Museu da Língua Portuguesa

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Museu da Língua Portuguesa

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Museu da Língua Portuguesa ou Estação Luz da Nossa Língua é um museu interativo sobre a língua portuguesa localizado na cidade de São PauloBrasil, no histórico edifício Estação da Luz, no Bairro da Luz, região central da cidade. Foi concebido pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo em conjunto com a Fundação Roberto Marinho, tendo um investimento de cerca de 37 milhões de reais.[2]

O objetivo da instituição é criar um espaço vivo sobre a língua portuguesa, considerada como base da cultura do Brasil, onde seja possível causar surpresa nos visitantes com os aspectos inusitados e, muitas vezes, desconhecidos de sua língua materna. Segundo os organizadores do museu, “deseja-se que, no museu, esse público tenha acesso a novos conhecimentos e reflexões, de maneira intensa e prazerosa”.[3]

O museu tem como alvo principal a média da população brasileira, composta de pessoas provenientes das mais variadas regiões e faixas sociais do país, mas que ainda não tiveram a oportunidade de obter uma ideia mais precisa e clara sobre as origens, a história e a evolução contínua da língua. De sua inauguração até o final de 2012, mais de 2,9 milhões de pessoas já haviam visitado o espaço, consolidando-o como um dos museus mais visitados do Brasil e da América do Sul.[4]

Em 21 de dezembro de 2015, o museu foi atingido por um incêndio que destruiu dois andares de sua estrutura.[5] Seu acervo, contudo, não se perdeu, por ser virtual, sendo recuperado a partir de backups.[6] Depois de passar por uma restauração, o museu foi reinaugurado em 31 de julho de 2021. Por ocasião da cerimônia, a instituição foi agraciada com a Ordem de Camões, pelos relevantes serviços prestados à língua portuguesa.

Museu da Língua Portuguesa
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Tipo Artes
Inauguração 20 de março de 2006 (15 anos)
Visitantes 386 789 (2014)[1]
Website museudalinguaportuguesa.org.br
Geografia
País 22px Flag of Brazil.svg Museu da Língua PortuguesaBrasil
Cidade 20px Bandeira da cidade de S%C3%A3o Paulo.svg Museu da Língua Portuguesa São Paulo22px Bandeira do estado de S%C3%A3o Paulo.svg Museu da Língua Portuguesa São Paulo
Coordenadas 17px WMA button2b Museu da Língua Portuguesa23° 32′ 06″ S 46° 38′ 06″ O

Índice

História

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Idealização

O projeto foi iniciado em 2002, quando se começou a restaurar o prédio da Estação da Luz, sendo concluído em 2006. Teve como aliada no projeto a Lei de Incentivo à Cultura, que demonstra a contemporaneidade em que vivemos. São Paulo ainda possui um fator simbólico para o local do museu, sendo a maior cidade de falantes do português no mundo.[2][7]

Foram ainda parceiros o Ministério da Cultura, IBM BrasilCorreiosRede GloboPetrobrasVivoEletropauloGrupo Votorantim e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Contou também com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), da Prefeitura de São Paulo, da CPTM, dos elevadores Otis, dos sistemas de climatização Carrier e da Fundação Luso-Brasileira.

A ideia foi de Ralph Appelbaum, autor também do Museu do Holocausto, em Washington, e da Sala de Fósseis do Museu de História Natural, em Nova Iorque. O projeto arquitetônico do museu é de Paulo e Pedro Mendes da Rocha, pai e filho, ambos brasileiros. A direção do museu fica por conta da socióloga Isa Grinspum Ferraz, que coordenou uma equipe de trinta especialistas do idioma para o museu. A direção artística é de Marcello Dantas.[8]

Inauguração

O museu foi inaugurado na segunda-feira de 20 de março de 2006,[2] com a presença do cantor e então ministro da cultura Gilberto Gil,  ministra da cultura de PortugalIsabel Pires de Lima, do governador paulista Geraldo Alckmin, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de António Carmona Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, do presidente da Fundação Calouste Gulbenkian e outras autoridades representativas, não apenas de Portugal e do Brasil, mas de todos os países lusófonos.

Incêndio

220px Combate ao inc%C3%AAndio no Museu da L%C3%ADngua Portuguesa 01 Museu da Língua Portuguesa

Combate ao incêndio de 2015

No dia 21 de dezembro de 2015, um incêndio de grandes proporções atingiu o prédio do museu, mobilizando 37 viaturas do Corpo de Bombeiros. O incêndio foi causado por curto-circuito que teve início no primeiro andar do prédio, no qual era exibida a exposição “O tempo e eu”, baseada nos trabalhos do historiador Câmara Cascudo.[9] O bombeiro civil do museu, Ronaldo Ferreira da Cruz, faleceu de parada cardiorrespiratória enquanto tentava conter o fogo.[10]

Apesar das instalações terem ficado totalmente destruídas, não houve grande prejuízo ao acervo, por ser na maior parte digital, podendo ser recuperado a partir de cópias de segurança.[6] O maior prejuízo foi ao patrimônio arquitetônico do prédio, inaugurado originalmente em 1867 e restaurado em 2006 para receber as instalações do museu.[11]

Recuperação e reinauguração

Um mês depois do incêndio, foi assinado um acordo de cooperação entre o Governo do estado, a Secretaria de Cultura, a Fundação Roberto Marinho e a organização social ID Brasil, para a execução da reforma do museu.[12][13]

Em 12 de dezembro de 2016, o governo do estado de São Paulo anunciou a parceria “Aliança Solidária” e anunciou que o museu deve voltar a receber visitantes no primeiro semestre de 2019. O custo total da obra de recuperação será de 65 milhões de reais, dos quais 34 milhões são investimentos da iniciativa privada. A empresa portuguesa Energias de Portugal é a principal patrocinadora. O Grupo Globo e o Grupo Itaú também participam da Aliança. O arquiteto Pedro Mendes da Rocha, responsável pelo desenvolvimento do projeto original do Museu da Língua junto com seu pai, o premiado arquiteto e urbanista Paulo Mendes da Rocha, fará as adaptações necessárias no projeto.[14]

O Museu da Língua Portuguesa fez exposições itinerantes do seu acervo no estado de São Paulo em 2016, durante o processo de restauração do incêndio. A mostra de “Estação da Língua” foi aberta no dia 4 de março, em Araraquara, interior paulista, e passou por outras cidades durante o ano. Segundo a Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, a exposição itinerante seguiu o conceito central do Museu da Língua Portuguesa, propondo interatividade e tecnologia como veículos para apresentar o idioma ao público, nos seus mais variados sotaques e evoluções. Como o acervo do museu é digital, ele pode ser aplicado e adaptado para outros espaços. A “Estação Língua” tinha trezentos metros quadrados de área expositiva, e entre as atrações, contou com o “Mapa dos Falares”, mostrando a singularidade do português falado em diferentes regiões do estado de São Paulo.[15]

