Sistema de Pagamentos Brasileiro – Pix

 

Sistema de Pagamentos Brasileiro – Pix

O que é Pix?

Pix é o pagamento instantâneo brasileiro. O meio de pagamento criado pelo Banco Central (BC) em que os recursos são transferidos entre contas em poucos segundos, a qualquer hora ou dia. É prático, rápido e seguro. O Pix pode ser realizado a partir de uma conta corrente, conta poupança ou conta de pagamento pré-paga.

Além de aumentar a velocidade em que pagamentos ou transferências são feitos e recebidos, o Pix tem o potencial de:

  • alavancar a competitividade e a eficiência do mercado;
  • baixar o custo, aumentar a segurança e aprimorar a experiência dos clientes;
  • incentivar a eletronização do mercado de pagamentos de varejo;
  • promover a inclusão financeira; e
  • preencher uma série de lacunas existentes na cesta de instrumentos de pagamentos disponíveis atualmente à população.

Características do Pix

icon pix 05 Sistema de Pagamentos Brasileiro - Pix

Rápido

Transações concluídas em poucos segundos, recursos disponíveis para o recebedor em tempo real

icon pix 01 Sistema de Pagamentos Brasileiro - Pix

Disponível

24 horas por dia, sete dias por semana, inclusive feriados

icon pix 02 Sistema de Pagamentos Brasileiro - Pix

Fácil

Experiência facilitada para o usuário

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Barato

Gratuito para pessoa física pagadora
Custo baixo para os demais casos

icon pix 06 Sistema de Pagamentos Brasileiro - Pix

Seguro

Robustez de mecanismos e medidas para garantir a segurança das transações

icon pix 03 Sistema de Pagamentos Brasileiro - Pix

Aberto

Estrutura ampla de participação, possibilitando pagamentos entre instituições distintas

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Versátil

Instrumento multiproposta, que pode ser usado para pagamentos independente de tipo e valor da transação, entre pessoas, empresas e governo

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Integrado

Informações importantes para conciliação poderão cursar junto com a ordem de pagamento, facilitando a automação de processos e a conciliação dos pagamentos

Diferença entre Pix e outros meios de transferência e de pagamento

O Pix foi criado para ser um meio de pagamento bastante amplo. Qualquer pagamento ou transferência que hoje é feito usando diferentes meios (TED, cartão, boleto etc.), poderá ser feito com o Pix, simplesmente com o uso do aparelho celular.

As transferências tradicionais no Brasil são entre contas da mesma instituição (transferência simples) ou entre contas de instituições diferentes (TED e DOC). O Pix é mais uma opção disponível à população que convive com os tipos tradicionais. A diferença é que, com o Pix, não é necessário saber onde a outra pessoa tem conta. Você realiza a transferência a partir, por exemplo, de um telefone na sua lista de contatos, usando a Chave Pix. Outra diferença é que o Pix não tem limite de horário, nem de dia da semana e os recursos são disponibilizados ao recebedor em poucos segundos. O Pix funciona 24 horas, 7 dias por semana, entre quaisquer bancos, de banco para fintech, de fintech para instituição de pagamento, entre outros.

As transações de pagamento por meio de boleto exigem a leitura de código de barras, enquanto o Pix pode fazer a leitura de um QR Code. A diferença é que, no Pix a liquidação é em tempo real, o pagador e o recebedor são notificados a respeito da conclusão da transação e o pagamento pode ser feito em qualquer dia e horário.

As transações de pagamento utilizando cartão de débito exigem uso de maquininhas ou instrumento similar. Com Pix, as transações podem ser iniciadas por meio do telefone celular, sem a necessidade de qualquer outro instrumento.

O Pix tende a ter um custo de aceitação menor por sua estrutura ter menos intermediários.

Mais detalhes sobre a diferenciação entre o Pix e os demais meios de transferência e de pagamento podem ser visualizadas na FAQ do Pix.

