Dia Nacional do Rádio

Dia Nacional do Rádio

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No ano de 1922 o Brasil dava um passo importante na comunicação. No dia 7 de setembro daquele ano, em comemoração ao centenário da independência do país, o rádio fez sua estreia. À frente da iniciativa estava o cientista e educador, Edgar Roquette Pinto, considerado o pai da radiodifusão brasileira. Com a obra “O Guarani” de Carlos Gomes direto do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, e a fala do então presidente Epitácio Pessoa, a transmissão radiofônica era inaugurada em solo brasileiro.

O rádio teve sua expansão mundial logo após a Primeira Guerra Mundial, sendo fundamental para a comunicação na Segunda Guerra. Aqui no Brasil o apogeu foi em 1930, década que transformou o rádio no principal veículo de comunicação em massa e um aliado do ex-presidente Getúlio Vargas que propagava seus feitos durantes as transmissões. Pela ascensão e popularização, esse período foi chamado de “Era de Ouro do Rádio”. A história do rádio caminha e chega às radionovelas e mais adiante às músicas.

A historiadora e pesquisadora do Centro de Memória Bunge, Viviane Morais, diz que o veículo foi uma grande revolução na comunicação, sobretudo pelo fato de alcançar grandes distâncias. “Eles permitiam transmissões de ondas que pegavam, muitas vezes, rádios internacionais e as pessoas conseguiam ter essas primeiras notícias sobre guerras, mudanças políticas que estavam acontecendo fora do Brasil. A comunicação antes disso era apenas por telegrama, cabograma e as correspondências normais, as cartas, que hoje estão em desuso completamente”, conta.

Com a permissão de inserções comerciais, o rádio se tornou um importante canal de propagandas. Eram veiculadas vozes conhecidas para a divulgação dos produtos, como nos conta a Viviane. “Essas propagandas cantadas pelas cantoras do rádio, principalmente da Rádio Nacional, no Rio de Janeiro, elas eram chamadas porque eram vozes conhecidas popularmente da música para produzir jingles das marcas, das empresas, que também era uma novidade que não existia no nosso país, já existia lá fora, e foi trazido para cá como um recurso de propaganda”. Viviane Morais acredita que a imagem traz uma novidade para o rádio, mas a aproximação com o ouvinte e a linguagem própria do veículo mantém suas características originais. Ela completa dizendo que o rádio é um meio de comunicação que sempre está se reinventando mas permanecerá ativo independentemente das outras tecnologias.

*Com informações da repórter Camila Yunes.

Rádio (telecomunicações)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Disambig grey.svg Nota: Se procura outros significados da palavra, veja Rádio.

Rádio é um meio ou recurso tecnológico de telecomunicações utilizado para propiciar comunicação por intermédio da transcepção de dados e informações previamente codificadas em sinal eletromagnético que se propaga através do espaço físico material e imaterial.

Uma estação de radiocomunicações é o sistema utilizado para executar contatos à distância entre duas estações. É composta basicamente por um transceptor (transmissor-receptor) de radiocomunicações, uma linha de transmissão e a antena propriamente dita. A este sistema dá-se o nome “sistema irradiante”.

radiodifusão é uma emissão comercial, que ocorre apenas por transmissão de sinais, sem sua transcepção. Geralmente não há recursos disponíveis nas estações que operam em modulação em amplitude (AM): apenas o importante rádio digital, um importante ganho para esse tipo de estação. Recursos tais como som estéreo e Radio Data System (RDS) ainda são exclusividade das estações que operam em modulação em frequência (FM).

Estrutura

O rádio é um sistema de comunicações através de ondas eletromagnéticas propagadas no espaço, que por serem de comprimento diferente são classificadas em ondas curtas de alta frequência ou ondas longas de baixa frequência, assim, utilizadas para fins diversos como televisão, rádio, avião, etc..

Os sistemas de comunicações normais são formados por dois componentes básicos:

  • Transmissor – composto por um gerador de oscilações, que converte a corrente elétrica em oscilações de uma determinada frequência de rádio; um transdutor que converte a informação a ser transmitida em impulsos elétricos equivalentes a cada valor e um modulador, que controla as variações na intensidade de oscilação ou na frequência da onda portadora, sendo efetuada em níveis baixo ou alto. Quando a amplitude da onda portadora varia segundo as variações da frequência e da intensidade de um sinal sonoro, denomina-se modulação AM. Já quando a frequência da onda portadora varia dentro de um nível estabelecido a um ritmo igual à frequência de um sinal sonoro, denomina-se modulação FM;
  • Receptor – Tem como componentes principais: a antena para captar as ondas eletromagnéticas e convertê-las em oscilações elétricas; amplificadores que aumentam a intensidade dessas oscilações; equipamentos para demodulação; um alto-falante para converter os impulsos em ondas sonoras e na maior parte dos receptores osciladores para gerar ondas de radiofrequência que possam se misturar com as ondas recebidas.

História

17px Magnifying glass 01.svg Dia Nacional do RádioVer artigo principal: Radiodifusão

Segundo alguns autores, a tecnologia de transmissão de som por ondas de rádio foi desenvolvida pelo italiano Guglielmo Marconi no fim do século XIX, mas a Suprema Corte dos Estados Unidos concedeu a Nikola Tesla o mérito da criação do rádio, tendo em vista que Marconi usara 19 patentes de Tesla no seu projeto.

Na mesma época, em 1893, no Brasil, o padre Roberto Landell de Moura também buscava resultados semelhantes, em experiências feitas em Porto Alegre, no bairro Medianeira, onde ficava sua paróquia. Ele fez as primeiras transmissões de rádio no mundo, entre a Medianeira e o morro Santa Teresa.[1]

As primeiras radioemissões

O início da história do rádio foi marcado pelas transmissões radiofônicas, sendo a transcepção utilizada quase na mesma época. Consideram, alguns, que a primeira transmissão radiofónica do mundo foi realizada em 1906, nos Estados Unidos por Lee de Forest experimentalmente para testar a válvula tríodo.

As primeiras transmissões para entretenimento regulares, começaram em 1920 na Argentina e nos Estados Unidos.[2]

No Brasil, inicialmente apenas militares poderiam ter aparelhos de rádio. A lei foi revogada por Francisco Sá,[3] e a primeira transmissão civil foi realizada no dia 6 de abril de 1919, a partir de um estúdio improvisado na Ponte d’Uchoa, no Recife, pela PRA 8, Rádio Clube de Pernambuco, tendo, à frente, o radiotelegrafista Antônio Joaquim Pereira. Sobre este fato, o Jornal do Recife (já extinto) noticiou, no dia 7 de abril de 1919:

Idealizada, construída, operada e direcionada para um grupo elitista, a emissora não teve muita repercussão, por não existirem receptores nas residências àquela época.

Em 7 de setembro de 1922, no centenário da Independência do Brasil, o presidente Epitácio Pessoa, acompanhado pelos reis da BélgicaAlberto I e Isabel, abriu a Exposição Internacional do Centenário da Independência no Rio de Janeiro. O discurso de abertura de Epitácio Pessoa foi transmitido para receptores instalados em NiteróiPetrópolis e São Paulo, através de uma antena instalada no Corcovado.

No mesmo dia, à noite, a ópera O Guarani, de Carlos Gomes, foi transmitida do Teatro Municipal para alto-falantes instalados na exposição, assombrando a população ali presente. Era o começo da primeira estação de rádio do Brasil: a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Fundada por Edgar Roquette-Pinto, a emissora foi doada ao governo em 1936 e existe até hoje, mas com o nome de Rádio MEC.

Essa transmissão é tida como a pioneira, no âmbito oficial. Porém a emissão radiofônica pioneira deu-se no Recife, em 1919, através da Rádio Clube de Pernambuco. Em abril de 1923, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro é inaugurada, sob a direção de Edgar Roquette Pinto, e é reconhecida como a primeira rádio do Brasil. No entanto, em fevereiro de 1923, a Rádio Clube de Pernambuco já operava com um transmissor de 10 watts.

Tecnologia

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Rádio com toca-fitas cassette, tipicamente anos 80.

Receptor

A função do receptor de rádio é a decodificação dos sinais eletromagnéticos recebidos do espaço, captados pela antena, transformando-os em ondas sonoras, sinais digitais e/ou analógicos. A televisão e o rádio automotivo, por exemplo, são receptores.

O equipamento é conectado a uma antena receptora, um sistema de sintonia e amplificadores de áudiovídeo e/ou sinais digitais.

 

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Rádio de 1936, em madeira, AM e Ondas Curtas.

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Torre de emissora de rádio.