220px Reinaugura%C3%A7%C3%A3o do Museu da L%C3%ADngua Portuguesa %2851348486554%29 Museu da Língua Portuguesa

Cerimônia de reinauguração do museu, em 31 de julho de 2021

No dia 21 de dezembro de 2016 foram iniciadas as reformas no museu, restaurando primeiramente a face leste do edifício. De acordo com a gerente geral de Patrimônio da Fundação Roberto Marinho, Lucia Basto, no ano de 2017 a restauração teve como foco reconstituir e restaurar as fachadas restantes do Museu que sofreram deteriorações no incêndio de 2015. A gerente também disse que o modelo da estrutura arquitetônica seria mantido, porém adaptado às leis então vigentes. Ainda de acordo com ela, os planos e projetos para 2018 enquadravam a reconstituição do telhado, como também a parte hidráulica e elétrica. A reforma também contaria com a cobertura de zinco no estabelecimento, vidros temperados (para combater o alastramento de chamas) e equipamentos mais modernos, prevenindo futuros riscos de incêndios.[16] Concluída a reforma, que custou R$ 85,8 milhões, a reabertura do museu aconteceu em 31 de julho de 2021. No terceiro piso, foi projetado um terraço com vista para o Jardim da Luz e para a torre do relógio da estação. A infraestrutura e o sistema segurança passaram por uma reformulação, com novas medidas de prevenção a incêndios, como recomendado pelo Corpo de Bombeiros. Novas medidas de sustentabilidade foram adotadas, como técnicas de economia de água e energia, bem como a reutilização e restauração da madeira que estava na construção original.[17][18][19]

Durante a cerimônia de reinauguração, o Presidente da República PortuguesaMarcelo Rebelo de Sousa, agraciou o Museu da Língua Portuguesa com a recém-criada Ordem de Camões, tendo esta sido a primeira concessão desta ordem honorífica portuguesa.[20]

Estrutura

220px Estaci%C3%B3n de Luz%2C S%C3%A3o Paulo Museu da Língua Portuguesa

Estação da Luz

O museu possui um acervo inovador e predominantemente virtual, combinando artetecnologia e interatividade, lembrando que o museu está localizado num prédio histórico. Composto das mais diversificadas exposições nas quais são utilizados objetos, vídeos, sons e imagens projetadas em grandes telas sobre a língua portuguesa, considerada do ponto de vista de patrimônio cultural dos povos lusófonos.

Ocupa três andares da Estação da Luz, com 4 333 metros quadrados.[21] Criação do arquiteto brasileiro Rafic Farah, logo na entrada vê-se a chamada “Árvore da Língua”, uma escultura com três andares de altura em que nas folhas surgem contornos de objetos e as raízes formadas por palavras que deram origem ao português. A árvore pode ser visualizada quando o visitante usa o elevador de acesso aos outros andares, que tem paredes transparentes.

Andares

As exposições tiveram curadoria de Isa Grinspum Ferraz e Hugo Barreto.

Entrada/Térreo

Placa da entrada do Museu da Língua Portuguesa

Placa da entrada do Museu da Língua Portuguesa

A entrada se encontra na porta A da Estação da Luz, em frente à Pinacoteca de São Paulo. É na entrada do prédio que se encontra a bilheteria, café, loja e a administração do museu.

Primeiro andar

É onde ficam localizadas as exposições temporárias, o Espaço Educativo Paulo Freire, e também outro espaço da administração.[22]

Segundo andar

Mapa do segundo andar do museu

Mapa do segundo andar do museu

A exposição “Línguas do mundo” é onde os visitantes podem ouvir as várias línguas faladas pelos povos, destacando 23 línguas diferentes.[23]

A “Rua da Língua” é uma longa tela de cem metros, cobrindo boa parte da parede do primeiro andar. São projetadas palavras, textos, imagens e desenhos.[22]

“Nós da Língua”, 23 telas são expostas, com o nome dos países que falam a língua portuguesa próximo destas telas. Algumas das telas são interativas.[23]

“Laços de família” mostra como a língua portuguesa surgiu, indo da língua indo-europeu e o latim até as línguas como o português, o espanhol e o galego.

A exposição “Português do Brasil” expõem a evolução da língua portuguesa desde sua origem histórica do latim durante a conquista dos romanos da região ibérica até as influências dos meios de comunicação atuais, como a televisão e as redes sociais. Algumas das telas são texto, outras são imagens, e em alguns casos há telas interativas com vídeos curtos explicando o tópico abordado naquela seção da exposição.

A exposição “Palavras-cruzadas” são oito totens interativos. Essa exposição é complementar à exposição “Português do Brasil”.[23]

“Línguas do cotidiano” é um pequeno auditório onde há um projetor que exibe oito filmes diferentes.[22]

“Beco das palavras” envolve o uso de três telas interativas, cada uma com palavras diferentes. Com a correta interação, as palavras são unificadas e criam uma nova palavra com um novo significado.[22]

Terceiro andar e terraço

418px Panorama do audit%C3%B3rio do terceiro andar do museu Museu da Língua Portuguesa

Auditório no terceiro andar.

O terceiro andar também é chamado de “Língua viva”.[24]

A exposição “Falares” mostra a diversidade da língua portuguesa em seus sotaques, vocabulário, entre outros fatores que alteram o jeito de de se expressar a partir do português.[23]

“O que pode a língua” é um auditório, usado para mostrar filmes e poesias. Ao final da exposição no auditório, os visitantes são convidados a irem ao terraço, onde têm uma visão privilegiada da torre do relógio da estação Luz e do Jardim da Luz.[25][24]