Benefícios do Pix

 

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Com quem é possível fazer um Pix

O Pix pode ser utilizado para:
  • transferências entre pessoas;
  • pagamento em estabelecimentos comerciais, incluindo lojas físicas e comércio eletrônico;
  • pagamento de prestadores de serviços;
  • pagamento entre empresas, como pagamentos de fornecedores, por exemplo;
  • recolhimento de receitas de Órgãos Públicos Federais como taxas (custas judiciais, emissão de passaporte etc.), aluguéis de imóveis públicos, serviços administrativos e educacionais, multas, entre outros (esses recolhimentos poderão ser feitos por meio do PagTesouro);
  • pagamento de cobranças;
  • pagamento de faturas de serviços públicos, como energia elétrica, telecomunicações (telefone celular, internet, TV a cabo, telefone fixo) e abastecimento de água; e
  • recolhimento de contribuições do FGTS e da Contribuição Social (a partir de 2021).

Limite de valor nas transações

Não há limite mínimo para pagamentos ou transferências via Pix. Isso quer dizer que você pode fazer transações a partir de R$0,01. Em geral, também não há limite máximo de valores. Entretanto, as instituições que ofertam o Pix poderão estabelecer limites máximos de valor baseados em critérios de mitigação de riscos de fraude e de critérios de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo. Os usuários podem solicitar ajustes nos limites estabelecidos, devendo a instituição acatar imediatamente a solicitação caso o pedido seja para redução de valor.

Papel do BC

O BC desempenha dois importantes papéis no âmbito do Pix: o de regulador, definindo as regras de funcionamento do Pix, e o de gestor das plataformas operacionais, provendo as infraestruturas tecnológicas necessárias.

A infraestrutura, que liquida as transações entre instituições distintas e faz um pagamento acontecer em segundos, e a plataforma, que permite que o pagamento seja feito a partir de informações simples e de forma intuitiva, foram desenvolvidas e são operadas pelo BC. O foco do BC é aumentar a eficiência, a competitividade e a digitalização do mercado de pagamentos de varejo no Brasil.

O processo é todo conduzido de forma transparente e democrática, com intensa participação de agentes de mercado e de potenciais usuários, que trazem sugestões e contribuições por meio do Fórum Pix.

A construção do ecossistema de pagamentos instantâneos (SPI) brasileiro faz parte da Agenda BC# na dimensão Competitividade.

 

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Provedor de conta transacional

A instituição financeira ou a instituição de pagamento que oferte conta de depósito ou conta de pagamento pré-paga ao usuário final, inclusive instituição de pagamento não sujeita a autorização de funcionamento pelo Banco Central do Brasil.

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Liquidante especial

A instituição financeira ou a instituição de pagamento autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil que, no âmbito do Pix, tenha como objetivo exclusivo prestar serviço de liquidação para outros participantes, não ofertando envio ou recebimento de um Pix a usuários finais; que atenda aos requisitos para atuar como participante liquidante no SPI; e que não se enquadre no critério de obrigatoriedade de participação no Pix.

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Iniciador de transação de pagamento

A instituição de pagamento que prestará serviço de iniciação de transação de pagamento sem gerenciar conta de pagamento e sem deter em momento algum os fundos transferidos na prestação do serviço (a prestação desse serviço ainda carece de regulamentação pelo BC).

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BC

Responsável por desenvolver e gerenciar a base única e centralizada de endereçamento (DICT) e a infraestrutura única e centralizada de liquidação das transações (SPI), que funcionará 24 horas por dia, todos os dias do ano.

Fórum Pix e Grupos de trabalho

Consistindo em um comitê consultivo permanente, o Fórum Pix subsidia o BC em seu papel de definidor das regras de funcionamento do ecossistema de pagamentos instantâneos.

Existem quatro grupos de trabalho temáticos no âmbito do Fórum Pix: GT Negócios, GT Padronização e Requisitos Técnicos, GT Mensagens PI e GT Segurança.

Participantes

A participação no Pix foi formatada de forma a ser ampla e flexível, permitindo a adesão de diversos agentes e promovendo uma maior competitividade.

Critérios de participação no Pix

Todas as instituições financeiras e de pagamento que ofertam conta transacional podem participar do Pix, na modalidade provedor de conta transacional.

As instituições autorizadas pelo BC e que tenham mais de 500 mil contas de clientes ativas, considerando as contas de depósito à vista, as contas de depósito de poupança e as contas de pagamento pré-pagas, são obrigadas a participar, ofertando a seus clientes a iniciação por meio da inserção manual dos dados, chave Pix, leitura de QR Code e Pix copia e cola e também o recebimento de pagamentos. Essa obrigatoriedade tem o objetivo de garantir que o Pix seja efetivamente ofertado a uma maior parcela da população.