Transmissor

O radiotransmissor converte sinais sonorosanalógicos ou digitais em ondas eletromagnéticas, enviando-os para o espaço através de uma antena transmissora, para serem recebidos por um radiorreceptor, por exemplo, emissoras de AMFM ou de TV além do LW.

Transceptor

radio-transceptor, funciona das duas formas, como transmissor e receptor, alguns exemplos de transceptor são o telefone celular (telemóvel), os radares nos aeroportos, os equipamentos de comunicações em veículos oficiais, e de empresas particulares.

Além da radiodifusão, existem outras modalidades na utilização de equipamentos emissores de radiofrequência que influenciam nas radiocomunicações:

  • Radiotelegrafia, bastante utilizada até meados da década de 1970. Após o advento da digitalização, a transcepção via código morse caiu em desuso comercialmente e militarmente, embora ainda existam utilizadores da radiotelegrafia;
  • Radiotelefonia ainda utilizada, porém em outros modos, por exemplo, os telefones celulares são modos de radiotelefonia;
  • Radioemissora não é necessariamente radiodifusão, ou radiocomunicações. Uma radioemissora pode emitir sinais de rádio para os mais diversos fins, desde militares até industriais;
  • Radiocomunicações é a modalidade mais utilizada;
  • Radiogoniometria é uma modalidade de radiolocalização. Um radiogoniômetro localiza uma emissão de radiofrequência de qualquer modalidade;
  • Radiolocalização é uma forma de radiogoniometria. Um NDB, por exemplo, sendo um radioemissor, emite sinais que são recebidos por um radiogoniômetro, que tendo um sistema monodirecional de recepção, faz a triangulação da emissora, localizando-a com precisão;
  • Radioterapia por Diatermia chamado por alguns do meio médico de Ondas Curtas. Este sistema, embora não pertença ao assunto radiocomunicações, tem sua relevância, pois, é um dos maiores interferentes (Poluidor) nas radiocomunicações. Trata-se de um equipamento transmissor de radiofrequência de alta potência utilizado em medicina. Também não se deve confundir com Radioterapia por Radiação Ionizante), esta é realizada no comprimento de onda dos raios-x;
  • Sua relevância às radiocomunicações se dá pelo fato de serem (juntamente aos equipamentos de diatermia) grandes poluidores do espectro eletromagnético.

É um meio de comunicação que ocupa lugar de destaque. Apesar de ser um hobby, este tem vital importância para as pesquisas e desenvolvimento em diversas modalidades desta ciência.

As estações de radiocomunicações mantidas por radioamadores, se prestam para comunicados e conversas informais além dos concursos e competições nacionais e internacionais os chamados contestes. Além do passatempo, os radioamadores prestam serviços para testes de condições de propagação ionosférica, direta, e por reflexão, (inclusive lunar) nas mais diversas frequências do espectro.

Em casos extremos, as estações de radiocomunicações de radioamadores, em função de sua portabilidade, agilidade, gama de utilização, potência, e sistemas de antenas de fácil montagem e alcance, auxiliam as autoridades de Defesa Civil do mundo inteiro nas situações de risco e calamidades públicas.

Audiência

Uma pesquisa feita a partir do IBOPE em 2013, apontou que durante a manhã o rádio na Grande São Paulo tem o dobro da audiência das emissoras de televisão. Durante o período, o rádio tem 1,815 milhões de ouvintes por minuto, enquanto a Rede GloboSBTRede Record até a TV Canção Nova resulta em 886 mil telespectadores por minuto.[4]

Ver também

Referências

  1.  «Highfields Amateur Radio Club – Innovator Pages». Consultado em 17 de julho de 2014. Arquivado do original em 24 de julho de 2013
  2.  Diego M. Zigiotto (2008). Las mil y una curiosidades de Buenos Aires. [S.l.]: Grupo Norma. ISBN 978-987-545-483-5
  3.  alaic.net – pdf
  4.  Daniel Castro (9 de junho de 2014). «De manhã, rádio tem o dobro da audiência da TV aberta em SP». Noticiasdatv.uol.com.br. Consultado em 19 de junho de 2015.

Tecnologia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Tecnologia (do grego τέχνη — “técnica, arte, ofício” e -λογία[2] — “estudo”) é o conjunto de técnicas, habilidadesmétodos e processos usados na produção de bens ou serviços, ou na realização de objetivos, como em investigações científicas. Tecnologia pode ser o conhecimento de técnicas, processos e similares. Isso também pode ser embutido em máquinas para permitir a operação destas sem conhecimento detalhado do seu funcionamento. Sistemas (e.g. máquinas) que aplicam tecnologia ao pegar um input, mudando-o de acordo com o funcionamento do sistema e, então, produzindo um resultado são referidos como sistemas de tecnologia ou sistemas tecnológicos.

A forma mais simples de tecnologia é o desenvolvimento e a utilização de ferramentas básicas. A descoberta pré-histórica de como controlar o fogo e a subsequente Revolução Neolítica aumentaram a disponibilidade de fontes de alimento, enquanto a invenção da roda auxiliou humanos a viajar, transportar cargas e controlar seu ambiente. Desenvolvimentos ao longo da história, como a prensa móvel, também conhecida como impressora, o telefone e a Internet diminuíram as barreiras físicas da comunicação e permitiram que os humanos interagissem livremente em uma escala global.

Entre os efeitos da tecnologia estão o desenvolvimento de economias mais avançadas (incluindo a atual globalização econômica) e o aparecimento dos bens de Veblen. Muitos processos tecnológicos produzem produtos indesejados, conhecidos como poluição, e consomem recursos naturais não renováveis que afetam o meio ambiente da Terra. Inovações sempre influenciaram os valores de uma sociedade e levantaram novas questões na ética da tecnologia. Exemplos incluem o aparecimento da noção de eficiência em termos de produtividade humana e os desafios da bioética.

O uso da tecnologia também provoca debates filosóficos onde se discute se a tecnologia melhora a condição humana ou a piora. O NeoludismoAnarco-primitivismo e outros movimentos reacionários similares criticam a difusão da tecnologia, argumentando que ela prejudica o meio ambiente e aliena pessoas. Já os proponentes de ideologias como o Transumanismo e o Tecnoprogressivismo enxergam o progresso tecnológico contínuo como benéfico para a sociedade e para a condição humana.

Definição e uso

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A disseminação de papel e impressão para o Ocidente, como nesta prensa móvel, ajudou os cientistas e os políticos a comunicarem suas ideias com facilidade, levando ao Iluminismo; um exemplo de tecnologia como força cultural.

A tecnologia pode ser mais amplamente definida como as entidades, materiais e imateriais, criadas pela aplicação do esforço mental e físico para obter algum valor. Nesse uso, a tecnologia se refere a ferramentas e máquinas que podem ser usadas para resolver problemas do mundo real. É um termo de longo alcance que pode incluir ferramentas simples, como um pé de cabra ou colher de pau, ou máquinas mais complexas, como uma estação espacial ou um acelerador de partículas. Ferramentas e máquinas não precisam ser materiais; a tecnologia virtual, como software e métodos de negócios, se enquadra nessa definição de tecnologia.[3] W. Brian Arthur define a tecnologia de maneira igualmente ampla como “um meio de cumprir um propósito humano”.[4]

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A invenção dos circuitos integrados e do microprocessador (aqui, um chip Intel 4004 de 1971) levou a uma revolução digital moderna.

A palavra “tecnologia” também pode ser usada para se referir a uma coleção de técnicas. Nesse contexto, é o estado atual do conhecimento da humanidade de como combinar recursos para produzir produtos desejados, resolver problemas, atender necessidades ou satisfazer desejos; inclui métodos técnicos, habilidades, processos, técnicas, ferramentas e matérias-primas. Quando combinado com outro termo, como “tecnologia médica” ou “tecnologia espacial”, refere-se ao estado do conhecimento e das ferramentas do respectivo campo. “Estado da arte” refere-se à alta tecnologia disponível para a humanidade em qualquer campo.

A tecnologia pode ser vista como uma atividade que forma ou muda a cultura.[5] Além disso, a tecnologia é a aplicação da matemática, da ciência e das artes em benefício da vida como é conhecida. Um exemplo moderno é o surgimento da tecnologia de comunicação, que diminuiu as barreiras à interação humana e, como resultado, ajudou a gerar novas subculturas; o surgimento da cibercultura tem como base o desenvolvimento da Internet e do computador.[6] Nem toda tecnologia aprimora a cultura de maneira criativa; a tecnologia também pode ajudar a facilitar a repressão política e a guerra por meio de ferramentas como armas. Como atividade cultural, a tecnologia antecede a ciência e a engenharia, cada uma das quais formaliza alguns aspectos do esforço tecnológico.