Ver também

Referências

  1.  Edison Veiga (4 de abril de 2015). «Diretor do Museu de Arte do Rio quer inverter eixo cultural da cidade»O Estado de S. Paulo. Consultado em 4 de abril de 2015
  2. ↑ Ir para:abc Governo do Estado de São Paulo (ed.). «Museu da Língua Portuguesa». Consultado em 19 de fevereiro de 2015
  3.  Museu da Língua Portuguesa (ed.). «O Museu». Consultado em 19 de fevereiro de 2015. Arquivado do original em 19 de fevereiro de 2015
  4.  Museu da Língua Portuguesa, ed. (28 de dezembro de 2012). «Museu da Língua Portuguesa já recebeu mais de 2.920.000 visitantes!». Consultado em 19 de fevereiro de 2015. Arquivado do original em 19 de fevereiro de 2015
  5.  Almeida Moreira, José (23 de dezembro de 2015). «Brasil – Lâmpada provocou incêndio no Museu da Língua Portuguesa». Diário de Notícias. Consultado em 27 de agosto de 2016
  6. ↑ Ir para:ab «Acervo do Museu da Língua Portuguesa pode ser recuperado, diz curadora»Jornal Zero Hora (RBS). 21 de dezembro de 2015. Cópia arquivada em 22 de dezembro de 2015
  7.  Edison Veiga (25 de janeiro de 2016). «São Paulo, uma cidade vibrante como o fogo»O Estado de S.Paulo. Consultado em 8 de abril de 2018. Arquivado do original em 6 de junho de 2017
  8.  Bob Fernandes (14 de novembro de 2011). Terra Magazien, ed. «A verdade sobre o Museu da Língua Portuguesa». Consultado em 19 de fevereiro de 2015
  9.  «Câmera registra início do fogo que destruiu Museu da Língua Portuguesa». G1. 5 de janeiro de 2016. Consultado em 27 de agosto de 2016
  10.  Oliveira, André (22 de dezembro de 2015). «Incêndio destrói o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo». El País. Consultado em 27 de agosto de 2016
  11.  «Com acervo virtual, maior dano do incêndio ao Museu da Língua Portuguesa deve ser à arquitetura»Jornal Zero Hora (RBS). 21 de dezembro de 2015
  12.  Assesoria de Imprensa, Secretária da Cultura (11 de março de 2016). «Alckmin assina convênio para reconstrução do Museu da Língua Portuguesa». Museu da Língua Portuguesa. Consultado em 27 de agosto de 2016. Arquivado do original em 11 de setembro de 2016
  13.  «Governo faz acordo para restaurar Museu da Língua Portuguesa». Época Negócios. 21 de janeiro de 2015. Consultado em 23 de janeiro de 2016Cópia arquivada em 23 de janeiro de 2016
  14.  «SP anuncia parceria para restauração do Museu da Língua Portuguesa»G1. 12 de dezembro de 2016
  15.  Paulo, Do G1 São (16 de fevereiro de 2016). «Fechado após fogo, Museu da Língua Portuguesa terá mostras itinerantes»São Paulo. Consultado em 21 de março de 2021
  16.  «Museu da Língua Portuguesa começa reforma da face leste do prédio»O Globo. 21 de dezembro de 2016
  17.  «Reaberto, Museu da Língua Portuguesa tem terraço em homenagem a Paulo Mendes da Rocha»Casa Vogue. 5 de agosto de 2021
  18.  «Museu da Língua Portuguesa reabre as portas em 31 de julho após quase 6 anos fechado; instalações foram reformuladas»G1. Consultado em 12 de julho de 2021
  19.  Doria reinaugura Museu da Língua Portuguesa, fechado após incêndioem noticias.uol.com.br, 31 de julho de 2021
  20.  «Museu da Língua Portuguesa é o primeiro a receber a nova medalha Camões»Público. Consultado em 11 de agosto de 2021
  21.  UOL, ed. (20 de março de 2008). «Museu da Língua Portuguesa comemora segundo aniversário». Consultado em 19 de fevereiro de 2015
  22. ↑ Ir para:abcd «Exposição original»Museu da Língua Portuguesa. Consultado em 19 de agosto de 2021
  23. ↑ Ir para:abcd Giannini, Alessandro. «Museu da Língua Portuguesa abre ao público no fim de julho»VEJA. Consultado em 19 de agosto de 2021
  24. ↑ Ir para:ab Ferraz, Isa Grinspum. «Língua viva apresentação»Museu da Língua Portuguesa, aplicativo. Consultado em 18 de agosto de 2021
  25.  Martins, Bruna (5 de agosto de 2021). «Reaberto, Museu da Língua Portuguesa tem terraço em homenagem a Paulo Mendes da Rocha»Casa VogueEdições Globo Condé Nast. Consultado em 19 de agosto de 2021

Bibliografia

Ligações externas

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Estação da Luz

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Disambig grey.svg Nota: Para a estação de metrô, veja Estação Luz. Para o terminal rodoviário homônimo, veja Terminal Rodoviário da Luz. Para o álbum musical gospel, veja Estação de Luz. Para o apeadeiro do Algarve, Portugal, veja Apeadeiro de Luz.
CPTM icon.svg Estação da Luz
325px Museu da Língua Portuguesa

Prédio da estação.

Uso atual Bahn aus Zusatzzeichen 1024-15.svg Estação de trens metropolitanos
Proprietário Bandeira do Estado de São Paulo.svg Governo do Estado de São Paulo
Administração São Paulo Railway (1867–1948)
EFSJ (1948–1969)
RFFSA (1969–1991)
CBTU Logo2.svg CBTU (1984–1994)
CPTM icon.svg CPTM (1994–atualmente)
Linhas L07 C.png Rubi
L10 C.jpg Turquesa–Expresso Linha 10+
L11 C.png Coral
L13 C.png Jade–Expresso Aeroporto
Expresso Turístico
Sigla LUZ
Posição Superfície
Plataformas 4
Serviços Banheiro Acesso à deficiente físico Escada rolante Elevador Venda de Bilhetes
Conexões Estação de Metrô L01 C.jpg L04 C.png Estação Luz
Informações históricas
Inauguração 16 de fevereiro de 1867
Reconstrução 1 de março de 1901[1]
Projeto arquitetônico Charles Henry Driver (prédio atual)
Localização
Localização Gnome-globe.png Estação da Luz
Endereço Praça da Luz, 1, Bom Retiro
Município São Paulo
País Brasil
Próxima estação
Sentido Jundiaí L07 C.png Sentido Rio Grande da Serra
Palmeiras–Barra Funda Brás
Luz
Sentido Luz L10 C.jpg Sentido Pref. Celso Daniel–Santo André
Brás
Luz
Sentido Luz L11 C.png Sentido Estudantes
Brás
Luz
Sentido Luz L13 C.png Sentido
Aeroporto–Guarulhos
Guarulhos-CECAP
Luz
Nome oficialEstação da Luz
Classificação: Edificação
Processo: 0944-T-76
Livro do tombo: Histórico e Belas Artes
Número do registro: 540 e 606
Data de registro: 10 de outubro de 1996
Nome oficialEstação da Luz
Categoria: Ferroviário
Processo: 20097/76
Legislação: Resolução 25, de 5 de maio de 1982
Livro do tombo: Histórico
Número do registro: 185
Data de registro: 16 de junho de 1982
Publicação: 13 de maio de 1982
Nome oficialEstação da Luz
Legislação: Resolução 05/91
Data de registro: 5 de abril de 1991