As demais instituições financeiras que ofertem contas transacionais e instituições de pagamento, mesmo aquelas que ainda não atingiram os limites para requerer autorização de funcionamento como instituição de pagamento, poderão participar de forma facultativa.

Ao chegar à quantidade de 500 mil contas transacionais, a instituição financeira ou de pagamento autorizada pelo BC deve solicitar adesão ao Pix no prazo de 90 dias.

O Banco Central (BC) estabeleceu, por intermédio da Resolução BCB n°1, os critérios e modalidades de participação no Pix e no Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT), e por intermédio da Circular nº 4.027, os critérios para a infraestrutura de liquidação financeira do Pix (SPI).

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Modalidades de participação

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Provedor de conta transacional

Regras de obrigatoriedade: Instituições Financeiras (IF) e Instituições de Pagamento (IP) autorizadas pelo BC com mais de 500mil contas ativas

IPs não reguladas por requisitos adicionais*: Contratação de participante responsável:

  • capacidade técnico-operacional
  • capital mínimo requerido

*Ao solicitar adesão ao Pix passam a ser integrantes do SPB, sujeitas a regulação mínima.

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Liquidante especial

Presta exclusivamente serviço de liquidação para outros participantes do Pix

Não oferta Pix a usuários finais

Não se enquadra no critério de obrigatoriedade de participação no Pix

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Ente governamental

Secretaria do Tesouro Nacional

Finalidade exclusiva de realizar recolhimentos e pagamentos relativos às suas atividades típicas

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Iniciador de transação de pagamento

Presta exclusivamente serviço de iniciação de transação de pagamento

Instituições autorizadas pelo BC

Instituição certificada no Sistema Financeiro Aberto

Processo de adesão ao Pix

O processo de adesão ao Pix, regulamentado pela Instrução Normativa BCB n° 129, engloba três etapas:

  1. etapa cadastral;
  2. etapa homologatória;
  3. etapa de operação restrita.

Os pedidos de adesão podem ser feitos a qualquer momento.

A visualização esquemática resumida do processo de adesão ao Pix pode ser acessada aqui.

Os prazos para cumprimento do processo de adesão são:

  • Etapa cadastral: 30 dias para o envio das informações;
  • Etapa homologatória: 5 meses para completar todos os testes e requisitos;
  • Etapa de operação restrita: 2 a 8 semanas para realização e devem iniciar no prazo máximo de 3 meses a partir da conclusão da etapa homologatória.
Os formulários de solicitação de adesão podem ser acessados:
  • Aqui, para instituições que tenham autorização para funcionamento do BC;
  • Aqui, para instituições que não tenham autorização para funcionamento do BC;
  • Aqui, para instituições que pretendem atuar exclusivamente como Iniciadores.
As instituições pleiteantes deverão apresentar, ainda, formulário de produtos e serviços que pretendam ofertar, que podem ser acessados:
  • Aqui, para participantes provedores de conta transacional;
  • Aqui, para participantes iniciadores.

Para mais informações sobre a homologação e as plataformas, acesse as páginas do DICT e do SPI.

Participação nas plataformas operacionais

Participação na infraestrutura de liquidação – SPI

As modalidades de participação no SPI são duas: participantes diretos, aqueles que farão a liquidação das transações diretamente no SPI; e participantes indiretos, cujas transações serão liquidadas por intermédio de um participante direto ou liquidante especial. Bancos comerciais, bancos múltiplos com carteira comercial e caixas econômicas que sejam participantes do Pix deverão, obrigatoriamente, ser participantes diretos do SPI. As demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central que sejam participantes do Pix podem optar por ser participantes diretos ou indiretos do SPI.

As instituições de pagamento sem autorização para funcionamento que sejam participantes do Pix devem, necessariamente, ser participantes indiretos do SPI.

Acesso ao Diretório de Identificadores de Contas Transacionais – DICT

Existem duas formas de acesso ao DICT: direta e indireta. Para os participantes diretos do SPI, o acesso ao DICT é realizado, obrigatoriamente, de forma direta. Os participantes indiretos do SPI podem escolher sua forma de acesso ao DICT. Saiba mais aqui.