Ciência, engenharia e tecnologia

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Antoine Lavoisier experimentando com a combustão gerada pela amplificação de luz solar.

A distinção entre ciência, engenharia e tecnologia nem sempre é clara. Ciência é um conhecimento sistemático do mundo físico ou material obtido através da observação e experimentação.[7] As tecnologias geralmente não são exclusivamente produtos da ciência, porque precisam satisfazer requisitos como utilidadeusabilidade e segurança.[8]

A engenharia é o processo orientado a objetivos de projetar e fabricar ferramentas e sistemas para explorar fenômenos naturais por meios humanos práticos, frequentemente (mas nem sempre) usando resultados e técnicas da ciência. O desenvolvimento da tecnologia pode recorrer a muitos campos do conhecimento, incluindo o conhecimento científico, de engenharia, matemáticolinguístico e histórico, para alcançar algum resultado prático.

A tecnologia é frequentemente uma consequência da ciência e da engenharia, embora a tecnologia como atividade humana anteceda os dois campos. Por exemplo, a ciência pode estudar o fluxo de elétrons em condutores elétricos usando ferramentas e conhecimentos já existentes. Esse conhecimento recém-encontrado pode ser usado pelos engenheiros para criar novas ferramentas e máquinas, como semicondutorescomputadores e outras formas de tecnologia avançada. Nesse sentido, cientistas e engenheiros podem ser considerados tecnólogos; os três campos são frequentemente considerados um para fins de pesquisa e referência.[9]

As relações exatas entre ciência e tecnologia, em particular, foram debatidas por cientistas, historiadores e formuladores de políticas no final do século XX, em parte porque o debate pode informar o financiamento da ciência básica e aplicada. No surgimento imediato da Segunda Guerra Mundial, por exemplo, foi amplamente considerado nos Estados Unidos que a tecnologia era simplesmente “ciência aplicada” e que financiar a ciência básica era colher resultados tecnológicos no devido tempo. Uma articulação dessa filosofia pode ser encontrada explicitamente na dissertação de Vannevar Bush sobre a política científica do pós-guerra, Science – The Endless Frontier: “Novos produtos, novas indústrias e mais empregos exigem acréscimos contínuos ao conhecimento das leis da natureza… Este novo conhecimento essencial pode ser obtido apenas por meio de pesquisa científica básica.”[10] No entanto, no final da década de 1960, essa visão ficou sob ataque, levando a iniciativas para financiar a ciência para tarefas específicas (iniciativas resistidas pela comunidade científica). A questão permanece controversa, embora a maioria dos analistas resista ao modelo de que a tecnologia é resultado de pesquisa científica.[11][12]

História

Paleolítico (2,5 Ma – 10 ka)

O uso de ferramentas pelos primeiros humanos foi em parte um processo de descoberta e evolução. Os primeiros seres humanos evoluíram a partir de uma espécie de hominídeo forrageiro que já era bípede,[13] com uma massa cerebral de aproximadamente um terço dos humanos modernos.[14] O uso de ferramentas permaneceu relativamente inalterado durante a maior parte da história inicial humana. Aproximadamente 50.000 anos atrás, surgiu o uso de ferramentas e um conjunto complexo de comportamentos, que muitos arqueólogos acreditam estarem conectados ao surgimento de uma linguagem totalmente moderna.[15]

Ferramentas de pedra

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Machados de mão do período acheuliano.

Os hominídeos começaram a usar ferramentas de pedra primitivas milhões de anos atrás. As ferramentas de pedra mais antigas eram pouco mais que uma rocha fraturada, mas há aproximadamente 75.000 anos,[16] a descamação por pressão forneceu uma maneira de fazer um trabalho mais detalhado.

Fogo

A descoberta e o uso do fogo, uma fonte simples de energia com muitos usos abrangentes e profundos, foi um ponto de virada na evolução tecnológica da humanidade.[17] A data exata de sua descoberta não é conhecida; evidências de ossos de animais queimados no Berço da humanidade sugerem que a domesticação do fogo ocorreu antes de 1 Ma;[18] o consenso acadêmico indica que o Homo erectus controlou o fogo entre 500 e 400 ka.[19][20] O fogo, abastecido com madeira e carvão vegetal, permitiu que humanos precoces cozinhassem seus alimentos para aumentar sua digestibilidade, melhorando seu valor nutritivo e ampliando o número de alimentos que poderiam ser consumidos.[21]

Roupas e abrigo

Outros avanços tecnológicos feitos durante a era paleolítica foram roupas e abrigo; a adoção de ambas as tecnologias não pode ser datada exatamente, mas elas foram a chave do progresso da humanidade. À medida que a era paleolítica progredia, as habitações se tornavam mais sofisticadas e mais elaboradas; já em 380 ka, os seres humanos estavam construindo cabanas de madeira temporárias.[22][23] As roupas, adaptadas dos pêlos e dos couros dos animais caçados, ajudaram a humanidade a se expandir para regiões mais frias; os seres humanos começaram a migrar para fora da África em 200 ka e para outros continentes, como a Eurásia.[24]

Neolítico à antiguidade clássica (10 ka – 300 CE)

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Uma variedade de artefatos neolíticos, incluindo pulseiras, cabeças de machado, formões e ferramentas de polimento

A ascensão tecnológica do ser humano começou propriamente no período conhecido como Neolítico (“Nova Era da Pedra”). A invenção de machados de pedra polidos foi um grande avanço que permitiu o desmatamento em larga escala para criar fazendas. Esse uso de machados de pedra polidos aumentou muito no Neolítico, mas foi originalmente usado anteriormente no Mesolítico em algumas áreas como a Irlanda.[25] A agricultura alimentou populações maiores e a transição para a sedentarização permitiu simultaneamente criar mais filhos, já que os bebês não precisavam mais ser carregados, como os nômades. Além disso, as crianças poderiam contribuir com mão-de-obra para a criação de colheita mais rapidamente do que para a economia de caçadores-coletores.[26][27]

Com esse aumento da população e disponibilidade de mão-de-obra, houve um aumento na especialização do trabalho.[28] O que desencadeou a progressão das primeiras aldeias neolíticas para as primeiras cidades, como Uruque, e as primeiras civilizações, como a Suméria, não é conhecido especificamente; no entanto, acredita-se que o surgimento de estruturas sociais cada vez mais hierárquicas e de trabalho especializado, de comércio e guerra entre culturas adjacentes e a necessidade de ação coletiva para superar desafios ambientais, como a irrigação, tenham desempenhado um papel.[29]

Ferramentas de metal

As melhorias contínuas levaram ao forno e ao fole e forneceram, pela primeira vez, a capacidade de fundir e forjar ourocobreprata e chumbo – metais nativos encontrados de forma relativamente pura na natureza.[30] As vantagens das ferramentas de cobre sobre as ferramentas de pedra, osso e madeira foram rapidamente aparentes para os humanos primitivos, e o cobre nativo provavelmente foi usado quase no início dos tempos neolíticos (cerca de 10 ka).[31] O cobre nativo não ocorre naturalmente em grandes quantidades, mas os minérios de cobre são bastante comuns e alguns deles produzem metal facilmente quando queimados em lenha ou carvão. Eventualmente, o trabalho de metais levou à descoberta de ligas como bronze e latão (cerca de 4000 aC). Os primeiros usos de ligas de ferro, como o aço, datam de 1800 aC.[32][33]