Estação da Luz é uma das mais importantes estações ferroviárias da cidade de São Paulo.[2] Possui um grande hall de entrada, uma plataforma central e três laterais. Atende às linhas 7 (Expresso 10+) e 11 (Expresso Leste) da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos. Também possui conexão com as linhas 1–Azul e 4–Amarela do Metrô de São Paulo, através de uma ligação subterrânea, integrando a rede de transportes sobre trilhos da Grande São Paulo. A estação recebe uma média de 450 mil passageiros todos os dias.[3]

Inaugurada em 1865, a passou por três versões. A primeira era singela, erguida junto com a ferrovia. Reconstruída na década de 1870, foi aos poucos se tornando obsoleta diante do crescente número de cargas e de passageiros, que tinham como destino a cidade de São Paulo.[4]

A atual está localizada no Bom Retiro e foi erguida entre os anos de 1895 e 1901, projetada pelo arquiteto britânico Charles Henry Driver para a São Paulo Railway, empresa sediada em Londres e que era responsável por erguer o primeiro trecho ferroviário do estado de São Paulo, ligando o porto de Santos à cidade de Jundiaí.[4]

O edifício abriga ainda o Museu da Língua Portuguesa[2] e, em seus arredores, está a Pinacoteca do Estado de São Paulo, o Jardim da Luz e a Sala São Paulo, na Estação Júlio Prestes.

Histórico

Primeira estação

À época da implantação da linha, a região da Luz era um bairro retirado caracterizado por possuir um amplo aterro que unia o centro da cidade à Ponte Grande, além de abrigar um jardim botânico, ampliado pelo presidente da Província, João Teodoro Xavier de Matos, e uma ermida dedicada às irmãs de São José. O terreno para a estação fora cedido ao largo do jardim botânico, apesar de sua localização não ter sido decidida até 1865; deste modo o superintendente à época, J. J. Aubertin, solicitou a implantação da obra em terreno situado próximo à atual Estação Luz do Metrô de São Paulo, na esquina com a Rua Brigadeiro Tobias. O pedido fora realizado pelo engenheiro das obras, Daniel M. Fox, ao presidente da Província; este solicitava o retorno aos projetos originais realizados para a Estação da Luz: por determinação do engenheiro fiscal Vasco de Medeiros, uma vez que a estação seria deslocada para o outro lado do Jardim Botânico, próximo ao escritório do empreiteiro Robert Sharpe, para instalarem-se duas cancelas nas ruas Alegre e Constituição. Entretanto, o engenheiro Daniel M. Fox aconselhava a realização da estação no Largo do Jardim Público, determinando com isso a instalação de uma única cancela que serviria a ambas as ruas.

Sua primeira edificação, como todas as outras da companhia, era muito simples, constituindo de um pequeno bloco de um pavimento, localizado lateralmente à linha da estrada de ferro, onde se situavam as instalações de despacho, embarque e desembarque de passageiros e residência do chefe da estação. Junto à mesma localizava-se uma série de pequenas edificações destinadas à administração da linha, à engenharia da companhia, para reparos das composições e armazenamento de mercadorias.

Segunda estação

Em 17 de março de 1888, a companhia propôs a execução de aumento da plataforma da estação de passageiros na Luz e respectiva cobertura, bem como a ampliação da edificação. Esta passou a contar com dois pavimentos, com linhas neoclássicas, cobertura em ferro na entrada da edificação e sobre as plataformas, sendo construída sobre a estação anterior. Alfredo Moreira Pinto,[5] em 1900, forneceu uma precisa descrição sobre a segunda Estação da Luz:

Atualmente ocupa um edifício que tem um corpo central reentrante, com três janelas no segundo pavimento e duas portas, três janelas e um alpendre no primeiro e dois corpos laterais salientes com quatro janelas em cada um sendo duas em cada pavimento. No corpo central ficam um saguão e a bilheteria no primeiro pavimento e a repartição do tráfego no segundo. Aos lados do saguão ficam o correio, uma sala de senhoras e em frente a esta, um botequim. Nos fundos do edifício rasga-se uma extensa plataforma, na qual se acham a sala do chefe da estação, o telégrafo e diversos compartimentos para cargas.

Tal edificação foi mantida até início do século XX, quando foi demolida para a complementação da gare da terceira Estação da Luz.

Terceira estação

220px Guilherme Gaensly Esta%C3%A7%C3%A3o da Luz%2C c. 1900 Museu da Língua Portuguesa

Fotografia da Estação da Luz em 1900, feita por Guilherme Gaensly.

220px Guilherme Gaensly S%C3%A3o Paulo%2C Esta%C3%A7%C3%A3o da Luz%2C Acervo do Museu Paulista da USP %28cropped%29 Museu da Língua Portuguesa

A estação no início do século XX

As mais completas descrições sobre a terceira estação de passageiros de São Paulo foram realizadas por contemporâneos à construção, como Alfredo Moreira Pinto, em 1900, e Adolfo Augusto Pinto,[6] em 1903. A estação, ocupando uma área de 7 520 m², é composta por dois blocos distintos: o primeiro, uma ampla edificação, construído em alvenaria de tijolos, com dois pavimentos, abrigando os escritórios da superintendência, engenharia e contadoria, encimado por uma alta torre de relógio, avistada de diversos pontos da cidade, obedecendo em suas linhas arquitetônicas o padrão adotado nas estações do Brás e de Santos, com coberturas em mansardas e torreões em suas extremidades, alvenaria aparente em tijolos; o segundo bloco constitui-se de uma ampla gare envidraçada com quarenta metros de vão, 150 metros de comprimento e altura de 25 metros, cobrindo seis linhas da estrada de ferro, rebaixadas em relação ao nível das ruas laterais à estação. O projeto da estação é atribuído ao arquiteto britânico Charles Henry Driver (1832–1900), renomado arquiteto de estações ferroviárias.

Driver foi um dos primeiros arquitetos a projetar uma cobertura envidraçada para uma estação ferroviária na linha de Midland Railway, nas cidades de Leicester e Hitchin, em Kettering e em Wellingborough, respectivamente, em 1857. Também trabalhou na London, Brighton and South Coast Railway. O cálculo da estrutura da gare foi realizado pelos engenheiros consultores, Daniel M. Fox e Alexander Mac Kerrow, cujo escritório ocupava as instalações do antigo escritório de sir James Brunlees, em Londres, em Victoria Street, n° 12, em Westminster, datado de dezembro de 1898. A estrutura metálica da gare e os equipamentos para a iluminação da estação foram importados da Grã-Bretanha, sendo os fornecedores das peças as empresas Walter MacFarlane & Co, de Glasgow, Earl of Dudley Steel e Hayward Brothers Borough, de Londres, Alexander Mac Kerrow, de Westminster, Dorman & Co Ltd e Frederick Braby & Co Ltd. Engineers and Contractors, também de Londres.

