da imagem e proclamação de Nossa Senhora como Padroeira do Brasil. Após um concurso nacional, devotos e autoridades eclesiais elegeram a Coroa do Centenário, que marcaria as festividades do jubileu de coroação realizado naquele ano.

Descrição da imagem

220px Our Lady of Aparecida Basilica of Aparecida Aparecida 2014 %283%29 Venerada na Igreja Católica

A imagem, tal como se encontra no interior da Basílica.

A imagem retirada das águas do rio Paraíba do Sul em 1717 mede quarenta centímetros de altura e é de terracota, ou seja, argila que após modelada é cozida num forno apropriado.[11] Em estilo seiscentista, como atestado por diversos especialistas que a analisaram, acredita-se que originalmente apresentaria uma policromia, como era costume à época, embora não haja documentação que comprove tal suspeita.[11] A argila utilizada para a confecção da imagem é oriunda da região de Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo.[11] Quando recolhida pelos pescadores, estava sem a policromia original, devido ao longo período em que esteve submersa nas águas do rio.[11] A cor de canela que apresenta hoje deve-se à exposição secular à fuligem produzida pelas chamas das velas, lamparinas e candeeiros, acesas por seus devotos.[11][23]

Através de estudos comparativos, a autoria da imagem foi atribuída ao frei Agostinho de Jesus, um monge de São Paulo conhecido por sua habilidade artística na confecção de imagens sacras.[1][11] Tais características incluem a forma sorridente dos lábios, queixo encravado, flores em relevo no cabelo, broche de três pérolas na testa e porte empinado para trás.[11] O motivo pelo qual a imagem se encontrava no fundo do rio Paraíba é que, durante o período colonial, as imagens sacras de terracota eram jogadas em rios ou enterradas quando quebradas.[24]

A imagem foi tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat), em 2012, sendo considerada como patrimônio do Estado de São Paulo.[25]

Atentado à imagem

220px Atentado nsaparecida corpo Venerada na Igreja Católica

Os fragmentos do corpo da imagem, depois do atentado de 1978.

Em 1978, após sofrer um atentado que a reduziu a quase duzentos fragmentos, a imagem foi encaminhada a Pietro Maria Bardi, à época diretor do Museu de Arte de São Paulo (MASP), que a examinou, juntamente com João Marino, colecionador de imagens sacras brasileiras.[11] Foi então totalmente restaurada, no MASP, pelas mãos da artista plástica Maria Helena Chartuni.[11][26]

Primeiros milagres

Em 1748, o padre Francisco da Silveira, estava em missa realizada onde hoje é o município de Aparecida, quando escreveu uma crônica onde menciona a imagem de Nossa Senhora como “famosa por muitos milagres realizados”. Na mesma crônica descreve que os peregrinos se locomoviam grandes distâncias para agradecer as graças alcançadas.[23]

Milagre das velas

Estando a noite serena, repentinamente as duas velas que iluminavam a Santa se apagaram. Houve espanto entre os devotos, e Silvana da Rocha, querendo acendê-las novamente, não conseguiu, pois elas acenderam por si mesmas.[13] Este relato é tido como um milagre de Nossa Senhora por seus devotos, e é provavelmente de 1733.

Caem as correntes

Em meados de 1850, um escravo chamado Zacarias, preso por grossas correntes, ao passar pela igreja onde se encontrava a imagem de Nossa Senhora Aparecida, pede ao feitor permissão para rezar. Recebendo autorização, o escravo se ajoelha diante de Nossa Senhora Aparecida e reza fervorosamente. Durante a oração as correntes milagrosamente soltam-se de seus pulsos, deixando Zacarias livre.[13]

Cavaleiro e a marca da ferradura

Um cavaleiro de Cuiabá, passando por Aparecida, ao se dirigir para Minas Gerais, viu a fé dos romeiros e começou a zombar, dizendo, que aquela fé era uma bobagem. Quis provar o que dizia, entrando a cavalo na igreja. Logo na escadaria, a pata de seu cavalo se prendeu na pedra da escada da igreja (Basílica Velha), vindo a derrubar o cavaleiro de seu cavalo; após o fato, a marca da ferradura ficou cravada na pedra. O cavaleiro, arrependido, pediu perdão e tornou-se devoto.[13]

A menina cega de nascença de Jaboticabal – SP

Por serem muito devotos de Nossa Senhora Aparecida, os membros da família Vaz de Jaboticabal – SP rezavam e falavam muito sobre os acontecimentos referentes a Nossa Senhora Aparecida. O casal desta família tinha uma menina que era cega de nascença e que sempre ouvia atentamente ao que falavam. A menina tinha uma vontade muito grande de ir até a Igreja. Naqueles tempos, onde tudo ainda era sertão, ficava muito difícil de se chegar até lá. Mas com muita dificuldade, fé e perseverança, mãe e filha da família Vaz de Jaboticabal – SP chegaram às escadarias da Igreja, quando, surpreendentemente, a menina cega de nascença exclamou: “Mãe, como é linda esta Igreja!”. Daquele momento em diante a menina que era cega de nascença passa a enxergar normalmente.[13]

O menino no rio

O pai e o filho foram pescar. Durante a pescaria a correnteza estava muito forte e por um descuido o menino caiu no rio. O menino não sabia nadar e a correnteza o arrastava cada vez mais rápido e o pai desesperado pediu a Nossa Senhora Aparecida para salvar o menino. De repente, o corpo do menino parou de ser arrastado enquanto a forte correnteza continuava e o pai salvou o menino.[13]

O homem e a onça

Um homem estava voltando para sua casa, quando de repente ele se deparou com uma onça. Ele se viu encurralado e a onça estava prestes a atacar, então o homem pediu desesperado a Nossa Senhora Aparecida por sua vida, e a onça foi embora.[13]

Coroa comemorativa

Basílica de Nossa Senhora Aparecida, Brasil.