Ver também

Referências

  1.  José A. Seneda, Paulo E. O. L ainettil (novembro de 2013). «USE OF THORIUM IN THE GENERATION IV MOLTEN SALTREACTORS AND PERSPECTIVES FOR BRAZIL» (PDF). Universidade Stanford. Consultado em 4 de outubro de 2020
  2.  Liddell, Henry George; Scott, Robert (1980). A Greek-English Lexicon (Abridged Edition) (em inglês). United Kingdom: Oxford University PressISBN 978-0-19-910207-5
  3.  «Industry, Technology and the Global Marketplace: International Patenting Trends in Two New Technology Areas»Science and Engineering Indicators 2002National Science Foundation. Consultado em 7 de maio de 2007. Arquivado do original em 18 de agosto de 2005
  4.  Arthur, W. Brian (2009). The Nature of Technology. New York: Free Press. p. 28ISBN 978-1-4165-4405-0
  5.  Borgmann, Albert (2006). «Technology as a Cultural Force: For Alena and Griffin» (fee required). The Canadian Journal of Sociology31 (3): 351–60. doi:10.1353/cjs.2006.0050. Consultado em 16 de fevereiro de 2007Cópia arquivada em 13 de agosto de 2007
  6.  Macek, Jakub. «Defining Cyberculture». Consultado em 25 de maio de 2007Cópia arquivada em 3 de julho de 2007
  7.  «Science»Dictionary.com. 2016. Consultado em 7 de novembro de 2016Cópia arquivada em 8 de novembro de 2016
  8.  «A Treatise on Science Technology and Society». Dr. M. R. Sharma. 2020. Consultado em 19 de junho de 2020
  9.  «Intute: Science, Engineering and Technology»Intute. Consultado em 17 de fevereiro de 2007. Arquivado do original em 17 de fevereiro de 2007
  10.  Bush, Vannevar (julho de 1945). «Science the Endless Frontier». National Science Foundation. Consultado em 7 de novembro de 2016Cópia arquivada em 7 de novembro de 2016
  11.  Wise, George (1985). «Science and Technology». Osiris. 2nd Series. 1: 229–46. doi:10.1086/368647
  12.  Guston, David H. (2000). Between Politics and Science: Assuring the Integrity and Productivity of Research. New York: Cambridge University Press. ISBN 978-0-521-65318-3
  13.  «Mother of man – 3.2 million years ago». BBC. Consultado em 17 de maio de 2008Cópia arquivada em 12 de outubro de 2007
  14.  «Human Evolution»History Channel. Consultado em 17 de maio de 2008Cópia arquivada em 23 de abril de 2008
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  16.  Bower, Bruce (29 de outubro de 2010). «Stone Agers Sharpened Skills 55,000 Years Earlier Than Thought»WIRED. Consultado em 7 de novembro de 2016Cópia arquivada em 8 de novembro de 2016
  17.  Crump, Thomas (2001). A Brief History of Science. [S.l.]: Constable & Robinson. p. 9. ISBN 978-1-84119-235-2
  18.  «Fossil Hominid Sites of Sterkfontein, Swartkrans, Kromdraai, and Environs»UNESCO. Consultado em 10 de março de 2007Cópia arquivada em 27 de março de 2007
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  26.  University of Chicago Press Journals (4 de janeiro de 2006). «The First Baby Boom: Skeletal Evidence Shows Abrupt Worldwide Increase In Birth Rate During Neolithic Period»ScienceDaily. Consultado em 7 de novembro de 2016Cópia arquivada em 8 de novembro de 2016
  27.  Sussman, Robert W.; Hall, Roberta L. (abril de 1972). «Child Transport, Family Size, and Increase in Human Population During the Neolithic». Current Anthropology13 (2): 258–67. JSTOR 2740977doi:10.1086/201274
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Transceptor

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

220px Transceiver %28Workshop Cologne %2706%29 Dia Nacional do Rádio

Exemplo de um transceptor de redes de dados.

Um transceptor é um dispositivo que combina um transmissor e um receptor utilizando componentes de circuito comuns para ambas funções num só aparelho. Se esses componentes não forem comuns, esse aparelho designa-se transmissor-receptor. A palavra transceptor é uma palavra-valise que resulta da fusão das palavras transmissor e receptor, tendo o termo surgido por volta da Segunda Guerra Mundial. São dispositivos similares os transpondedores, os transverters e os repetidores.

Rádio

Em transmissões por rádio também são utilizados transceptores, um exemplo típico é o caso do walkie-talkiedos rádios da banda do cidadão e do radioamador.

Redes de dados

Um transceptor, em redes de dados informáticas, converte um tipo de sinal, ou um conector, em outro. Por exemplo, para conectar uma interface AUI de 15 pinos a um conector RJ45 ou para converter sinais elétricos em sinais ópticos. Ele é considerado um dispositivo da camada 1 (camada física), porque só considera os bits e não as informações de endereço ou protocolos de níveis superiores. Dado que determinados elementos do transceptor se utilizam tanto para a transmissão como para a recepção, a comunicação que provê um transceptor só pode ser semi-duplex, o que significa que pode enviar sinais entre dois terminais em ambos os sentidos, mas não simultaneamente.

Radiação eletromagnética

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

radiação eletromagnética é uma oscilação em fase dos campos elétricos e magnéticos, que, autossustentando-se, encontram-se desacoplados das cargas elétricas que lhe deram origem. As oscilações dos campos magnéticos e elétricos são perpendiculares entre si e podem ser entendidas como a propagação de uma onda transversal, cujas oscilações são perpendiculares à direção do movimento da onda (como as ondas da superfície de uma lâmina de água), que pode se deslocar através do vácuo. Dentro do ponto de vista da Mecânica Quântica, podem ser entendidas, ainda, como o deslocamento de pequenas partículas, os fótons.

O espectro visível, ou simplesmente luz visível, é apenas uma pequena parte de todo o espectro da radiação eletromagnética possível, que vai desde as ondas de rádio aos raios gama. A existência de ondas eletromagnéticas foi prevista por James Clerk Maxwell e confirmada experimentalmente por Heinrich Hertz. A radiação eletromagnética encontra aplicações como a radiotransmissão, seu emprego no aquecimento de alimentos (fornos de micro-ondas), em lasers para corte de materiais ou mesmo na simples lâmpada incandescente.

A radiação eletromagnética pode ser classificada de acordo com a frequência da onda, em ordem crescente, nas seguintes faixas: ondas de rádiomicro-ondasradiação terahertzradiação infravermelhaluz visívelradiação ultravioletaraios X e radiação gama.

Ondas eletromagnéticas

300px Onde electromagnetique.svg Dia Nacional do Rádio

Representação esquemática de uma onda eletromagnética linearmente polarizada produzida por um dipolo elétrico oscilante (à esquerda). A onda se propaga ao longo do eixo horizontal com comprimento de onda λ (ao centro). O campo elétrico, o campo magnético e o vetor de onda são representados, respectivamente, em azul, vermelho e preto (à direita).

As ondas eletromagnéticas primeiramente foram previstas teoricamente por James Clerk Maxwell e depois confirmadas experimentalmente por Heinrich Hertz. Maxwell notou as ondas a partir de equações de electricidade e magnetismo, revelando sua natureza e sua simetria. Faraday mostrou que um campo magnético variável no tempo gera um campo eléctrico. Maxwell mostrou que um campo eléctrico variável com o tempo gera um campo magnético, com isso há uma autossustentação entre os campos eléctrico e magnético. Em seu trabalho de 1862, Maxwell escreveu:

“A velocidade das ondas transversais em nosso meio hipotético, calculada a partir dos experimentos electromagnéticos dos Srs. Kohrausch e Weber, concorda tão exactamente com a velocidade da luz, calculada pelos experimentos óticos do Sr. Fizeau, que é difícil evitar a inferência de que a luz consiste nas ondulações transversais do mesmo meio que é a causa dos fenômenos eléctricos e magnéticos.”[carece de fontes]

Ondas harmônicas

Uma onda harmônica é uma onda com a forma de uma função senoidal, como na figura, no caso de uma onda que se desloca no sentido positivo do eixo dos {\displaystyle x}.

A distância {\displaystyle \lambda } entre dois pontos consecutivos onde o campo e a sua derivada têm o mesmo valor, é designada por comprimento de onda (por exemplo, a distância entre dois máximos ou mínimos consecutivos). O valor máximo do módulo do campo, {\displaystyle E_{0}}, é a sua amplitude.

300px Onda Harm%C3%B4nica Dia Nacional do Rádio

Onda Harmônica

O tempo que a onda demora a percorrer um comprimento de onda designa-se por {período}, {\displaystyle T}.

O inverso do período é a frequência {\displaystyle f=1/T}, que indica o número de comprimentos de onda que passam por um ponto, por unidade de tempo. No sistema SI a unidade da frequência é o hertz, representado pelo símbolo Hz, equivalente a {\displaystyle s^{-1}}.

No caso de uma onda eletromagnética no vácuo, a velocidade de propagação é {\displaystyle c} que deverá verificar a relação:

{\displaystyle c={\frac {\lambda }{T}}=\lambda \,f}

A equação da função representada na figura acima é:

{\displaystyle E(x)=E_{\text{máx}}\,\sin(2\,\pi \,{\frac {x}{\lambda }}+\varphi )}

onde a constante {\displaystyle \varphi } é a fase inicial. Essa função representa a forma da onda num instante inicial, que podemos admitir {\displaystyle t=0}.

Para obter a função de onda num instante diferente, teremos que substituir {\displaystyle x} por {\displaystyle x-c\,t}, já que a onda se propaga no sentido positivo do eixo dos {\displaystyle x}, com velocidade {\displaystyle c}.