Sua disposição é paralela à linha, sendo, portanto uma estação de passagem, apesar de suas dimensões, com os serviços dispostos lateralmente às plataformas. O tijolo aparente e as estruturas metálicas da gare são os elementos construtivos predominantes. A gare é encimada por um lanternim que se estende ao longo de todo seu comprimento e coberta por folhas de zinco e telhas e vidro. A gare ainda é ladeada por quatro torreões, repetindo a tipologia e as linhas empregadas no corpo principal da estação.

220px ESTA%C3%87%C3%83O LUZ 3 Museu da Língua Portuguesa

A Estação da Luz vista da Rua Prates.

220px Webysther 20150509172554 Esta%C3%A7%C3%A3o da Luz Museu da Língua Portuguesa

Estação da Luz é um dos símbolos do poder paulista no auge da República do café com leite.

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Fachada central da estação com a torre do relógio.

220px Hall destruido da Estacao da Luz 1946 Museu da Língua Portuguesa

Hall da estação da Luz destruído pelo incêndio, 1946.

Para a Estação da Luz, foram realizados dois projetos, sendo o projeto não realizado possuidor das mesmas linhas e estilo arquitetônico existentes no outro projeto destinado à estação de passageiros de Santos, com cúpulas em estilo neoclássico no corpo central do edifício e nos torreões, em vez das mansardas construídas. A estação não foi formalmente inaugurada, pois o tráfego não fora interrompido para a construção da duplicação da linha, já que, à medida que o corpo principal da edificação ia sendo concluído, passava a abrigar os serviços de embarque e desembarque de passageiros que ocorriam na segunda estação de passageiros. Tal serviço iniciou-se antes mesmo de a gare ter sido concluída. As obras foram formalmente concluídas em fevereiro de 1901, conforme indica o ofício dirigido pela superintendência à engenharia fiscal:

‘Tendo sido franqueada ao público e entregue ao tráfego a nova estação da Luz, por estarem concluídas as obras e completa a instalação de todas as suas dependências, conforme V. S. verificou ontem pessoalmente, venho rogar o obséquio de declarar, em nome do Governo Federal, que ficam aceitas definitivamente desta data em diante as respectivas obras para todos os efeitos do Contrato de 17 de julho de 1895.
— William Speers, Superintendente[7]

Era contemporânea

O Governo Federal, através do Ministro da Viação e Obras Públicas, Epitácio Pessoa, acatou o pedido através do despacho datado de 23 de fevereiro de 1901. As obras de Duplicação mesmo após o aceite das obras continuaram a ser realizadas ao longo da primeira década do século XX, concluindo-se as obras remanescentes nas estações de Jundiaí e de Santos, sendo na primeira a conclusão da cobertura das plataformas e na segunda a conclusão dos armazéns de mercadorias e a apresentação de um novo plano para uma nova estação de passageiros que não fora aceito. Nesta época, o superintendente da Companhia no Brasil era o contador Charles C. Tompkins e o engenheiro responsável pelas obras, o engenheiro galês William Sheldon.

Menos de quinze anos após a conclusão das obras deste importante representante da arquitetura ferroviária em São Paulo, em 1915, quando o superintendente da Companhia era o brasileiro Antônio Fidélis e seu engenheiro residente Sheldon, foram realizados dois projetos pelo arquiteto Victor Dubugras para uma nova estação da Luz em São Paulo, que previa a completa demolição da existente. Estes dois projetos, além desta radical proposta, apresentavam a construção de uma ampla laje sobre as linhas existentes com o desmonte da atual gare. No lugar da atual praça da Luz, entre a atual estação e o jardim, seria construída uma nova gare com a implantação de novas linhas.

Apesar da existência destes dois projetos, não foi possível encontrar qualquer menção sobre o propósito da apresentação deles nos arquivos da Rede Ferroviária Federal. O que pode ser intuído é que ambos fariam parte de um antigo desejo do governo paulista de centralizar todas as estradas de ferro que chegavam ou cruzavam a cidade de São Paulo em uma única estação central, plano também apresentado na década de 1930 por Prestes Maia em seu Plano de Avenidas para a cidade de São Paulo.

Em 1946 a estação sofreu um incêndio[8] e, após a reforma, foi-lhe adicionado um novo pavimento no bloco administrativo. A partir das décadas seguintes, o transporte ferroviário entrou em um processo de degradação gradual no Brasil, assim como o bairro da Luz, levando a Estação a igualmente degradar-se.[2]

Nas décadas de 1990 e 2000 passou por uma série de reformas, uma das quais encabeçada pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha e seu filho Pedro Mendes da Rocha — que teve como intenção adaptá-la a receber o Museu da Língua Portuguesa. Em dezembro de 2015, um outro incêndio de grandes proporções ocorreu na estação, destruindo as instalações deste museu, e causando grandes danos ao patrimônio arquitetônico do prédio. Contudo, o acervo não se perdeu, por ser na maior parte virtual e recuperável das suas cópias de segurança.[9][10][11]

Características

220px Esta%C3%A7%C3%A3o da Luz SP 2 Museu da Língua Portuguesa

Hall central da estação.

[Esconder]Diagrama da Estação da Luz (CPTM)
Sentido Francisco Morato/Jundiaí
1

a

b
2

c

d
3
Sentido Rio Grande da Serra/Estudantes/Aeroporto–Guarulhos

Legenda

Linha férrea

  Plataforma

Linhas

Plataformas 1: embarque na Linha 7–Rubi da CPTM
Plataformas 2: embarque e desembarque na Linha 7-Rubi e desembarque na Linha 11-Coral
Plataformas 3: embarque na Linha 11–Coral e Linha 13–Jade (Airport–Express) da CPTM
Via a: Linha 7–Rubi: sentido Francisco Morato/Jundiaí (embarque e desembarque)
Via b: Linha 7–Rubi: sentido Rio Grande da Serra (embarque e desembarque)
Via c: Linha 11–Coral: fim da linha (desembarque)
Via d: Linha 11–Coral: sentido Estudantes (embarque) e Linha 13–Jade (Expresso Aeroporto): sentido Aeroporto–Guarulhos (embarque e desembarque)

260px Esta%C3%A7%C3%A3o da Luz 8 Museu da Língua Portuguesa

Plataformas da estação da Luz

Com 13,2 mil metros quadrados de área, a estação possui um museu, um grande hall de entrada e plataformas central e laterais. Atende às linhas 7 e 11 da CPTM. A estação também possui conexão com as linhas 1–Azul e 4–Amarela do Metrô de São Paulo através de uma ligação subterrânea, integrando a rede de transportes sobre trilhos da Grande São Paulo. Diariamente, a estação recebe uma média de 450 mil passageiros.[3]

A estação é a segunda mais movimentada da rede metro-ferroviária de São Paulo, com uma entrada de 147 mil passageiros por dia,[12] não levando em conta a linha que será utilizada pelo usuário. Perde somente para a Estação Brás (150 mil) em número de pessoas que embarcam em estações da CPTM. As instalações da CPTM são quase todas subterrâneas.