Para celebrar o centenário da Coroação da Imagem da Padroeira do Brasil, a Associação de Joalheiros e Relojoeiros do Noroeste Paulista – AJORESP, com apoio técnico do Sebrae (São Paulo), promoveu um Concurso Nacional de Design, visando selecionar uma nova Coroa comemorativa do evento.

O Júri Institucional do evento selecionou, por consenso, o projeto da designer Lena Garrido, em parceria com a designer Débora Camisasca, de Belo Horizonte (Minas Gerais). A nova peça foi confeccionada em ouro e pedras preciosas especialmente para a solenidade do Centenário da Coroação de Nossa Senhora Aparecida, no dia 8 de setembro de 2004.

Atentados à imagem

A imagem já foi, mais de uma vez, fonte de confrontos religiosos entre católicos e protestantes. Em 16 de maio de 1978, um evangélico retirou-a de seu altar na Basílica após a última missa do dia.[27] Ele foi perseguido pelos guardas e por alguns fiéis e, ao ser apanhado, deixou a imagem cair no chão.[27] Por ser um objeto tricentenário, por ter sido feita de terracota e ter ficado submersa no rio Paraíba do Sul por muito tempo, sua reconstrução foi difícil, mas um grupo de artistas do MASP conseguiu colar os pedaços da imagem.[1][27]

Sérgio von Helde chutando uma imagem de Nossa Senhora Aparecida.

No feriado de Nossa Senhora Aparecida de 1995, ocorreu o incidente conhecido como “chute na santa“. O ex-bispo televangelista Sérgio von Helde, da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), chutou uma réplica da imagem de Nossa Senhora Aparecida num programa religioso transmitido de madrugada pela Rede Record, emissora de propriedade da IURD.[28] Na noite seguinte, o Jornal Nacional da Rede Globo denunciou o incidente, causando comoção nacional. O evento foi visto por fiéis católicos como um ato de intolerância religiosa. Vários templos da IURD foram atacados e von Helde acabou sendo transferido para a África do Sul.[29]

No dia 12 de dezembro de 2007, quando ainda filiado ao PMDB, o Professor Victório Galli apresentou o Projeto de Lei 2 623/2007. O PL tinha como objetivo retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de “padroeira do Brasil”, conferindo-lhe o título de “padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. Em agosto de 2008, contudo, a Comissão de Educação e Cultura rejeitou o projeto de forma unânime.[30]

Em 25 de abril de 2012, o evangélico Rafael de Araújo Teixeira deu duas marretadas na réplica da imagem localizada numa via pública de Águas Lindas de Goiás.[31] Um grupo de aproximadamente cem pessoas impediu que ele desse mais marretadas na imagem; algumas delas tentaram linchá-lo e a Polícia Militar foi enviada ao local.[31] O rapaz pode responder pelo crime de destruição de patrimônio público, uma vez que a imagem foi construída com recursos da prefeitura municipal.[31]

Outra polêmica envolvendo uma imagem de Nossa Senhora Aparecida ocorreu em setembro de 2017, quando o pastor Agenor Duque, da Igreja Plenitude do Trono de Deus, desferiu zombarias contra a santa comparando-a à uma garrafa de Coca-Cola de forma velada, ou seja, sem mencionar a que se referia, porém, ainda de forma óbvia. Ele também disse que até “a cor dela é parecida” com a do refrigerante. Em seguida, soltou a garrafa no chão e desafiou o objeto a se levantar, afirmando que “você sabe do que estou falando”. O pastor se utiliza ainda da fragilidade de pessoas com problemas de saúde para incentivá-las a descartar e quebrar suas imagens, pois diz: “A boca dela não fala. O ouvido dela não ouve. Você que está com câncer, tire ela do pedestal. Talvez tenha um altar aí”. Além de Maria, o pastor também referiu-se de forma velada a São Jorge, dizendo: “Tire esse cavalo que está aí, esse homem que está em cima e aceite a Jesus Cristo Salvador”, diz, sob aplauso dos fiéis presentes no momento. A fala de Duque gerou revolta de leigos e sacerdotes católicos, Os padres Augusto Bezerra, Léo Assis e Fernando Henrique Guirado se posicionaram contra o pastor. Bezerra questionou o motivo do ódio à Virgem.[32][33][34] O deputado estadual Flavinho (PSC) afirmou que processaria o pastor e acionou o Ministério Público de São Paulo, afirmando que “o ato deste pastor configura dois crimes: vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso e de racismo”,[34][35] contudo, voltou atrás em sua decisão após Duque pedir perdão aos católicos por sua comparação infeliz, junto de Flavinho em uma live feita pelas redes sociais. Visivelmente constrangido, Duque afirmou que sua comparação havia magoado muitas pessoas, e que era preciso se retratar.[36][37][38]

Na minha casa tem, sim, pastor, a imagem da mãe de Deus, enegrecida, cujo título é Nossa Senhora de Aparecida. Não é uma deusa e não se parece com uma garrafa de refrigerante. Se parece com a Arca da Aliança
— Padre Fernando Henrique Guirado, em resposta ao pastor Agenor Duque[33].
Ô, Agenor Duque, você tá fazendo aquilo que o pastor da Universal fez. Você tá querendo ganhar ibope. [Se Nossa Senhora parece com uma garrafa de Coca-Cola], você parece um botijão. Ô, Agenorzão. Você tá comendo muito. Tá gordo. Tenta salvar sua alma, meu amigo.
— Padre Léo Assis, em resposta ao pastor Agenor Duque[34][32].

Referências na cultura popular

A telenovela A Padroeira, transmitida pela Rede Globo entre 18 de junho de 2001 e 23 de fevereiro de 2002, traz um retrato fictício da descoberta da imagem de Nossa Senhora Aparecida,[5] contendo elementos do romance As Minas de Prata, escrito por José de Alencar em 1865 que, por sua vez, havia sido adaptado para o formato de telenovela em 1966 pela extinta Rede Excelsior.