{\displaystyle E(x,t)=E_{\text{máx}}\,\sin {\Bigg [}{\frac {2\,\pi }{\lambda }}\,(x-c\,t)+\varphi {\Bigg ]}}

usando a relação entre a velocidade e o período, podemos escrever:

{\displaystyle E(x,t)=E_{\text{máx}}\,\sin {\Bigg (}2\,\pi {\Bigg (}{\frac {x}{\lambda }}-{\frac {t}{T}}{\Bigg )}+\varphi {\Bigg )}}

Se substituirmos {\displaystyle x=0}, obteremos a equação que descreve o campo elétrico na origem, em função do tempo:

{\displaystyle E(t)=-E_{\text{máx}}\,\sin {\Bigg (}2\,\pi \,{\frac {t}{T}}+\varphi {\Bigg )}}

assim, o campo na origem é uma função sinusoidal com período {\displaystyle T} e amplitude {\displaystyle E_{\text{máx}}}. O campo em outros pontos tem exatamente a mesma forma sinusoidal, mas com diferentes valores da fase.[1]

Propriedades

Os campos eléctrico e magnético obedecem aos princípios da superposição de ondas, de modo que seus vectores se cruzam e criam os fenômenos da refracção e da difração.[carece de fontes] Uma onda eletromagnética pode interagir com a matéria e, em particular, perturbar átomos e moléculas que as absorvem, podendo os mesmos emitir ondas em outra parte do espectro.

Como qualquer fenômeno ondulatório, as ondas eletromagnéticas podem interferir entre si. Sendo a luz uma oscilação, ela não é afetada pela estática eléctrica ou por campos magnéticos de uma outra onda eletromagnética no vácuo. Em um meio não linear, como um cristal, por exemplo, interferências podem acontecer e causar o efeito Faraday, em que a onda pode ser dividida em duas partes com velocidades diferentes.[carece de fontes]

Na refracção, uma onda, transitando de um meio para outro de densidade diferente, tem alteradas sua velocidade e sua direcção (caso esta não seja perpendicular à superfície) ao entrar no novo meio. A relação entre os índices de refracção dos dois meios determina a escala de refração medida pela lei de Snell:

{\displaystyle N_{1}\operatorname {sen}(i)=N_{2}\operatorname {sen}(r)}

Nesta equação, i é o ângulo de incidência, N1 é o índice de refração do meio 1, r é o ângulo de refração, e N2 é o índice de refração do meio 2.

A luz se dispersa em um espectro visível porque é reflectida por um prisma, devido ao fenômeno da refração. As características das ondas eletromagnéticas demonstram as propriedades de partículas e da onda ao mesmo tempo, e se destacam mais quando a onda é mais prolongada.

Modelo de onda eletromagnética

Um importante aspecto da natureza da luz é a frequência uma onda, sua taxa de oscilação. É medida em hertz, a unidade SIU de frequência, na qual um hertz (1,00 Hz) é igual a uma oscilação por segundo. A luz normalmente tem um espectro de frequências que, somadas, juntos formam a onda resultante. Diferentes frequências formam diferentes ângulos de refração. Uma onda consiste nos sucessivos baixos e altos, e a distância entre dois pontos altos ou baixos é chamado de comprimento de onda. Ondas eletromagnéticas variam de acordo com o tamanho, de ondas de tamanhos de prédios a ondas gama pequenas menores que um núcleo atômico. A frequência é inversamente proporcional ao comprimento da onda, de acordo com a equação:

{\displaystyle \displaystyle v=\lambda f}.

Nesta equação, v é a velocidade, λ (lambda) é o comprimento de onda, e f é a frequência da onda.

Na passagem de um meio material para outro, a velocidade da onda muda, mas a frequência permanece constante. A interferência acontece quando duas ou mais ondas resultam em um novo padrão de onda. Se os campos tiverem as componentes nas mesmas direções, uma onda “coopera” com a outra (interferência construtiva); entretanto, se estiverem em posições opostas, pode haver uma interferência destrutiva.

Modelo de partículas

Um feixe luminoso é composto por pacotes discretos de energia, caracterizados por consistirem em partículas denominadas fotões (português europeu) ou fótons (português brasileiro). A frequência da onda é proporcional à magnitude da energia da partícula. Como os fótons são emitidos e absorvidos por partículas, eles actuam como transportadores de energia. A energia de um fóton é calculada pela equação de Planck-Einstein:

{\displaystyle \displaystyle E=hf}.

Nesta equação, E é a energia, h é a constante de Planck, e f é a frequência.

Se um fóton for absorvido por um átomo, ele excita um electrão (português europeu) ou elétron (português brasileiro), elevando-o a um alto nível de energia. Se o nível de energia é suficiente, ele pula para outro nível maior de energia, podendo escapar da atração do núcleo e ser liberado em um processo conhecido como fotoionização. Um elétron que descer ao nível de energia menor emite um fóton de luz igual a diferença de energia. Como os níveis de energia em um átomo são discretos, cada elemento tem suas próprias características de emissão e absorção.[carece de fontes]

Espectro eletromagnético

300px EM spectrum pt.svg Dia Nacional do Rádio

Espectro eletromagnético com o espectro de luz visível indicado

O espectro eletromagnético é classificado normalmente pelo comprimento da onda, como as ondas de rádio, as micro-ondas, a radiação infravermelha, a luz visível, os raios ultravioleta, os raios X, até a radiação gama.

O comportamento da onda eletromagnética depende do seu comprimento de onda. Ondas com frequências altas possuem comprimento de onda curto e, por outro lado, ondas com frequências baixas possuem comprimento de onda longo . Quando uma onda interage com uma única partícula ou molécula, seu comportamento depende da quantidade de fótons por ela carregada.[carece de fontes] Através da técnica denominada Espectroscopia óptica, é possível obter-se informações sobre uma faixa visível mais larga do que a visão normal. Um espectroscópio comum pode detectar comprimentos de onda de 2 nm a 2 500 nm.

Essas informações detalhadas podem informar propriedades físicas dos objetos, gases e até mesmo estrelas. Por exemplo, um átomo de hidrogênio emite ondas em comprimentos de 21,12 cm. A luz propriamente dita corresponde à faixa que é detectada pelo olho humano, entre 400 nm a 700 nm (um nanômetro vale 1,0×10−9 metro). As ondas de rádio são formadas de uma combinação de amplitude, frequência e fase da onda com a banda da frequência.

Interação da radiação com a matéria

Efeitos biológicos

O efeito biológico mais óbvio das ondas eletromagnéticas se dá em nossos olhos: a luz visível impressiona as células do fundo da retina, causando a sensação visual. Porém, existem outros efeitos mais sutis.

Sabe-se que, em determinadas frequências, as ondas eletromagnéticas podem interagir com moléculas presentes em organismos vivos, por ressonância, isto é, as moléculas cujas frequências fundamentais sejam iguais à da onda em questão “captam” essa oscilação, como uma antena de TV. O efeito sobre a molécula depende da intensidade (amplitude) da onda, podendo ir do simples aquecimento à modificação da estrutura molecular.[carece de fontes] O exemplo mais fácil de ser observado no dia a dia é o de um forno de micro-ondas: as micro-ondas do aparelho, capazes de aquecer a água presente nos alimentos, têm exatamente o mesmo efeito sobre um tecido vivo. Os efeitos da exposição de um animal a uma fonte potente de micro-ondas podem ser catastróficos. Por isso se exige o isolamento físico de equipamentos de telecomunicações que trabalham na faixa de micro-ondas, como as estações rádio-base de telefonia celular.

Assim como as micro-ondas afetam a água, ondas em outra frequência de ressonância podem afetar uma infinidade de outras moléculas. Já foi sugerido que a proximidade a linhas de transmissão teria relações com casos de câncer em crianças, por via de supostas alterações no DNA, provocadas pela prolongada exposição ao campo eletromagnético gerado pelos condutores. Também já se especulou que o uso excessivo do telefone celular teria relação com casos de câncer no cérebro, pelo mesmo motivo. Até hoje, nada disso foi provado.[carece de fontes]

Também já foram feitas experiências para analisar o efeito de campos magnéticos sobre o crescimento de plantas, sem nenhum resultado conclusivo.

Radiação de corpo negro

17px Magnifying glass 01.svg Dia Nacional do RádioVer artigo principal: Radiação de corpo negro

radiação de corpo negro, também conhecida por radiação térmica, é a radiação eletromagnética emitida por um corpo em qualquer temperatura,[2] constituindo uma forma de transmissão de calor, ou seja, por meio deste tipo de radiação ocorre transferência de energia térmica na forma de ondas eletromagnéticas. Quando a matéria emite e absorve perfeitamente qualquer comprimento de onda e está em equilíbrio termodinâmico, considera-se que é um corpo negro, e sua radiação é chamada de radiação de corpo negro.[3]

energia cinética de átomos e moléculas varia, converte-se em energia térmica e resulta na radiação eletromagnética térmica. Como as ondas eletromagnéticas também podem se propagar no vácuo, a transferência de calor de um corpo a outro ocorre mesmo se não existir meio material entre os dois, como é o caso da energia emitida pelo Sol e que chega à Terra.