Legado cultural

A estação reflete o momento histórico em que foi construída, evidenciando o poder do café na trajetória de expansão da cidade. Erguida junto ao Jardim da Luz, por décadas a sua torre dominou parte da paisagem central paulistana. O seu relógio era o principal referencial para acerto dos relógios da cidade.[8] Destruído pelo incêndio de 1946, foi substituído, cinco anos depois,[13] por um relógio Michelini, de fabricação nacional.

220px S%C3%A3o Paulo%2C Brazil %2829052446056%29 Museu da Língua Portuguesa

Jardim da Luz visto a partir do edifício da Pinacoteca

No período de auge da estação (ou seja, nas primeiras décadas do século XX, quando a Luz era uma região de destaque na cidade), ela compunha um conjunto arquitetônico que não só era um referencial urbano como efetivamente fazia parte da vida cotidiana do município, constituindo aquilo que pode ser chamado de a “imagem da cidade”. A estação, vizinha do Jardim da Luz, compunha com o edifício da Pinacoteca do Estado um marco na definição da região da Luz, marcando os limites dos bairros do Bom Retiro e Campos Elíseos.

Além disso, até meados dos anos 1970, um terceiro elemento configurava aquele espaço de forma bastante marcante: na perspectiva da Avenida Tiradentes localizava-se, em frente à Pinacoteca, um monumento à figura de Ramos de Azevedo (arquiteto responsável pelo projeto de diversos edifícios importantes naquele período, inclusive o prédio da Pinacoteca). Desta forma, tendo como referência aquele monumento, alguém localizado tanto no Centro Antigo quanto nas regiões mais próximas ao Rio Tietê (para o qual a Avenida Tiradentes se estende) poderia localizar o bairro da Luz e especular a que distância estava da Estação.

Com as obras do Metrô de São Paulo, conduzidas na década de 1970, o Monumento a Ramos de Azevedo teve de ser removido do local, levando a uma alteração radical da configuração espacial da paisagem original daquele local, assim como a sua percepção cotidiana dos transeuntes do local. Por outro lado, a Estação da Luz ganhou uma certa monumentalidade.

Museu da Língua Portuguesa

17px Magnifying glass 01.svg Museu da Língua PortuguesaVer artigo principal: Museu da Língua Portuguesa

Museu da Língua Portuguesa é um museu interativo sobre a língua portuguesa localizado no edifício da estação. Foi concebido pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo em conjunto com a Fundação Roberto Marinho.[14] O objetivo da instituição é criar um espaço vivo sobre a língua portuguesa, considerada como base da cultura do Brasil, onde seja possível causar surpresa nos visitantes com os aspectos inusitados e, muitas vezes, desconhecidos de sua língua materna. Segundo os organizadores do museu, “deseja-se que, no museu, esse público tenha acesso a novos conhecimentos e reflexões, de maneira intensa e prazerosa”.[15]

Em 21 de dezembro de 2015, o museu foi atingido por um incêndio que destruiu dois andares de sua estrutura.[16] Seu acervo, contudo, não se perdeu, por ser virtual, sendo recuperado das cópias de segurança.[17] Após anos de reformas, a data da reabertura do museu foi marcada para 27 de junho de 2020.[18][19]

Obras de arte

220px Epopeia Paulista%2C Maria Bonomi %285878666614%29 Museu da Língua Portuguesa

Painel Epopeia Paulista (2004), de Maria Bonomi, exposto nos subsolos da estação, abertos em 2004.

  • Epopeia Paulista (2004), da artista plástica Maria Bonomi. Painel de placas de concreto, formando uma obra de 73 metros × 30 metros, instalado no túnel de integração com as linhas 1 e 4 do Metrô.[20][21][22]
  • Estação da Luz (2006), da artista plástica Teresa Saraiva. Quatorze placas de ferro fundido de 1,20 metro × 0,85 metro e 2,5 toneladas, divididas em duas partes e instaladas no saguão II da ala subterrânea da Estação da Luz.[23][24]
  • Panorama de São Paulo (1912), do fotógrafo Vincenzo Pastore. Reprodução de 9 metros × 2 metros da famosa imagem doada para a CPTM pelo Instituto Moreira Salles em dezembro de 2005.[23][25]

Expressos Turístico e Aeroporto

17px Magnifying glass 01.svg Museu da Língua PortuguesaVer artigos principais: Expresso Turístico e Linha 13 da CPTM

220px Primeiro TUE S%C3%A9rie 2500 entregue %282020%29 Museu da Língua Portuguesa

Primeiro trem da Série 2500 da Linha 13 da CPTM.

Expresso Turístico é uma linha turística já em funcionamento que faz viagens ligando a Estação da Luz, em São Paulo, a ParanapiacabaJundiaí e Mogi das Cruzes. Teve início em 2009, com locomotivas movidas a diesel e a cerca de quarenta quilômetros por hora puxando carros com capacidade para até 170 pessoas.[26][27] O expresso forma uma grande malha turística ao longo das linhas da CPTM, fazendo a ligação entre o Circuito das Frutas, que envolve os municípios de AtibaiaIndaiatubaItatibaItupevaJarinuJundiaíLouveiraMorungabaValinhos e Vinhedo, as grandes cidades da Região Metropolitana de São Paulo e o distrito de Paranapiacaba, na Serra do Mar, em Santo André, também na Grande São Paulo.[28]

Em 16 de outubro de 2018, entrou em operação o serviço Airport Express (ou Expresso Aeroporto), que transporta os usuários diretamente da Estação da Luz à Estação Aeroporto–Guarulhos em cinco horários pré-determinados em cada sentido, sem paradas intermediárias, porém com cobrança à parte do restante do sistema metroferroviário.[29] Esse serviço foi descontinuado no início de 2020, sendo substituído no final do mesmo ano por um novo Expresso Aeroporto, que possui paradas intermediárias na estação Guarulhos-CECAP no sentido aeroporto e Guarulhos-CECAP e Brás no sentido Luz, com tarifa integrada ao sistema metroferroviário.[30]

Tabelas

A estação hoje oferece viagens de curta distância e turísticas (Expresso Turístico) operadas pela CPTM.