Devoção nas Religiões afro-brasileiras

Nossa Senhora Aparecida é sincretizada nas religiões afro-brasileiras das regiões Sudeste e Centro-Oeste com a orixá Oxum.[39]

Ver também

Referências

  1. ↑ Ir para:a b c d e f g h i j k l “Our Lady of Aparecida” Arquivado em 2 de janeiro de 2011, no Wayback Machine.. Patron Saints Index. 6 de agosto de 2010. Página visitada em 26 de dezembro de 2011.
  2. ↑ Ir para:a b “Our Lady of Aparecida”. Marie de Nazareth. 2006. Página visitada em 26 de dezembro de 2011.
  3.  Nossa Senhora Aparecida, a padroeira dos cowboys e das cowgirls
  4.  Presidência da República – Lei 6.802
  5. ↑ Ir para:a b Allen, John. “A look ahead to Benedict in Brazil”National Catholic Reporter. 3 de maio de 2007. Página visitada em 26 de dezembro de 2011.
  6.  «Santuário em números». Portal A12. Consultado em 17 de fevereiro de 2020
  7.  Catequisar
  8.  Castro Brunetto, Carlos Javier (2016). «Las devociones marianas españolas en el Brasil colonial»Revista de Estudios Brasileños3 (4): 11-23
  9. ↑ Ir para:a b c d e f g “Lady Aparecida” Arquivado agosto 2, 2014 no WebCite . Mary Pages. s/d. Página visitada em 27 de dezembro de 2011.
  10. ↑ Ir para:a b Santos, Lourival. “A cor da santa: Nossa Senhora Aparecida e a construção do imaginário sobre a padroeira do Brasil”. In: Silva, Vagner. Imaginário, cotidiano e poder. Selo Negro, 2007, p. 88
  11. ↑ Ir para:a b c d e f g h i j k l m n o p q Especial Nossa Senhora Aparecida. Oração e Fé.
  12.  «Dia de Nossa Senhora Aparecida, História Dia de Nossa Senhora Aparecida». Portalsaofrancisco.com.br. Consultado em 12 de outubro de 2011
  13. ↑ Ir para:a b c d e f g h i j k «Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil». Culturabrasil.org. Consultado em 8 de janeiro de 2012
  14.  Casa de Maria[ligação inativa]
  15.  Böing, Mafalda Pereira. Nossa Senhora Aparecida – A padroeira do Brasil, São Paulo: Edições Loyola, 2007, pp. 20-22
  16.  Santos, Lúcia dos. Nossa Senhora, Rogai por Nós. Rio de Janeiro: Ediouro Publicações, 2007. pp. 8-9
  17.  BBC (12 de outubro de 2017). «10 perguntas sobre Nossa Senhora Aparecida que, 300 anos depois, continuam sem respostas definitivas»Terra Networks. Consultado em 12 de outubro de 2017
  18.  «B. M. V. IMMACULATA SUB TITULO «APPARECIDA» PRINCIPALIS PATRONA BRASILIAE CONSTITUITUR.» (PDF). vatican.va. Consultado em 23 de março de 2017
  19.  «L6802»www.planalto.gov.br. Consultado em 3 de julho de 2020
  20.  Luiz, Irmão André (2 de outubro de 2017). «Nossa Senhora Aparecida recebeu o título de Generalíssima do Exército em 1967». A12. Consultado em 12 de setembro de 2018
  21.  «Santuário Nacional Nossa Senhora Aparecida». a12.com. Consultado em 8 de janeiro de 2012[ligação inativa]
  22.  «Papa Francisco concede terceira Rosa de Ouro ao Santuário Nacional». a12.com. Consultado em 9 de outubro de 2017
  23. ↑ Ir para:a b «Especial Nossa Senhora Aparecida». Cancaonova.com. Consultado em 8 de janeiro de 2012[ligação inativa]
  24.  Bojunga, Claudia. (1 de março de 2010). “Do alto da colina”. Revista de História da Biblioteca Nacional‘.
  25.  «Imagem de Nossa Senhora é o novo patrimônio do Estado». G1 Vale do Paraíba e Região. 29 de novembro de 2012. Consultado em 23 de março de 2017
  26.  “Chartuni, Maria Helena – Biografia”. Enciclopédia Itaú Cultural de Artes Visuais. Página visitada em 4 de abril de 2010.
  27. ↑ Ir para:a b c Oliveira, Plinio Corrêa“Feast Days of Our Lady: Our Lady Aparecida – October 12”. Tradition in Action, Inc.
  28.  Epstein, Jack. “Kicking of icon outrages Brazil Catholics” Arquivado em 2012-09-11 no Archive.isThe Dallas Morning News. 24 de novembro de 1995. Página visitada em 27 de dezembro de 2011.
  29.  “Church makes airwaves”BBC. 3 de agosto de 2000. Página visitada em 27 de dezembro de 2011.
  30.  «www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=380897»www.camara.gov.br. Consultado em 25 de outubro de 2018
  31. ↑ Ir para:a b c http://www.paulopes.com.br/2012/04/evangelico-enviado-de-jesus-da.html
  32. ↑ Ir para:a b «Pastor compara Nossa Senhora a garrafa de Coca-Cola». O Povo. 12 de setembro de 2017. Consultado em 11 de maio de 2021
  33. ↑ Ir para:a b «Pastor compara Nossa Senhora a garrafa de Coca e causa revolta». Correio 24 Horas. 11 de setembro de 2017. Consultado em 11 de maio de 2021
  34. ↑ Ir para:a b c «Pastor compara Nossa Senhora a garrafa de Coca-Cola e revolta católicos». UOL. 11 de setembro de 2017. Consultado em 11 de maio de 2021
  35.  «Deputado processa pastor após zombar da padroeira do Brasil». O Povo. 21 de setembro de 2017. Consultado em 11 de maio de 2021
  36.  «Agenor Duque pede perdão a católicos por comparar Senhora Aparecida a garrafa de Coca-Cola». Gospel Mais. 18 de setembro de 2017. Consultado em 11 de maio de 2021
  37.  «Pastor pede perdão a católicos por ter ofendido Nossa Senhora Aparecida»ACI Digital. 17 de setembro de 2017. Consultado em 11 de maio de 2021
  38.  «Pastor pede perdão pela ofensa à imagem de Nossa Senhora Aparecida»Aleteia. 19 de setembro de 2017. Consultado em 11 de maio de 2021
  39.  «Oxum – Raizes Espirituais»Raizes Espirituais