260px Corpo negro.svg Dia Nacional do Rádio

Leis de Wien e de Planck: à medida que a temperatura diminui, o pico da curva da radiação de um corpo negro se desloca para menores intensidades e maiores comprimentos de onda.

Lei de Wien relaciona o comprimento de onda em que há máxima emissão de radiação de corpo negro com uma temperatura e determina que o comprimento de onda emitido diminui com o aumento da temperatura. A Lei de Planck para radiação de corpo negro exprime a radiância espectral em função do comprimento de onda e da temperatura do corpo negro e fornece a distribuição dos comprimentos de onda no espectro em função da temperatura. A maior parte da irradiação ocorre em um comprimento de onda específico, chamado de comprimento de onda principal de irradiação, que depende da temperatura do corpo. Quanto maior a temperatura, maior a frequência da radiação e menor o comprimento de onda.

Aplicações tecnológicas

Entre inúmeras aplicações destacam-se o rádio, a televisão, radares, os sistemas de comunicação sem fio (telefonia celular e comunicação wi-fi), os sistemas de comunicação baseados em fibras ópticas e fornos de micro-ondas. Existem equipamentos para a esterilização de lâminas baseados na exposição do instrumento a determinada radiação ultravioleta, produzida artificialmente por uma lâmpada de luz negra.[carece de fontes]

Ver também

Referências

  1.  Eletricidade e Magnetismo. Porto: Jaime E. Villate, 20 de março de 2013. 221 págs]. Creative Commons Atribuição-Partilha (versão 3.0) ISBN 978-972-99396-2-4. Acesso em 21 jun. 2013.
  2.  S. Blundell, K. Blundell (2006). Concepts in Modern Physics. [S.l.: s.n.]
  3.  K. Huang (2003). Statistical Mechanics. [S.l.: s.n.]

Bibliografia

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  • Claus Müller (1957). Grundprobleme der mathematischen Theorie elektromagnetischer Schwingungen. [S.l.]: Springer
  • K. Küpfmüller und G. Kohn (2005). Theoretische Elektrotechnik und Elektronik, Eine Einführung 16. ed. [S.l.]: Springer. ISBN 3-540-20792-9
  • Károly Simonyi (1993). Theoretische Elektrotechnik 10. ed. [S.l.]: Barth Verlagsgesellschaft. ISBN 3-335-00375-6
  • Karl Rawer (1993). Wave Propagation in the Ionosphere. [S.l.]: Kluwer Acad.Publ. ISBN 0-7923-0775-5.

Radiodifusão

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Disambig grey.svg Nota: “Broadcast” redireciona para este artigo. Para outros significados, veja Broadcast (desambiguação).

radiodifusão é a transmissão de ondas de radiofrequência que por sua vez são moduladas, estas se propagam eletromagneticamente através do espaço.[1][2] É um meio de comunicação ao qual a maioria da população tem acesso como ouvinte. O receptor de rádio, por se tratar de um instrumento de baixo custo, pequeno porte e programações diversificadas, exerce uma maior incidência na vida diária das pessoas, tanto em zonas urbanas quanto rurais.[3]

Muitos costumam fazer confusão tomando radiodifusão pela transmissão de sinais somente de áudio, o que não é correto. A radiodifusão é a “propagação de sinais de rádio, televisão, telex etc., por ondas radioelétricas”,[1][4] ou seja, tanto aparelhos de TV e como de rádio usam radiodifusão para receber sinais e transformá-los em vídeo (no caso da TV) e áudio, vide as entradas RF (radiofrequência) dos aparelhos de TV. A diferença está em como a informação é codificada.

radiocomunicação iniciou como telégrafo sem fio, por volta de 1912. Todavia, com a invenção da modulação se iniciaram as primeiras experiências de radiocomunicação e radiodifusão, que a partir deste ponto ganhou espaço comercial.

Diferenças entre radiocomunicação e radiodifusão

Radiocomunicação designa vulgarmente o aparelho transmissor e receptor (transceptor) das ondas de radiofrequência.

Já radiodifusão designa somente a recepção de sinais de radiofrequência.

Juridicamente, ambas as modalidades estão contidas por legislações próprias e separadas.

radiocomunicação pode ser comercial e amadora, enquanto a radiodifusão é de âmbito restrito à área comercial.

História

Para o desenvolvimento da radiodifusão, contribuíram cientistas e técnicos de muitos países, com seus estudos sobre Electromagnetismo (eletromagnetismo) a partir do final do século XIX. Na época, já existiam dois meios de comunicação rápida e a longa distância: o telégrafo e o telefone, que enviavam sinais eletromagnéticos através de fios.

Aleksander Stepanovitch PopovHenry Bradwardine Jackson e Oliver Joseph Lodge, conseguiram em 1895 e 1896, transmitir sinais de rádio a pequenas distâncias.

Guglielmo Marconi registrou em junho de 1896, em Londres, a primeira patente de um sistema de radiocomunicação, inventado com base em pesquisas anteriores de Michael FaradayJames MaxwellHeinrich Hertz e outros.

Marconi aproveitou o coesor de Edouard Branly, a antena de Aleksandr Popov e a sintonia desenvolvida por Oliver Lodge que permitia selecionar o recebimento de apenas uma frequência específica entre as inúmeras que podem ser captadas por uma antena.

Em julho de 1896, Marconi emitiu sinais de radiofrequência até aproximadamente cem metros do ponto de transmissão. Essa distância ampliou-se, no mesmo ano, para dois quilômetros. Em maio de 1897, 13 km. No início do século XX, o Atlântico Norte já era cruzado por sinais de radiotelegrafia.[5]

No Brasil, o padre gaúcho Roberto Landell de Moura realizou, em 1893, do alto da Avenida Paulista ao morro de Sant’Anna, em São Paulo, numa distância de oito quilômetros, a primeira experiência de radiotelefonia de que se tem registro, embora não haja documentos que comprovem o fato a não ser a primeira biografia sobre o padre cientista, escrita por Ernani Fornari. Já em 1899 e 1900, jornais citam a experiência, dando fé do pioneirismo do brasileiro na transmissão de sinais sonoros.[6]

O avanço da tecnologia

Com a invenção da válvula termiônica, foi possível melhorar a transmissão e reprodução do sinal de rádio. Começaram as emissões radiofônicas com mais qualidade.

Em 1908Lee De Forest realizou, do alto da torre Eiffel, uma emissão ouvida nos postos militares da região até Marselha. Um ano depois, a voz do tenor Enrico Caruso era transmitida do Metropolitan Opera House. Em 1916De Forest instalou uma estação emissora experimental em Nova York. No final da primeira guerra mundial, a radiofonia já estava em pleno funcionamento no mundo inteiro.

As primeiras transmissões comerciais

Em novembro de 1919, foi inaugurada uma emissora de rádio regular em Rotterdam. Em 1920, inaugurou-se a primeira radiodifusora comercial, em PittsburghEstados Unidos, com o prefixo KDKA.

O transporte marítimo, que já vinha utilizando a radiotelegrafia desde o início do século XX, passou a utilizar também a radiotelefonia, além disto, começaram a surgir estações amadoras que transmitiam programas musicais. O interesse do público pelos receptores aumentou.

Era de ouro do rádio

Em 1922, por ocasião do Centenário da Independência do Brasil, foi inaugurada a radiodifusão brasileira, com a primeira transmissão realizada no Rio de Janeiro.

No mesmo ano, nos Estados Unidos, surgiu a primeira emissora comercial, a WEAF, de Nova Iorque, criada pela companhia telefônica American Telephone and Telegraph (atual AT&T). A primeira emissora do Brasil foi a Rádio Sociedade, no Rio, fundada por Roquette Pinto e Henrique Morize.

Em um Brasil ainda sem televisão, viveu-se a época do auge do sucesso desse meio de comunicação, a chamada Era do Rádio, onde nomes famosos, como o do gaitista Maurício Einhorn começaram a destacar-se (Revista Veja, 2.11.2005, pág.114).

A disseminação pelo mundo

Na década de 1920, vários países montaram transmissores de rádio, como AlemanhaArgentinaÁustriaBélgicaBrasilCanadáChileDinamarcaEspanhaEstados UnidosFinlândiaReino UnidoFrançaItáliaJapãoNoruegaPortugalSuíçaChecoslováquia e União Soviética.