Tarifa

O BC cobrará das instituições financeiras e de pagamento participantes do Pix uma tarifa de ressarcimento que permita cobrir, sem lucro, os custos para o sistema funcionar. O BC está trabalhando para que qualquer tarifa relacionada ao Pix seja acessível ao cidadão, fomentando a competição do setor.

Para acessar o normativo que trata das tarifas do Pix, clique aqui.

Liquidez

O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou o BC a conceder linha de redesconto às instituições financeiras participantes diretas do SPI. São operações de compra com compromisso de revenda de títulos públicos federais registrados no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic), com instituições financeiras participantes diretas do SPI, titulares de Conta Pagamentos Instantâneos (Conta PI).

O objetivo é ofertar liquidez fora do horário de operações do Sistema de Transferência de Reservas (STR), minimizando o risco de insuficiência de recursos para os participantes.

Para ter acesso à nova linha, a instituição não precisa ser participante do STR, bastando ser instituição financeira e participante do Selic e do SPI.

Os recursos serão liberados diretamente na conta específica para pagamentos instantâneos do participante do Pix, logo após o fechamento do STR. Já a recompra do título pela contratante, que na prática é o pagamento da operação, será realizada no dia útil seguinte ao fechamento do STR.

Mais informações na Resolução nº 4.781, de 20 de fevereiro de 2020.

Negócios

Por que usar o Pix no meu negócio?

Os produtores de bens, varejistas e prestadores de serviços têm muito a se beneficiar com o Pix. Por ser uma transferência eletrônica instantânea, em ambiente seguro, o Pix se alinha ao ritmo do comércio e negócios em geral.

Não há necessidade de esperar o próximo dia útil ou a próxima janela de horário para receber um pagamento. Os custos são menores e há facilidade na integração com os softwares de automação e na conciliação de pagamentos.

O Pix na prática tem o mesmo efeito do pagamento em dinheiro (em espécie): o dinheiro chega a sua mão na hora, mas em vez de ser na sua carteira, ele entra na sua conta. De forma segura e fácil, sem o risco de roubo ou necessidade de se preocupar com troco, por exemplo.

Além disso, como o Pix é um modelo com menos intermediários e as plataformas centrais são providas pelo Banco Central, o custo de aceitação é menor que outros meios eletrônicos.

É bastante interessante também para o comércio eletrônico, uma vez que a confirmação do pagamento é efetuada em poucos segundos, o que pode acelerar o processo de envio da mercadoria, facilitando a gestão do estoque e logística.

Regulamentação relacionada ao Pix

Conveniência para o cliente

Além de facilitar a gestão financeira das empresas, o Pix é conveniente para o cliente. Os comerciantes poderão adaptar seu modelo de negócio de diversas formas, inclusive diferenciando preços para o pagamento com Pix para melhor adequação às necessidades do cliente.

Um exemplo é o estabelecimento colocar em local visível a sua identificação para receber o pagamento. Veja algumas hipóteses:

  • Comerciante que quer o QR Code à mão do cliente

    O comerciante imprime um QR Code, que fica ao alcance do cliente. Na hora de pagar, o cliente escolhe a opção Pagar com Pix e lê o QR Code com celular. O comerciante informa o valor da compra, facilitando o pagamento de compras de valores diferentes, e pode optar inclusive por solicitar que o próprio cliente digite o valor da transação. Vale, por exemplo, para um pipoqueiro, com um QR Code no seu carrinho, esperando para ser lido pelo cliente.

  • Comerciante que quer gerar um QR Code a cada compra

    Um QR Code será gerado para cada compra, de acordo com os itens e a quantidade que ele pega. Vale para supermercados e restaurantes, por exemplo.

  • Comerciante que prefere ser identificado pelo CNPJ

    O estabelecimento expõe em local visível a instrução de fazer um Pix por meio do CNPJ. Vale para microempreendedores individuais, por exemplo.

  • Comerciante que prefere ser identificado pelo número do celular

    O estabelecimento orienta o cliente a usar o número do celular como método de identificar o recebedor na hora do pagamento. Vale para empresas que atendem delivery em aplicativos de mensagens ou prestadores de serviço autônomos, por exemplo.

 

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Como usar o Pix no meu negócio?