Ligações externas

Wikilivros
Wikilivros tem um livro chamado Santos Católicos

Imaculada Conceição

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Disambig grey.svg Nota: “Nossa Senhora da Conceição” redireciona para este artigo. Para outros significados, veja Nossa Senhora da Conceição (desambiguação) ou Imaculada Conceição (desambiguação).

Imaculada Conceição é, segundo o dogma católico, a concepção da Virgem Maria sem mancha (em latimmacula) do pecado original. O dogma diz que, desde o primeiro instante de sua existência, a Virgem Maria foi preservada por Deus da falta de graça santificante que aflige a humanidade, porque ela estava cheia de graça divina. A Igreja Católica também professa que a Virgem Maria viveu uma vida completamente livre de pecado.[1]

250px 0 L%27Immacul%C3%A9e Conception P.P. Rubens Prado P1627 %282%29 Venerada na Igreja Católica

Imaculada Conceição de Peter Paul Rubens no Museu do Prado.

festa da Imaculada Conceição, comemorada em 8 de dezembro, foi inscrita no calendário litúrgico pelo Papa Sisto IV, em 28 de fevereiro de 1477. Atualmente, a solenidade da Imaculada Conceição de Maria (8 de Dezembro) é festa de guarda em toda a Igreja Católica, exceto em certas dioceses ou países onde, com a prévia aprovação da Santa Sé, a sua celebração foi suprimida ou transferida para um domingo. Festa de guarda significa que todos os fiéis católicos devem obrigatoriamente participar na missa, como se fosse um domingo.[2]

A Imaculada Conceição da Virgem Maria foi solenemente definida como dogma pelo Papa Pio IX em sua bula Ineffabilis Deus[3] em 8 de dezembro de 1854. A Igreja Católica considera que o dogma é apoiado pela Bíblia (por exemplo, Maria sendo cumprimentada pelo Anjo Gabriel como “cheia de graça“), bem como pelos escritos dos Padres da Igreja, como Irineu de Lyon e Ambrósio de Milão.[4][5] Uma vez que Jesus tornou-se encarnado no ventre da Virgem Maria, era necessário que ela estivesse completamente livre de pecado para poder gerar seu Filho.[6][7]

Fontes bíblicas

Em sua Constituição Apostólica Ineffabilis Deus (8 de dezembro de 1854), que definiu oficialmente a Imaculada Conceição como dogma, o Papa Pio IX recorreu principalmente para a afirmação de Gênesis 3,15, onde Deus disse: “Eu Porei inimizade entre ti e a mulher, entre sua descendência e a dela“, assim, segundo esta profecia, seria necessário uma mulher sem pecado, para dar à luz o Cristo, que reconciliaria o homem com Deus. O verso “Tu és toda formosa, meu amor, não há mancha em ti” (na Vulgata: “Tota pulchra es, amica mea, et macula non est in te[8]), no Cântico dos Cânticos (4,7) é usado para defender a Imaculada Conceição, outros versos incluem:

“Também farão uma arca de madeira incorruptível; o seu comprimento será de dois côvados e meio, e a sua largura de um côvado e meio, e de um côvado e meio a sua altura.” (Êxodo 25,10-11)
“Pode o puro [Jesus] Vir dum ser impuro? Jamais!”(“ 14,4″)
“Assim, fiz uma arca de madeira incorruptível, e alisei duas tábuas de pedra, como as primeiras; e subi ao monte com as duas tábuas na minha mão.” (Deuteronômio 10,3)

Outras traduções para a palavras incorruptível (“Setim” em hebraico) incluem “acácia”, “indestrutível” e “duro” para descrever a madeira utilizada. Moisés usou essa madeira porque era considerada muito durável e “incorruptível”. Maria é considerada a Arca da Nova da Aliança (Apocalipse 11:19) e, portanto, a Nova Arca seria igualmente “incorruptível” ou “imaculada” (veja Mulher do Apocalipse).[nota 1]

História

Desde os primórdios do cristianismo, diversos Padres da Igreja defenderam a Imaculada Conceição da Virgem Maria, tanto no Oriente como no Ocidente. No século IVEfrém da Síria (306373), diáconoteólogo e compositor de hinos, propunha que só Jesus Cristo e Maria são limpos e puros de toda a mancha do pecado.

Já no século VII se celebrava a festa litúrgica da Conceição de Maria aos 8 de dezembro ou nove meses antes da festa de sua natividade, comemorada no dia 8 de setembro.

No século X, a Grã-Bretanha celebrava a Imaculada Conceição de Maria.[carece de fontes]

Emblem of the Papacy.svg
Série de artigos sobre
Mariologia católica
Murillo immaculate conception.jpg
Maria, mãe de Jesus
Devoção
Hiperdulia • Imaculado Coração • Sete Alegrias • Sete Dores • Coroa das Lágrimas • Santo Rosário • Escapulário do Carmo
Orações marianas famosas
Ave Maria • Magnificat • Angelus • Infinitas graças vos damos • Lembrai-vos • Salve-rainha
Dogmas e Doutrinas
Mãe de Deus • Perpétua Virgindade • Imaculada Conceição • Assunção ao Céu • Mãe da Igreja • Medianeira e Advogada • Corredentora • Rainha do Céu
Aparições marianas
Crenças reconhecidas ou dignas de culto
Guadalupe • Medalha Milagrosa •
La Salette • Lourdes • Fátima • Campinas • Akita • Prouille

Títulos da Virgem Maria


Virgem Maria na arte

A festa da Imaculada Conceição, comemorada em 8 de dezembro, foi inscrita no calendário litúrgico pelo Papa Sisto IV, em 28 de Fevereiro 1477. A existência da festa litúrgica é um forte indício da crença da Igreja sobre a Imaculada Conceição mesmo antes da sua definição como um dogma em 1854.