Linha Terminais Estações Principais destinos Duração das viagens (min) Intervalo entre trens (min) Funcionamento
7
Rubi
Brás ↔ Jundiaí 19 CaieirasFranco da RochaFrancisco MoratoCampo Limpo PaulistaVárzea PaulistaJundiaí 75 6-35 Diariamente, das 4 horas à meia-noite. Aos sábados, até a 1 hora de domingo.
10
Turquesa (Expresso Linha 10+)
Luz ↔ Prefeito Celso Daniel–Santo André 5 São Caetano do SulSanto André 20 60 Aos sábados, com saídas às 12h, 13h e 14h.[31]
11
Coral
Luz ↔ Estudantes 16 Ferraz de VasconcelosPoáSuzanoMogi das Cruzes 75 4-35 Diariamente, das 4 horas à meia-noite. Aos sábados, até a 1 hora de domingo.
13
Jade (Expresso Aeroporto)
Luz ↔ Aeroporto–Guarulhos 4 GuarulhosAeroporto Internacional de São Paulo-Guarulhos 32 60 Diariamente, das 4 horas à meia-noite. Aos sábados, até a 1 hora de domingo.

Linhas desativadas

A Estação da Luz era tronco e estação central da antiga ferrovia Santos-Jundiaí. A linha foi desativada por completo em 1996, com a liquidação da Rede Ferroviária Federal. Em 1 de dezembro de 1996, no cumprimento do programa de desestatização proposto pelo Governo Federal de então, a antiga malha da Santos a Jundiaí foi entregue sob regime de concessão à MRS Logística para a operação de cargas, sendo que concessionária tem hoje o domínio da ferrovia entre Santos e Rio Grande da Serra e a permissão para operar entre Rio Grande da Serra e Jundiaí. Este último trecho se encontra sob o domínio da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, que ali opera suas linhas 7 (trecho Jundiaí-Brás) e 10 (trecho Brás-Rio Grande da Serra).

Foi por muitos anos a estação terminal do Trem Santa Cruz, que fazia a ligação da capital paulista com o Rio de Janeiro, indo da Estação da Luz à Estação Central do Brasil, na capital fluminense. Os trens diários seguiam pela Variante do Parateí, entre Itaquaquecetuba e São José dos Campos, para em seguida prosseguir a viagem ao Rio de Janeiro pelo ramal de São Paulo da antiga Estrada de Ferro Central do Brasil, posteriormente também sucedida pela Rede Ferroviária Federal. O serviço entre as duas capitais foi suspenso pela RFFSA em 1991, em decorrência de um acidente de percurso, o que gerou muitos protestos por parte de passageiros, usuários e agências de viagens, que promoviam pacotes com as ligações ferroviárias entre Rio de Janeiro e as cidades de Bauru, em São Paulo, e Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Com a suspensão, as agências foram prejudicadas, pois o serviço era bastante procurado pelos passageiros.[32]

A ligação entre as duas capitais só voltaria a ocorrer em 1994, quando foi retomada pela RFFSA em parceria com o setor privado, resultando na modernização do trem de aço inoxidável Santa Cruz, recebendo o nome de Trem de Prata, porém agora entre as estações Barra Funda da antiga EFSJ e Leopoldina, da antiga Estrada de Ferro Leopoldina, não mais entre as estações da Luz e Central do Brasil.

A ligação ferroviária diária para passageiros entre as duas capitais seria definitivamente desativada em dezembro de 1998, novamente devido à liquidação da malha ferroviária da RFFSA, sendo também entregue o ramal à concessionária MRS Logística, para operações de trens de carga.

Linha Terminais Estações Principais destinos Duração das viagens (min) Administração
Estrada de Ferro Santos-Jundiaí Santos ↔ Jundiaí 33 São PauloSantosCubatãoSão Caetano do SulSanto AndréCaieirasCampo Limpo PaulistaVárzea PaulistaJundiaí 90 São Paulo Railway (1867–1948), E.F. Santos-Jundiaí (1948–1969), RFFSA (1969–1994)
Estrada de Ferro Central do Brasil (Ramal de São Paulo) São Paulo ↔ Rio de Janeiro 44, posteriormente somente 2 São PauloItaquaquecetubaMogi das CruzesGuararemaJacareíSão José dos CamposCaçapavaTaubatéTremembéPindamonhangabaRoseiraAparecidaGuaratinguetáLorenaCanasCachoeira Paulista , CruzeiroLavrinhasQueluzEngenheiro PassosItatiaiaResendeBarra MansaVolta RedondaPinheiralBarra do PiraíMendesEngenheiro Paulo de FrontinParacambiJaperiQueimadosNova IguaçuNilópolis e Rio de Janeiro. 380 Estrada de Ferro Central do Brasil (unificação de duas diferentes linhas) (1896–1975),RFFSA (1975–1998)

 

Precedido por
Palmeiras–Barra Funda
Distância: 3 686 metros
Linha 7–Rubi da CPTM
Luz
Sucedido por
Brás
Distância: 2 243 metros
Precedido por
Expresso Linha 10+ da CPTM
Luz
Sucedido por
Brás
Distância: 2 243 metros
Precedido por
Linha 11–Coral da CPTM
Luz
Sucedido por
Brás
Distância: 2 243 metros
Precedido por
Serviço Expresso Aeroporto da Linha 13–Jade da CPTM
Luz
Sucedido por
Guarulhos-CECAP
Distância: 22 470 metros
Precedido por
Jundiaí
Distância: 60 942 metros
Expresso Turístico da CPTM
São Paulo–Jundiaí
(Trem do Circuito das Frutas)

Luz
Sucedido por
Precedido por
Expresso Turístico da CPTM
São Paulo–Mogi das Cruzes
(Trem das Flores)

Luz
Sucedido por
Mogi das Cruzes
Distância: 49 158 metros
Precedido por
Expresso Turístico da CPTM
São Paulo–Paranapiacaba
(Trem de Paranapiacaba)