  1. Defina onde quer receber seus pagamentos Pix: com qual(is) instituição(ões) e em qual(is) conta(s). Lembre-se de pesquisar e comparar as tarifas e os serviços prestados. Existem serviços facultativos, como Pix Agendado, que possibilitam o pagamento em data futura, e Pix Cobrança.
  2. Defina o método de recebimento pelo Pix: pode ser Chave Pix (CNPJ, e-mail, telefone celular ou chave aleatória) ou por QR Code (estático ou dinâmico)
  3. Caso use sistema de automação, verifique a integração dos seus sistemas com o Pix. A integração, que ocorre por meio da API Pix, vai facilitar a geração do QR Code e a conciliação do pagamento
  4. Prepare sua equipe: explique ao seu time como funciona o Pix e suas vantagens
  5. Informe seus clientes: inclua a marca Pix como meio de pagamento aceito no seu estabelecimento

Pix Cobrança

O Pix Cobrança é um instrumento de cobrança, iniciado por meio do QR Code ou do tratamento de um Pix Copia e Cola, que serve para::

  • Pagamentos imediatos, em pontos de venda físicos e comércio eletrônico, por exemplo;
  • Pagamentos com vencimento, realizados em data futura, que podem incluir outras informações como juros, multas, outros acréscimos, descontos e outros abatimentos, semelhante ao boleto.

É obrigatório, por parte de todas as instituições financeiras e de pagamentos participante do Pix:

  • Possibilitar pagamentos imediatos de Pix Cobrança, a partir da leitura de QR Code e do Pix Copia e Cola;
  • A partir de 14 de maio de 2021: possibilitar pagamentos com vencimento de Pix Cobrança, a partir da leitura de QR Code e do Pix Copia e Cola
    • De 14 de maio a 30 de junho de 2021: para pagamentos com vencimentos, as instituições que não conseguirem proporcionar a experiência do pagamento em data futura, terão que, no mínimo, possibilitar o pagamento na data da leitura do QR Code;
    • A partir de 1o de julho de 2021: todas as instituições deverão ser capazes de possibilitar pagamentos com vencimento de Pix Cobrança, para pagamento da data de leitura ou em data futura, a critério do pagador.
  • Disponibilizar a geração de cobranças por meio de QR Code estático aos usuários pessoas naturais (pessoas físicas, empresários individuais e MEIs)

É facultativo às instituições participantes do Pix:

  • Disponibilizar as demais funcionalidades relacionadas ao Pix Cobrança, tais como: geração por meio de QR Code dinâmico, criação de lote de cobranças, gerenciamento de Pix recebidos e devolução, entre outros.

Administração pública e concessionárias de serviços públicos

O Pix também pode ser utilizado pela administração pública federal, estadual e municipal, bem como pelas concessionárias de serviços públicos, tanto para pagamento de obrigações, quanto para o recebimento de arrecadações e receitas.

O Pix é um meio de pagamento que se aplica aos mais diversos casos de uso dentro da administração pública, como arrecadação de tributos, taxas e multas, pagamento de benefícios sociais e fornecedores, por exemplo. O Pix oferece rapidez, disponibilidade e conciliação de pagamentos de forma simples. Esses benefícios se refletem em uma gestão mais eficiente dos recursos pela administração pública e em uma melhor prestação de serviços ao cidadão.

Isso significa que, com o Pix, a arrecadação pode ser feita 24 horas por dia, todos os dias do ano, inclusive finais de semana e feriados, não havendo mais a necessidade de esperar por dias úteis para a realização dos pagamentos. Assim, a instituição oferece mais conveniência ao cidadão e minimiza possíveis esquecimentos e atrasos nos pagamentos.

Outra vantagem é que os recursos ficam disponíveis em até 10 segundos na conta da instituição recebedora e tanto o cidadão quanto a instituição são notificados da conclusão do pagamento. Isso permite que os processos decorrentes da arrecadação sejam imediatamente iniciados, trazendo agilidade para a prestação do serviço público.

Além disso, trafegam junto com a ordem de pagamento todas as informações relacionadas ao pagamento, o que permite a conciliação das informações de forma simples. Na prática, a instituição é capaz de correlacionar exatamente o valor recebido na conta ao CPF ou CNPJ do pagador, trazendo mais controle sobre a gestão dos recursos.