Em 1497, a Universidade de Paris decretou que ninguém poderia ser admitido na instituição se não defendesse a Imaculada Concepção de Maria, exemplo que foi seguido por outras universidades como a de Coimbra e de Évora. Em 1617, o Papa Paulo V proibiu que se afirmasse que Maria tivesse nascido com o pecado original, e em 1622 o Papa Gregório V impôs silêncio absoluto aos que se opunham à doutrina. Foi em 8 de Dezembro de 1661 que Alexandre VII promulgou a Constituição apostólica Sollicitudo omnium Ecclesiarum em que definia o sentido da palavra conceptio, proibindo qualquer discussão sobre o assunto.[9]

Na Itália do século XV, o franciscano Bernardino de Bustis escreveu o Ofício da Imaculada Conceição, com aprovação oficial do texto pelo Papa Inocêncio XI em 1678. Foi enriquecido pelo Papa Pio IX em 31 de março de 1876, após a definição do dogma, com 300 dias de indulgência por cada vez que é recitado.

Em 8 de Dezembro de 1854, a Imaculada Conceição foi solenemente definida como dogma pelo Papa Pio IX em sua bula Ineffabilis Deus.

Posição de Santo Tomás de Aquino

Sobre Santo Tomás de Aquino, criou-se um consenso de que ele teria, durante toda a sua vida, negado e repudiado completamente o dogma da Imaculada Conceição. Tal consenso é falso, porque, inicialmente, este doutor da Igreja declarou abertamente que a Virgem foi pela graça imunizada contra o pecado original, defendendo claramente o dogma do privilégio mariano, que seria declarado e definido séculos mais tarde. No livro primeiro dos comentários dos livros das Sentenças (Sent.), escrito provavelmente em 1252 e quando Santo Tomás contava apenas 27 anos de idade, ainda no início de sua atividade acadêmica em Paris, ele escreveu o seguinte:[10]

Ao terceiro, respondo dizendo que se consegue a pureza pelo afastamento do contrário: por isso, pode haver alguma criatura que, entre as realidades criadas, nenhum seja mais pura do que ela, se não houver nela nenhum contágio do pecado; e tal foi a pureza da Virgem Santa, que foi imune do pecado original e do atual.” (I Sent., d. 44, q. 1, a. 3)

Depois, Santo Tomás adotou uma postura confusa sobre o dogma da Imaculada Conceição, presente em trechos do Compêndio de Teologia e da Suma Teológica. Como, por exemplo, pode-se encontrar nesta postura na segunda parte do Compêndio de Teologia (CTh.), que pertence a um período anterior ao da elaboração da III da Suma Teológica, escrita quando Tomás já contava com cerca de 42 anos de idade, sendo provavelmente do ano de 1267:[10]

Como se verificou anteriormente, a Beata Virgem Maria tornou-se Mãe de Deus concebendo do Espírito Santo. Para corresponder à dignidade de um Filho tão excelso, convinha que ela também fosse purificada de modo extremo. Por isso, deve-se crer que ela foi imune de toda nódoa de pecado atual, não somente de pecado mortal, bem como de venial, graça jamais concedida a nenhum outro santo abaixo de Cristo… Ela não foi imune apenas de pecado atual, como também, por privilégio especial, foi purificada do pecado original. Convinha ser ela concebida com pecado original, porque foi concebida de união de dois sexos.” (CTh. c. 224)

Mas, no final da sua vida, Santo Tomás retornou à sua tese original favorável ao dogma mariano. A sua defesa encontra-se no texto Expositio super Salutatione angelicae, sermão de um período em que ele já contava 48 anos de idade, provavelmente do ano de 1273:[10]

Ipsa enim purissima fuit et quantum ad culpam, quia ipsa virgo nec originale, nec mortale nec veniale peccatum incurrit. [“Ela é, pois, puríssima também quanto à culpa, pois nunca incorreu em nenhum pecado, nem original, nem mortal ou venial.”]

Este retorno à tese original encontra-se também em várias obras da época final de São Tomás, como, por exemplo, na Postiila Super Psalmos de 1273, onde se lê, no comentário do Salmo 16, 2: “Em Cristo a Bem-Aventurada Virgem Maria não incorreu absolutamente em nenhuma mancha” ou no Salmo 18, 6: “Que não teve nenhuma obscuridade de pecado”.[10]

Em Portugal

Em Portugal, a devoção popular a Nossa Senhora da Conceição é bastante antiga e interligada com a História de Portugal, sobretudo com os grandes acontecimentos decisivos para a independência e identidade nacional de Portugal. Aliás, nos primórdios da Nação Portuguesa, foi celebrada em Lisboa uma Missa pontifical de acção de graças, em honra da Imaculada Conceição, após Lisboa ter sido conquistada aos mouros, em 1147, pelo primeiro Rei de PortugalD. Afonso Henriques, que teve a ajuda dos Cruzados ingleses.[11] Segundo uma tradição secular, na sequência da Crise de 1383-1385 e após a vitória portuguesa na Batalha de Aljubarrota (1385) contra os castelhanos, o Condestável D. Nuno Álvares Pereira (ou São Nuno de Santa Maria) mandou construir a Igreja de Nossa Senhora do Castelo, em Vila Viçosa, e fez consagrar aquele templo católico a Nossa Senhora da Conceição.[12] Para o efeito, ele encomendou em Inglaterra uma imagem de Nossa Senhora da Conceição para ser venerada nessa igreja.[13]

Com o decorrer do tempo, a devoção popular foi crescendo e criando raízes em Portugal, com a fundação de muitas irmandades de Nossa Senhora da Conceição, sendo a mais antiga a da actual freguesia dos Anjos (Lisboa), que foi instituída em 1589.