Luz
Sucedido por
Prefeito Celso Daniel–Santo André
Distância: 17 704 metros

Ver também

Referências

  1.  «Memória: prédio da Estação da Luz tem 114 anos de história». O Globo. 22 de dezembro de 2015. Consultado em 2 de agosto de 2020
  2. ↑ Ir para:a b c Globo, Acervo – Jornal O. «Estação da Luz, história centenária é marcada por incêndios em 1946 e 2015»Acervo
  3. ↑ Ir para:a b «Estação da Luz comemora 153 anos com maratona fotográfica». CPTM. 14 de fevereiro de 2020. Consultado em 2 de março de 2020
  4. ↑ Ir para:a b Estadão, ed. (28 de novembro de 2012). «Estação da Luz». Consultado em 14 de fevereiro de 2020
  5.  PINTO, Alfredo Moreira. São Paulo em 1899. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1899, p. 200 in CYRINO, Fabio. Café, Ferro e Argila: A história da implantação e consolidação da  San Paulo (Brazilian) Railway Company Ltd. através da análise de sua arquitetura.São Paulo: Landmark, 2004.
  6.  PINTO, Adolpho Augusto. História da Viação Pública em São Paulo. pp 101-102 in CYRINO, Fabio. Café, Ferro e Argila: A história da implantação e consolidação da  San Paulo (Brazilian) Railway Company Ltd. através da análise de sua arquitetura.São Paulo: Landmark, 2004.
  7.  CYRINO, Fabio. Café, Ferro e Argila: A história da implantação e consolidação da  San Paulo (Brazilian) Railway Company Ltd. através da análise de sua arquitetura.São Paulo: Landmark, 2004. p. 134
  8. ↑ Ir para:a b «Destruida a Estação da Luz por um incendio de grandes proporções»O Estado de S. Paulo. 5 páginas. 7 de novembro de 1946
  9.  «Incêndio atinge Museu da Língua Portuguesa». Portal G1. 21 de dezembro de 2015. Consultado em 21 de dezembro de 2015
  10.  «Acervo do Museu da Língua Portuguesa pode ser recuperado, diz curadora»Jornal Zero Hora (RBS). 21 de dezembro de 2015
  11.  «Com acervo virtual, maior dano do incêndio ao Museu da Língua Portuguesa deve ser à arquitetura»Jornal Zero Hora (RBS). 21 de dezembro de 2015
  12.  «Dados gerais -agosto 2009». Consultado em 13 de novembro de 2009. Arquivado do original em 10 de outubro de 2010
  13.  Suzane G. Frutuoso (18 de fevereiro de 2011). «Relógios em SP»Jornal da Tarde. Consultado em 16 de novembro de 2013. Arquivado do original em 15 de outubro de 2013
  14.  Governo do Estado de São Paulo (ed.). «Museu da Língua Portuguesa». Consultado em 19 de fevereiro de 2015
  15.  Museu da Língua Portuguesa (ed.). «O Museu». Consultado em 19 de fevereiro de 2015. Arquivado do original em 19 de fevereiro de 2015
  16.  Almeida Moreira, José (23 de dezembro de 2015). «Brasil – Lâmpada provocou incêndio no Museu da Língua Portuguesa». Diário de Notícias. Consultado em 27 de agosto de 2016
  17.  «Acervo do Museu da Língua Portuguesa pode ser recuperado, diz curadora»Jornal Zero Hora (RBS). 21 de dezembro de 2015. Cópia arquivada em 22 de dezembro de 2015
  18.  «Museu da Língua Portuguesa já tem data para reabrir»
  19.  «Restauração do Museu da Língua Portuguesa em SP está pronta». Agora São Paulo
  20.  Agência Estado (3 de fevereiro de 2003). «História da cidade em painel de Maria Bonomi». Estadão. Consultado em 24 de dezembro de 2019
  21.  Lucinéia Nunes-O Estado de S. Paulo (17 de dezembro de 2004). «Estação da Luz ganha painel de Maria Bonomi». Portal do Governo do estado de São Paulo. Consultado em 24 de dezembro de 2019
  22.  Leila Kiyomura (24 de janeiro de 2019). «”Arte em São Paulo deveria ser como o pão nosso de cada dia”:Maria Bonomi compartilha a sua arte». Jornal da Universidade de São Paulo. Consultado em 24 de dezembro de 2019
  23. ↑ Ir para:a b Secretaria dos Transportes Metropolitanos (8 de julho de 2007). «Enquete indica estação da Luz como a 4ª maravilha da cidade». Portal do Governo do estado de São Paulo. Consultado em 25 de dezembro de 2019
  24.  CPTM. «CPTM: Estação da Luz ganha painel gigante da artista Teresa Saraiva». Portal do Governo do estado de São Paulo. Consultado em 25 de dezembro de 2019
  25.  Assessoria de imprensa da CPTM (19 de dezembro de 2005). «CPTM: Inaugurado painel fotográfico de Vincenzo Pastore na Estação da Luz». Portal do Governo do estado de São Paulo. Consultado em 25 de dezembro de 2019
  26.  [1][ligação inativa]
  27.  «Cópia arquivada». Consultado em 15 de dezembro de 2008. Arquivado do original em 17 de agosto de 2016
  28.  «Cópia arquivada». Consultado em 15 de dezembro de 2008. Arquivado do original em 3 de março de 2016
  29.  Ricardo Meier (12 de outubro de 2018). «Serviço expresso entre Luz e o Aeroporto de Guarulhos estreará no dia 16 de outubro». Metrô CPTM
  30.  Meier, Ricardo (1 de dezembro de 2020). «Em novo formato, Expresso Aeroporto da Linha 13 estreia nesta terça-feira»Metrô CPTM. Consultado em 9 de dezembro de 2020
  31.  «CPTM lança trem expresso aos sábados entre Santo André e Luz, na linha 10-Turquesa». CPTM. 4 de abril de 2019. Consultado em 6 de abril de 2019
  32.  Pontes, Ariobar Lima (15 de fevereiro de 2019). «TEXTO PARA DISCUSSÃO: O TRANSPORTE FERROVIÁRIO DE PASSAGEIROS ENTRE SÃO PAULO, RIO DE JANEIRO E BELO HORIZONTE»MBrasil. Consultado em 10 de junho de 2020

Bibliografia

  • CYRINO, Fabio. Café, Ferro e Argila: A história da implantação e consolidação da  San Paulo (Brazilian) Railway Company Ltd. através da análise de sua arquitetura.São Paulo: Landmark, 2004.
  • JORGE, Clóvis de Athayde; Luz – Notícias e reflexões; São Paulo: Departamento do Patrimônio Histórico, 1988
  • ELIAS, Maria Beatriz de Campos (org.); Um século de Luz; São Paulo: Editora Scipione, 2001
  • TOLEDO, Benedito Lima de; São Paulo: Três cidades em um século, São Paulo: Editora Cosac e Naify, 2003.

Ligações externas

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