Por possuir menos intermediários e maior grau de competição, o Pix elimina a necessidade de estabelecer convênios de arrecadação com instituições financeiras ou de pagamento e promove um ambiente de tarifas baixas, o que leva a uma redução de custos para as instituições. Com o Pix, passa a ser possível o pagamento de impostos, taxas e serviços de concessão pública a partir de contas mantidas em qualquer instituição participante do Pix, de forma simples, ágil e intuitiva.

Dessa forma, o Pix melhora a experiência de pagamento pelo contribuinte, de recebimento de benefícios sociais pelo cidadão beneficiário e do relacionamento com os fornecedores da Administração Pública.

Por fim, no caso das concessionárias, o Pix é mais uma opção de disponibilização de pagamentos para o consumidor, que pode efetuar o pagamento de faturas de energia elétrica, água, telefonia, internet e TV por assinatura, por exemplo.

Acordos de Cooperação Técnica

Um acordo de cooperação técnica (ACT) é um instrumento jurídico que o Banco Central do Brasil (BCB) formaliza com entidades da Administração Pública e da sociedade civil visando a execução de programas de trabalho com objetivo de fomentar e viabilizar a adoção do Pix por essas entidades ou pelo setor que elas representam.

 

Secretaria do Tesouro Nacional (STN)

​Recolhimento de receitas de Órgãos Públicos Federais como taxas, custas judiciais, emissão de passaporte, aluguéis de imóveis públicos, serviços administrativos e educacionais, multas, entre outros.

Agência Nacional e Energia Elétrica (ANEEL)

​Pagamento das faturas pelos consumidores de energia elétrica.

Conexis Brasil Digital

​Pagamento das faturas de serviço de telecomunicações e recarga de serviços pré-pagos móveis e fixos

Acessibilidade no Pix

O Pix foi criado pelo Banco Central (BC) para democratizar o acesso de toda a população brasileira a meios de pagamentos digitais, incentivando a eletronização dos pagamentos e, assim, alavancar a eficiência no mercado de pagamentos de varejo.

Para tanto, além de ter um instrumento de baixo custo, seguro e que possa ser utilizado nas mais variadas situações de transferência e de compra, é necessário garantir que seu uso seja acessível a todos os cidadãos, inclusive aos que possuem necessidades específicas, tais como pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida.

O Banco Central definiu diretrizes de acessibilidade para a experiência do usuário, as quais precisam ser observadas pelas instituições que ofertam o Pix aos clientes finais. Adicionalmente, o BC atua como indutor da adoção de soluções, para que as instituições possam ofertar o Pix de maneira inclusiva, adotando mecanismos para que esses clientes possam usá-lo de forma autônoma.

Alguns exemplos de tecnologias assistivas que o BC estimula que sejam adotadas na oferta do Pix incluem a integração dos aplicativos aos leitores nativos dos celulares, com clareza na descrição das funcionalidades; o uso de avatares ou vídeos explicativos sobre Pix; o uso de assistente virtual em Libras; entre outros.

Cada instituição financeira e de pagamento que oferta o Pix deve atuar para garantir a melhor experiência a todos os seus clientes. Existem mais de 700 instituições autorizadas a ofertar o Pix, possuindo soluções diferenciadas.

Veja aqui o depoimento do Leonardo Gleison que falou sobre sua experiência e a importância do Pix para ampliar o acesso das pessoas com deficiência a meios de pagamentos eletrônicos.

Assim, é importante que as pessoas que demandam o uso de tecnologias assistivas pesquisem a instituição capaz de lhe oferecer o melhor atendimento. De modo a facilitar essa busca, o BC elenca nesta página as instituições que declararam possuir alguma solução voltada à acessibilidade.

Como receber, pagar ou transferir dinheiro com Pix?:  https://www.youtube.com/watch?v=jh7LMIqlStU

Transferência de dinheiro usando QR Code:  https://www.youtube.com/watch?v=JmsEi6_Os1s

Tutorial Pix: Comerciante? Saiba como receber com Pix:  https://www.youtube.com/watch?v=-78YFDGC0h0

Base normativa

Visite a página do Pix no site do Banco Central e selecione a opção “Regulamentação relacionada ao Pix” para conhecer a base normativa do assunto.

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