Após a Restauração da Independência de Portugal (1640) e em plena Guerra da Restauração contra Espanha, o Rei de Portugal, D. João IV, da Casa de Bragança e descendente de D. Nuno Álvares Pereira, jurou e proclamou solenemente, por provisão régia de 25 de Março de 1646, que Nossa Senhora da Conceição seria a Rainha e Padroeira de Portugal e de todos os seus territórios ultramarinos, após parecer favorável das Cortes gerais de 1645-1646. Nesta provisão régia, que depois foi confirmada em 1671 pelo Papa Clemente X na bula papal Eximia dilectissimi, declarou-se que: “Estando ora juntos em Cortes com os três Estados do Reino (…) e nelas com parecer de todos, assentámos de tomar por padroeira de Nossos Reinos e Senhorios a Santíssima Virgem Nossa Senhora da Conceição… e lhe ofereço de novo em meu nome e do Príncipe D. Teodósio meu sobre todos muito amado e prezado filho e de todos os meus descendentes, sucessores, Reinos, Senhorios e Vassalos à sua Santa Casa da Conceição sita em Vila Viçosa, por ser a primeira que houve em Espanha desta invocação, cinquenta escudos de ouro em cada um ano em sinal de Tributo e Vassalagem: E da mesma maneira prometemos e juramos com o Príncipe e Estados de confessar e defender sempre (até dar a vida sendo necessário) que a Virgem Maria Mãe de Deus foi concebida sem pecado original. (…) E se alguma pessoa intentar coisa alguma contra esta nossa promessa, juramento e vassalagem, por este mesmo efeito, sendo vassalo, o havemos por não natural, e queremos que seja logo lançado para fora do Reino; e se for Rei (o que Deus não permita) haja a sua e nossa maldição, e não se conte entre nossos descendentes; esperando que pelo mesmo Deus que nos deu o Reino e subiu à dignidade real, seja dela abatido e despojado“.[13][14]

Após a proclamação, D. João IV coroou a imagem de Nossa Senhora da Conceição, em Vila Viçosa, que, segundo a tradição, foi encomendada por D. Nuno Álvares Pereira. A partir de então, em sinal de reconhecimento de que Nossa Senhora é a verdadeira Rainha e Padroeira de Portugal, os reis subsequentes nunca mais colocaram a coroa real na sua cabeça, sendo que a coroa, em ocasiões solenes, era apenas posta sobre uma almofada, ao lado direito do rei.[11][13][14]

Também em 1646, em parte por insistência de D. João IV e dos franciscanos, boa parte do corpo docente da Universidade de Coimbra jurou defender pública e particularmente que a Virgem Maria fora concebida sem mácula de pecado original (Imaculada Conceição). Posteriormente, este juramento foi estendido e aplicado a todos os futuros graduados da Universidade. Com o dogma proclamado em 1854, julgou-se desnecessário continuar a prestar este juramento.[15]

Em 1654, D. João IV enviou a todas as Câmaras municipais do Império Português uma cópia da inscrição comemorativa, em latim, do juramento solene prestado em 25 de Março de 1646 e ordenou que aquela inscrição fosse gravada em pedra e colocada nas portas e lugares públicos das cidades e vilas portuguesas.[13][14]

O Rei D. João V, em 1717, em circular enviada à Universidade de Coimbra e a todos os prelados e colegiais do Reino, recomendou-lhes a celebração anual da festa da Imaculada Conceição nas suas igrejas, recordando o juramento de D. João IV. O rei D. João VI, em 1818, fundou a “Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa”, de natureza honorífica.[13]

Após a proclamação dogmática em 1854, desenvolveu-se em Portugal um movimento que apoiava a construção de um monumento nacional que comemorasse a proclamação feita por Pio IX. Em 1869, esse primeiro monumento foi erigido no Sameiro (Braga). Posteriormente, no mesmo local, foi construído um santuário dedicado à Imaculada Conceição de Maria, cuja imagem foi coroada solenemente em 1904.[12]

Em 1946, no dia 25 de Março, comemorou-se o tricentenário da proclamação da Imaculada Conceição como Padroeira de Portugal, com a consagração de Portugal à Virgem Maria, Mãe de Deus.[13]

Na visita apostólica do Papa João Paulo II a Portugal, ocorrida nos dias 12 a 15 de Maio de 1982, ele visitou o Santuário de Fátima, o Santuário do Sameiro e o Santuário de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.

Definição dogmática

Em 8 de dezembro de 1854Pio IX, na Bula Ineffabilis Deus, fez a definição oficial do dogma da Imaculada Conceição de Maria. Assim o Papa se expressou:

(…) Assim, pela inspiração do Espírito Santo, pela honra da Santíssima e indivisa Trindade, pela glória e adorno da Virgem Mãe de Deus, pela exaltação da Fé Católica, e pela promoção da religião católica, pela autoridade de Jesus Cristo nosso Senhor, dos Bem-aventurados Apóstolos Pedro e Paulo, e pela nossa própria: “Declaramos, pronunciamos e definimos que a doutrina que sustenta que a Santíssima Virgem Maria, na primeira instância da sua concepção, por uma graça e privilégio singular concedido por Deus Todo-Poderoso, em vista dos méritos de Jesus Cristo, o Salvador da raça humana, foi preservada livre de toda a mancha do pecado original, é uma doutrina revelada por Deus e, portanto, a ser acreditada firme e constantemente por todos os fiéis.”Assim, se alguém se atrever – o que Deus proíbe! – a pensar de outra forma que não a por nós definida, que saiba e compreenda que está condenado pelo seu próprio julgamento; que sofreu um naufrágio na fé; que se separou da unidade da Igreja; e que, além disso, pela sua própria acção incorre nas penalidades estabelecidas pela lei se quiser expressar por palavras ou escritos ou por qualquer outro meio exterior os erros que pensa no seu coração.[16] (…)