A partir das primeiras emissões de radio, começaram a ser notados os primeiros fenômenos de radiopropagação. Ainda não se sabia da influência da ionosfera e da troposfera na propagação das ondas de rádio, e nem se conheciam os efeitos de reflexão ionosférica, espalhamento e canalização.

Os fenômenos de radiopropagação começaram a empolgar técnicos e engenheiros, pois as emissoras de então, começaram a receber correspondências de que estavam sendo captadas em cidades e países distantes. O que de certa forma, acelerou as pesquisas e ajudou a disseminar mais ainda a radiodifusão.

O caos nos Estados Unidos

As frequências das emissoras de rádio foram regulamentadas pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos que passou a determinar as horas em que podiam operar. Houve contestação, o caso foi aos tribunais em 1924, o Departamento de Comércio perdeu a questão. O espectro se transformou num caos que durou por três anos. Em 1927 o congresso americano foi obrigado a intervir criando uma comissão federal de radiocomunicações, que regulamentou o sistema.[7]

Décadas de 1930 e 1950

Entre as décadas de 1930 a 1950, o rádio viveu sua chamada Era de Ouro, como o principal meio para divulgação de informações, artistas e talentos, junto ao Cinema. A autorização do governo Vargas para a veiculação de publicidade no rádio, em 1932, deu ao novo meio um impulso comercial e popular. No mesmo ano, o governo começou a distribuir concessões de canais a indivíduos e empresas privadas. Em 1934, surgiu a Rádio Mayrink Veiga, no Rio de Janeiro, uma das mais importantes do país pelas três décadas seguintes. No ano seguinte, foram criadas a Rádio Jornal do Brasil e a Rádio Tupi, duas emissoras históricas que existem até hoje. Em 1936, aparece a Rádio Nacional, que liderou audiência por 20 anos e transformou os padrões de linguagem do rádio brasileiro.

A organização europeia

Na mesma época na Europa, as estações que se interferiam eram de países e línguas diferentes, a regulamentação tinha que ser de caráter internacional. Isso foi feito a partir de 1925 pela União Radiotelegráfica Internacional (URI). Os governos uniram-se, definiram as frequências e o emprego mais eficaz da radiodifusão. A primeira regulamentação entrou em vigor em novembro de 1926.

O transístor

Em 1948, com a invenção do transístor aconteceu uma revolução na radiodifusão, apareceram os receptores portáteis. O rádio passou a substituir os jornais como meio de veiculação de notícias, principalmente em países de grande território e população dispersa.

Educação a distância

Devido à facilidade de acesso, à ampla cobertura e à flexibilidade, o rádio oferece inúmeras possibilidades para a educação a distância no desenvolvimento de programas de educação formal e não formal.

Ao utilizar esse recurso aliado às escolas públicas, amplia-se a capacidade de estratégias criativas para uma educação de qualidade chegar o mais longe possível.

Esse veículo de comunicação tem como característica seu apelo da fala direta com o público, o contato íntimo entre o ouvinte e o locutor. O rádio cria a oportunidade para uma identificação mútua com a população, integrando-se à rotina cotidiana do ambiente familiar da comunidade, com grande potencial de mobilização e divulgação.

Assim, motivado pela cultura da oralidade, pelo seu grande poder de penetração nas áreas rurais – grande parte sem acesso a energia elétrica – e pelos custos mais baixos em relação a outros meios, o rádio é ainda o principal meio de comunicação, justificando-se seu grande potencial de parceria pela educação.

Seu uso educacional pode ser realizado utilizando músicas e textos em sessões pedagógicas, auxiliando em diversos conteúdos professores e alunos, que a partir de suas realidades locais, vão definindo estratégias de ensino em suas escolas.

Um dos pontos positivos de se ter esse recurso na escola é poder fazer uso das peculiaridades locais em seus conteúdos programáticos, dando a professores e alunos a oportunidade melhorar sua auto estima.[8]

Funcionamento

500px Radio Transmission Diagram en.svg Dia Nacional do Rádio

Processo de transmissão/recepção de AM e FM (em inglês).

As antenas receptoras após captar os sinais de radiofrequência, enviam-nos através da linha de transmissão ao receptor que os amplificasintonizademodula o áudiodetectapré-amplifica, amplifica novamente, e converte-os à som através dos alto-falantes.

A faixa mais usada no mundo para a radiodifusão é a das ondas médias. Segundo a regulamentação internacional vai de 535 a 1 650 kHz.

Na Europa, em especial, são usadas as ondas longas. Estas alcançam distâncias maiores que as atingidas pelas ondas médias. Podem chegar até 500 km, isto permite a uma só emissora de grande potência cobrir todo o território de muitos países. A faixa vai de 150 a 285 kHz.

As emissoras que pretendem atingir grandes distâncias (mil a vinte mil quilômetros) transmitem sinais na faixa das ondas curtas. Concedidas aos serviços de radiodifusão, as ondas curtas denominam-se também faixas de alta frequência (HF).

Rádio digital

rádio digital é uma alternativa recente para a comunicação que permite que as transmissões por FM tenham qualidade de CD e as transmissões por AM tenham qualidade semelhante às FM tradicionais.

Apesar dos testes com o modelo de transmissão IBOC (In Band On Channel), o padrão ainda não está definido. Por enquanto, as empresas realizam transmissões em analógico e digital para observar vantagens e problemas desta alternativa. Segundo estimativas da Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo, toda a malha de receptores de rádio será atualizada para o formato digital em dez anos. Ou seja, durante este período ocorrerá o simulcasting para que todas as pessoas possam ter condições de adquirir um aparelho de rádio digital.

Este novo formato de transmissão também traz diversas possibilidades para as emissoras. Por ser um meio digital, a transmissão de rádio poderá também incluir além do som, vídeos e imagens. Nos Estados Unidos já são realizadas transmissões de imagens para os aparelhos de rádios. Boletins meteorológicos e sobre as condições de trânsito da cidade possuem apoio de mapas que são transmitidos pelas telas incluídas nos receptores.

Atualmente, como é de costume com todo produto novo no mercado, os receptores de rádio digital estão com um preço relativamente elevado. Com o passar dos anos este custo será diminuído consideravelmente. Os receptores automotivos estão na faixa dos R$ 900,00 e os receptores comuns estão custando cerca de R$ 700,00. Valores ainda distantes da realidade da maioria dos ouvintes de rádio.

Um dos fatores positivos trazidos pelo rádio digital é a melhora considerável na qualidade do áudio. A qualidade da transmissão AM será melhorada para o patamar da transmissão em FM. E a atual transmissão em FM será aprimorada para a qualidade de CD. Com estas novas características a favor, a expectativa que fica é de que o rádio seja revitalizado com a entrada desta nova tecnologia.

Sistemas de modulação

O método mais usado na radiodifusão ainda é a Amplitude modulada (AM), que é a variação da amplitude da portadora dependente do áudio inserido no modulador (Misturador).

O processo de Modulação em frequência modulada (FM), difere da modulação em amplitude, pois neste, a amplitude não varia. Nele, é a frequência do sinal que varia em função da variação da frequência de áudio, ou seja, o misturador, não soma e subtrai a tensão do sinal, e sim a frequência é que sofre um desvio para cima e para baixo da fundamental.

As transmissões no modo de modulação em frequência FM em VHF, permitem uma recepção muito mais nítida, porque são menos afetadas pelo ruído. Devida frequência alta seu alcance é menor.

Quando se utiliza a modulação em frequência em HF, seu alcance não difere em relação à modulação em Amplitude, o que modifica é a qualidade de transmissão, sempre a modulação em frequência suplantará em qualidade a modulação em amplitude.

Atualmente estão entrando em operação emissoras digitais, cuja qualidade de transmissão é excepcional. A radiodifusão que pensavam alguns iria acabar com o advento da televisão, continua a ser um meio de comunicação difundido no mundo inteiro.

O que é uma estação de radiodifusão

Uma estação de radiodifusão se compõe de elementos ativos, circuitos moduladoresosciladores, e amplificador de potência. Todos integram a emissora, desde o estúdio, onde são gerados os programas ao vivo, ou em sistemas de reprodução, até chegar no parque de antenas através de linha de transmissão.

O estúdio de radiodifusão

O estúdio, onde é gerada a programação, é um sistema composto de diversas salas à prova de som, existem os mixers, ou misturadores, onde são harmonizadas as saídas das salas do estúdio e sala de controle para transmissão em cadeia se for o caso. Quando a estação transmissora encontra-se distante do estúdio, um circuito especial (Chamado link) faz o enlace das duas, geralmente em Ultra Alta Frequência, ou modernamente via satélite.