Lourdes

17px Magnifying glass 01.svg Venerada na Igreja CatólicaVer artigo principal: Nossa Senhora de Lourdes

Em 1858Bernadete Soubirous afirmou ter visto uma aparição que se autodenominou “Imaculada Conceição” na localidade de Lourdes, na diocese de Tarbes, na França. O caso foi submetido às autoridades civis locais e eclesiásticas, após o que o bispo de Tarbes deu por confirmadas as aparições como sendo da Virgem Maria. As autoridades civis francesas se viram impotentes para impedir a devoção de milhares de peregrinos na época. Atualmente, Lourdes se transformou num lugar de peregrinação internacional de milhões de católicos devotos da Virgem Maria.

No dia 8 de dezembro de 2007, o papa Bento XVI, após a recitação do Angelus, comentou que, nesta festa solene, se recorda que “o mistério da graça de Deus envolveu desde o primeiro instante de sua existência à criatura destinada a converter-se na Mãe do Redentor, preservando-a do contágio com o pecado original. Ao contemplá-la, reconhecemos a altura e a beleza do projeto de Deus para cada ser humano: chegar a ser santos e imaculados no amor (Efésios 1, 4), a imagem de nosso Criador.

Feriado

Brasil

220px Prociss%C3%A3o da padroeira de Pau dos Ferros RN %2808dez2014%29 Venerada na Igreja Católica

Procissão de encerramento da festa de Nossa Senhora da Conceição em Pau dos FerrosRio Grande do Norte.

220px Nossa Senhora da Imaculada Concei%C3%A7%C3%A3o de Campinas por Fabio Ardito Venerada na Igreja Católica

Imagem de Nossa Senhora da Imaculada Conceição da Catedral Metropolitana de Campinas

São várias as cidades brasileiras que declaram feriado no dia da Imaculada Conceição, tais como Bem Bom-BA (Padroeira), Alexandria-RN (Padroeira), Abaetetuba-PA (Padroeira), Franca (Padroeira), Brodowski (Padroeira), Bandeirantes-PR, Barra do CordaBarrasSengésFranco da Rocha (Padroeira e Feriado Municipal), BocainaSão Julião, Cambuquira,CaratingaCunhaCachoeira dos ÍndiosSão Sebastião do ParaísoAngra dos Reis, Mauá, ResendeVassourasGuarulhosAiuruocaGuararapesCampinasDiademaPiracicabaDourados (Padroeira), ItapuraItanhaémItaiópolisItaporanga (Padroeira), Bragança Paulista (Padroeira), JacareíMogi Guaçu (padroeira), São José do Rio PretoRecifeAracajuSalvador, Nova Soure-BA, João PessoaSão LuísManaus (Padroeira), Campina Grande (Padroeira),IngáItabaianaSobralSanta MariaCuritibanosMundo NovoNanuqueMonsenhor PauloBelo HorizonteBom Despacho (Padroeira e Feriado Municipal), Sete LagoasEstrela DalvaCurvelo (MG), SabaráContagemConceição dos OurosConceição do Coité (Padroeira), Nova LimaConceição das Alagoas (Padroeira), DivinópolisMoraújoPiratini (Padroeira), Porto FrancoCampos dos GoytacazesNilópolis JandiraTeresinaTeófilo OtoniAngelinaRio das OstrasIpueiras (CE) (Padroeira), Guarapari (ES), Varginha (MG), Pouso Alto (MG), PradosItajaíMaracajáPau dos FerrosOsórioViamãoRio BonitoBom JardimAlegreteSão JerônimoCeará-MirimMacauSantiago (Rio Grande do Sul) JardimMorenoPacajus (Padroeira), Redenção (Pará) (Padroeira e Feriado Municipal), Santarém-PAQuixeré-CE (Madroeira e Feriado Municipal), Fraiburgo (SC)Videira (SC), Conceição do AraguaiaCorrente (PI) (Padroeira e Feriado Municipal), Campina Grande-PB, São Leopoldo, Goiás, Cambira (PR), Macaúbas (Padroeira e Feriado Municipal) entre outros. No Ceará é padroeira de várias paróquias, dentre elas a de Meruoca, desde 1712 (curato 1712, capelania 1758 e paroquiato 1880 – cf Manoel Rodrigues – livro Meruoca no Contexto Planetário 3,2 séculos de história, pag. 45 a 52).

Portugal

Em Portugal, ao abrigo do artigo 30º da Concordata entre a Santa Sé e Portugal de 2004,[17] o dia 8 de dezembro é uma festa de guarda e feriado público. Até há poucos anos era nesta data, e não no primeiro domingo de maio, que se celebrava o Dia da Mãe.

Outras Igrejas Cristãs

Entre as igrejas cristãs, apenas a Igreja Católica Romana aceita o dogma da Imaculada Conceição de Maria.

O dogma da Imaculada Conceição não é aceite pelas Igrejas Ortodoxas. A Igreja Ortodoxa acredita que Maria foi uma pessoa muito devota a Deus e que levou uma vida santa, como diziam os pais da Igreja, evitando os pecados atuais. O que na prática não difere tanto da visão Católica, vista que ambas creêm que Maria não pecou em sua vida terrena.

As Igrejas Anglicanas possuem a mesma doutrina das Igrejas Ortodoxas.

A Igreja Luterana e as Igrejas Reformadas não aceitam esta doutrina católica romana devido a diferentes interpretações do fundamento bíblico.

Críticas

A questão da virgindade de Maria quando concebeu a Cristo e de que fosse uma mulher agraciada não é questionada normalmente, mas sim os atributos que supostamente a aproximariam da autoridade divina. Os protestantes não supõem que ela tinha de ser livre do pecado para ser escolhida (1. Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”. Epístola aos Romanos capítulo 3, versículo 23) (2. como também Cristo não nasceu num berço de ouro, mas numa manjedoura), não aceitando com convicção mais do que o que está nos textos bíblicos, não criando nem aceitando dogmas “extrabíblicos” aceitos tradicionalmente por católicos. A questão é razão de divisão entre igrejas chamadas “evangélicas” e católicas.

Islã

A pureza de Maria desde o momento de seu nascimento também é atestada no Islã. Alguns dos títulos marianos no Islã realçam este fato:

  • Tahirah: significa “Aquela que foi purificada” (Alcorão 3:42). De acordo com um hadith, o Diabo não tocou em Maria quando ela nasceu, portanto, ela não chorou (Nisai 4:331).
  • Mustafia: significa “Ela, que foi escolhida“. O Alcorão declara: “Ó Maria! Por certo Deus te escolheu e te purificou, e te escolheu sobre todas as outras mulheres dos mundos” (Alcorão 3:42). Deus escolheu a Virgem Maria entre todas as mulheres do mundo para um plano divino.
  • Nur: Uma das passagens mais importantes, Maria foi chamada de Nur (Luz) e Umm Nur (a mãe da Luz). O verso da Luz, também contém os símbolos virginal do cristal, a estrela, a árvore abençoada de oliva e óleo, que segundo os muçulmanos, referem-se a pureza de Maria.[18]

Ver também

Notas

  1.  Existem outras teorias e correntes exegéticas que discordam da interpretação católica da Bíblia usada para justificar a crença na Imaculada Conceição. Estas teorias argumentam que em várias passagens da Bíblia, mulheres são usadas em sentido simbólico para representar congregações ou organizações de pessoas. São também usadas para simbolizar cidades. A glorificada congregação de Cristo é chamada de sua “noiva”, também de “a cidade santa, Nova Jerusalém”. — Jo 3:29; Re 21:2, 9; 19:7; compare isso com Ef 5:23-27; Mt 9:15; Mr 2:20; Lu 5:34, 35.). Também argumentam que a “mulher” da profecia não podia ser uma mulher humana, tal como Maria, mãe de Jesus. Porque, na ocasião em que Deus sentenciou os pais da humanidade, Adão e Eva, Ele fez a promessa dum descendente, ou semente, que seria dado à luz pela “mulher” e que esmiuçaria a cabeça da serpente (Gên 3:15). Visto que a semente dela devia esmiuçar a cabeça da serpente, a semente teria de ser mais do que mera semente humana, porque as Escrituras mostram que Deus não dirigiu as suas palavras a uma serpente literal no solo. Em Apocalipse 12:9 se mostra que a “serpente” é Satanás, o Diabo, uma pessoa espiritual. Por conseguinte, essa “mulher” teria que ser mais do que mera mulher humana para poder dar à luz alguém que é mais do que mera semente humana para poder derrotar Satanás, a serpente espiritual.

Referências

  1.  Council of Trent Denzinger Enchiridion Symbulorum, definitionum et declarationum , Freiburg, 1957, document 833; “she was free from any personal or hereditary sin”, Pius XII, Encyclical Mystici Corporis, 1943 in Dentzinger, D2291
  2.  Cânon 1246 do Código de Direito Canónico (em inglês)
  3.  Bula Ineffabilis Deus, Papa Pio XI, 1854
  4.  Ireneu de LyonAdversus haereses Book V, 19,3
  5.  Ambrose of Milan, Expositio in Lucam 1640
  6.  Ludwig Ott, Fundamentals of Catholic Dogma, Bk 3, Pt. 3, Ch. 2, §3.1.e.
  7.  «lolitos – Pesquisa Google»www.google.pt. Consultado em 8 de dezembro de 2017
  8.  «Vulgate text»
  9.  Discurso de Manuel Caetano de Sousa, Portal da História, Manuel Amaral 2000-2010
  10. ↑ Ir para:a b c d Paulo Faitanin, A Doutrina da concepção de Maria segundo Tomás de Aquino.
  11. ↑ Ir para:a b Pe. Francisco Couto e Pe. Senra Coelho, A Imaculada Conceição e a história de Portugal, in Agência Ecclesia, 06/12/2015.
  12. ↑ Ir para:a b Igreja/Sociedade: Imaculada Conceição, um feriado com história portuguesa, Agência Ecclesia, 08/12/2017
  13. ↑ Ir para:a b c d e f José Aníbal Marinho Gomes, Nossa Senhora da Conceição Padroeira e Rainha de Portugal e de todos os Povos de Língua Portuguesa, 8/12/2013
  14. ↑ Ir para:a b c Pe. Moreira das Neves, Nossa Senhora da Conceição na Restauração de Portugal, in Revista dos Centenários, Lisboa: números 19-20, 1940, páginas 4-6 e página 8. O texto integral da provisão régia de 25 de Março de 1646 está presente nas páginas 4-6.
  15.  Prof. Doutor Fernando Taveira da Fonseca, A Imaculada Conceição e a Universidade de Coimbra, 2003.
  16.  «Ineffabilis Deus»Papal Encyclicals (em inglês). 8 de dezembro de 1854
  17.  Concordata entre a Santa Sé e Portugal, 2004
  18.  The Blessed names of Sayyidatina Maryam, Rahib Khattan, pg 111
  19.  «Oxum – Raizes Espirituais»Raizes Espirituais
  20.  «Maria e Iemanjá – Sincronicidade»blog.opovo.com.br. Consultado em 1 de setembro de 2017

Ligações externas

Commons possui uma categoria com imagens e outros ficheiros sobre Imaculada Conceição

https://lookedtwonoticia.com.br/wp-content/uploads/2021/09/2021-09-15-2.png

You May Also Like