Nas salas do estúdio estão os microfones, estes captam os sons emitidos, vozes, músicas ao vivo, etc. São enviados aos equipamentos de mixagem e editoração, depois aos pré-amplificadoresamplificadoresmoduladoresestágios de potência e finalmente às antenas, para ser irradiados em forma de ondas eletromagnéticas, capazes de viajar pelo espaço a longas distâncias. A onda de radiofrequência é a chamada onda portadora, no caso do AM, ou FM, pois em SSB não existe portadora, embora comumente não se use portadora suprimida para transmissão de radiodifusão.[9]

O espectro eletromagnético

O espectro de radiofrequência é dividido arbitrariamente em várias faixas**:

  • EHF – (Extremely High Frequency) – extremamente alta frequência: 30–300 GHz.
  • SHF – (Super High Frequency) – super alta frequência: 3–30 GHz.
  • UHF – (Ultra High Frequency) – ultra alta frequência: 0.3–3 GHz.
  • VHF – (Very High Frequency) – muito alta frequência: 30-300 MHz.
  • HF – (High Frequency) – alta frequência: 3-30 MHz.
  • MF – (Medium Frequency) – média frequência: 0,3-3 MHz.
  • LF – (Low Frequency) – baixa frequência: 30–300 kHz.
  • VLF – (Very Low Frequency) – muito baixa frequência: 3–30 kHz.
  • ELF – (Extra Low Frequency) – extra baixa frequência: 3–3 000 Hz.
  • ULF – (Ultra Low Frequency) – ultra baixa frequência: menor que 3 Hz.
    • Obs: **A nomenclatura acima varia conforme a região do Brasil, por exemplo, também é correto se utilizar da seguinte forma: EHF – Frequência Extremamente Alta e assim por diante.

As porções do espectro Eletromagnético alocadas para fins de radiodifusão, foram distribuídas de acordo com critérios rigorosamente técnicos, estas dividem o serviço com outras modalidades, por exemplo: auxílio para a navegação aéreatelemetria, comunicação telefônicaradaressatélites artificiais, estudos científicos, etc.

Cada emissora de rádio opera numa frequência determinada por Agências reguladoras (No caso do Brasil, quem regula estas frequências é a ANATEL) para evitar o fenômeno da interferência mútua.

Rádio por país

Portugal

Em Portugal o espectro radiofónico nacional é dividido pelo grupo Renascença (RR e RFM), pela RDP (Antena 1,2 e 3) e pela Media Capital (Rádio Comercial)

Em termos regionais, duas rádios que já são ouvidas, através de parcerias em todo o território, TSF e M80

E as rádios locais, várias. Entre elas a Rádio Voz de Alenquer (93,5 FM – 100,6 FM), a Rádio Pernes – Santarém (101,7 FM), a Rádio Seixal, a Rádio Festival e a Rádio Amália (92,0 FM – 100,6 FM) destacam-se pela grande aposta na música portuguesa.

Em outro posto do espectro posicionam-se novas formas de Rádio já presentes em Portugal, como é o caso das Rádios Online, que operam para todo o mundo mas sendo ouvidas através da internet, como é o caso da Noite FM e Rádio Zero, ambas sediadas em Lisboa, ou ainda do Grupo Marcante de comunicação, dos Açores, com quatro canais disponíveis online.

Caso curioso é o da Rádio Manobras, da cidade do Porto, que emite em FM 91,5 MHz e através da Internet em radiomanobras.pt. Esta assume-se como a primeira rádio comunitária de Portugal, pois não tem alvará de radiodifusão comercial, mas funciona com voluntários e com fraca potência de emissão (50 watts). Apesar de se denominar comunitária, a Rádio Manobras é mais uma rádio participativa, onde as pessoas participam da emissora e a emissora participa das actividades culturais e sociais da cidade do Porto.

Rádio no Brasil

De acordo com dados da Kantar IBOPE Media, 89% dos brasileiros que residem em uma das 13 principais regiões metropolitanas do Brasil ouvem rádio habitualmente. Isso equivale a 52 milhões de ouvintes nas áreas pesquisadas. O maior alcance acontece pela manhã, entre 10 e 11h, quando o rádio chega a alcançar mais de 37 milhões de pessoas.[10]

No Brasil, destacam-se as redes de rádios via satélite como a Rede Jovem PanRede TransaméricaRede MixCentral Brasileira De Notícias e a Rede Gaúcha Sat. Também destacam-se as emissoras estatais Rádio MEC e Rádio Nacional, ambas emissoras oficiais do governo do Brasil mantidas pela Empresa Brasil de Comunicação. Algumas outras emissoras de rádio do Brasil são a Rádio Clube do ParáRádio GloboRede Clube BrasilRádio Itatiaia, etc.

Em 2015, o rádio no Brasil recebeu mais de 5 bilhões de reais em investimento publicitário e teve 7,7 milhões de inserções de propaganda. Entre os setores que mais investem em comerciais de rádio estão o comércio e varejo (22%), serviços ao consumidor (19%) e setores de cultura, lazer, esporte e turismo (11%).[11]

Ver também

Referências

  1. ↑ Ir para:a b Marcelo Kischinhevsky (2007). O rádio sem onda: convergência digital e novos desafios na radiofusão. [S.l.]: e-papers. 135 páginas. ISBN 978-85-7650-111-4
  2.  «O que são serviços de radiofusão» (PDF). JWSat. Consultado em 13 de julho de 2018
  3.  Andréia da Paixão Ferreira (março de 2013). «A invenção do rádio: um importante instrumento no contexto da disseminação da informação e do entretenimento.». Portal de Periódicos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Consultado em 13 de julho de 2018
  4.  «Radiodifusão». Dicionário Aulete. Consultado em 15 de abril de 2011. Arquivado do original em 16 de abril de 2011
  5.  «Microfone: História do Rádio»www.microfone.jor.br. Consultado em 1 de junho de 2021
  6.  «Padre Landell, ciência e fé»www.padrelandell.blogspot.com. Consultado em 1 de junho de 2021
  7.  «Cópia arquivada» (PDF). Consultado em 23 de dezembro de 2006. Arquivado do original (PDF) em 8 de dezembro de 2006
  8.  «Cópia arquivada». Consultado em 6 de junho de 2007. Arquivado do original em 27 de setembro de 2007
  9.  Informações adicionais: www.freesystem.com.br
  10.  Lafloufa, J. «Uma nação de ouvintes»
  11.  Lafloufa, J. «Uma nação de ouvintes»

Bibliografia

  • ARAÚJO, Carlos Brasil de. O escritor, a comunicação e o radiojornalismo. Diretoria de Documentação da Câmara dos Deputados. Brasília, 1972.
  • BAUM, Ana (org.). Vargas, agosto de 54 – a história contada pelas ondas do rádio. Rio de Janeiro: Garamond, 2004.
  • BURBAGE, Robert e outros – Os meios de comunicação nos Estados Unidos – Imprensa – Rádio – Televisão, Rio, Agir, 1973, tradução de Marco Aurélio de Moura Matos
  • COSTELLA, Antônio. Comunicação – Do grito ao satélite, São Paulo: Mantiqueira.
  • ERBOLATO, Mário L. Comunicação e cotidiano. Campinas: Papirus, 1984.
  • FEDERICO, Maria Elvira Bonavita. História da comunicação – rádio e TV no Brasil. Petrópolis: Vozes, 1982.
  • FERRARETO, Luiz Artur. Rádio no ar – O veículo, a história e a técnica. Porto Alegre : Sagra Luzzatto, 2000.
  • FOGOLARI: Elide Maria. Laboratório de Rádio: a arte de falar e ouvir. São Paulo: SEPAC/ Paulinas.
  • HILLS, George. Los Informativos en radiotelevisión. Espanha: instituto oficial de radio y televisión. 1983.
  • LABRADA Jerônimo. El registro sonoro. Santafé de Bogotá: editorial Voluntad. 1995. 223p.
  • LAGO, Benjamim do. Radiodifusão e desenvolvimento. Rio de Janeiro: livraria Cultural da GB, 1969.
  • MOURA, Gerson. Tio Sam chega ao Brasil – a penetração cultural americana. São Paulo: Basiliense, 1985.
  • MUÑOZ, José Javier, GIL César. La Radio: teoría y práctica. Madrid: Instituto oficial de Radio y Televisión. 1986.
  • SAMPAIO, Mário Ferraz. História do rádio e da TV no Brasil e no mundo. Rio de Janeiro, Achiamé, 1984.
  • VAMPRÉ, Octavio Augusto. Raízes e evolução do rádio e da TV: cronologia. Porto Alegre: Fundação Educacional Padre Landell de Moura/RBS, 1979.

Ligações externas

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