Crise Hídrica Riscos para a Economia

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Crise Hídrica Riscos para a Economia

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia afirmou nesta quarta-feira, 22, que a crise hídrica e o recrudescimento da pandemia do novo coronavírus ameaçam o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022, mas que, na ausência desses riscos, o país ainda tem condições de crescer mais de 2%. Em nota informativa, a equipe econômica disse que a recuperação também está condicionada às reformas e a consolidação fiscal. “Certamente, o resultado das reformas econômicas afeta o crescimento de longo prazo da economia. No curto prazo, embora o efeito não seja completo, os impactos de reformas estruturais podem ser percebidos no crescimento.” A SPE manteve a previsão de crescimento do PIB em 5,3% em 2021, e de 2,5% no ano que vem, conforme divulgado na semana passada. O time comandado pelo ministro Paulo Guedes projeta que o 2022 receberá 1,2% do carrego estatístico — como é chamado o resultado do último trimestre que passa para o ano seguinte —, e que o país terá um avanço trimestral médio de 0,5% em 2022. Os dados do governo federal vão na direção contrária aos do mercado financeiro, que há semanas reduz as expectativas para o crescimento em 2021 e 2022. Segundo dados do Boletim Focus — pesquisa do Banco Central com mais de uma centena de instituições — o PIB deste ano fechará em 5,04%, e em 2022 ficará em 1,63%.

Crise Hídrica Riscos para a Economia, a retomada da economia no ano que vem, afirmou a SPE, será impulsionada pelo aumento dos investimentos privados e o crescimento do setor de serviços. “Além de observar os números do crescimento, é importante atentar-se para a sua qualidade. Na recuperação da crise da Covid-19, o setor privado tem alavancado o potencial de crescimento por meio de inciativas descentralizadas”, afirmou a pasta. “Reitera-se que melhora do setor de serviços se deve, em grande medida, ao avanço da vacinação em massa ao longo de 2021 e às ações adotadas ao longo da crise para a manutenção da renda e emprego.” A prestação de serviços é responsável por mais de 60% do PIB e foi o setor mais impactado pelas medidas de isolamento social impostas para barrar a disseminação da crise sanitária. O segmento registrou alta e 1,1% em julho — o quarto mês seguido de avanço —, e atingiu o melhor patamar em cinco anos. Como a Jovem Pan mostrou, a alta já é sentida por outros setores. “No longo prazo, é fundamental compreender e endereçar os choques negativos advindos da pandemia sobre a formação de capital humano. Ou seja, é importante estudar e propor medidas que corrijam os efeitos negativos desta crise sobre a saúde pública, a pobreza, a falência de empresas e o elevado endividamento das famílias, das empresas e do governo”, informou a SPE.

Antes da seca piorar, no primeiro semestre, o consumo das famílias já vinha estagnado, e a aceleração da inflação pode piorar esse quadro

  • Por Samy Dana
  • 14/09/2021 19h18 – Atualizado em 15/09/2021 09h34

No caminho da recuperação da economia devido aos efeitos da Covid-19 existe uma pedra. E, como naquele famoso poema de Carlos Drummond de Andrade, a crise hídrica é um obstáculo para o país voltar a criar empregos e renda na medida que precisa. A crise é resultado da falta de chuvas, que reduz os reservatórios das usinas hidrelétricas, que são a principal fonte de energia elétrica no país, respondendo por 60% da energia consumida. A seca tem o poder de afetar todos os serviços que dependem de água para acontecer, como o agronegócio, que deve ter uma queda de 2,6% para 1,7% no crescimento, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Além disso, a seca também eleva os custos de energia para a indústria. Apenas de janeiro a julho desse ano, a inflação no setor já passa de 20%.

Os insumos para produzir também sofrem alta, o que afeta o consumo das famílias, já que eleva a inflação em geral. Um estudo da gestora RPS Capital aponta que o efeito no ano deverá ser de 1% nos aumentos de preços como um todo. Em doze meses, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo IBGE, já bate em 14%, segundo números divulgados na semana passada. O aumento de energia é bem maior, passando dos 16%. Antes da crise hídrica piorar, no primeiro semestre, o consumo das famílias já vinha estagnado, e a aceleração da inflação pode piorar esse quadro. O grande risco é repetir 2001. Quase vinte anos atrás, outra seca derrubou a recuperação da economia, que vinha com problemas desde o ano anterior. Naquela época, a população foi obrigada a cortar o consumo de energia em 20% e, como consequência, a economia só começou a se recuperar no ano seguinte. O problema é que hoje a crise é mais grave. Vinte anos atrás, o nível dos reservatórios estava em 23% do normal. Atualmente, se encontra em 22%, e as projeções são de que em novembro deve atingir 10%. Em resumo, a seca é uma pedra no caminho. Uma grande pedra que precisamos torcer que venha a sair da frente com o aumento das chuvas. Mas que preocupa, e muito.

Ex-diretor geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico, Luiz Barata, avalia consequências no fornecimento de energia no país e afirma que apagões podem acontecer nos próximos meses

A pior crise hídrica em mais de 90 anos no Brasil não é fruto apenas da falta de planejamento, mas de fatores estruturais mais profundos, cuja solução depende de uma ação conjunta de atores globais. O ex-diretor geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Barata, garante que o país avançou: a matriz começou a ser diversificada e os investimentos foram impulsionados. Porém, ao mesmo tempo, o Brasil começa a colher os resultados das mudanças climáticas. “Diria que todo o problema que nós temos hoje decorre dessa crise climática, que promove uma crise hídrica e em consequência disso, pelo fato de ainda termos uma dependência das hidrelétricas, acabamos com a crise enérgica que vivemos hoje. A agenda do clima é algo com que nós precisamos nos preocupar, porque esse é um problema mundial”

Ao contrário do governo federal, que vem tranquilizando a situação, Luiz Barata afirma que há sim risco de apagão. “As condições para setembro, outubro e novembro são muito preocupantes, porque as fontes de geração que nós temos poderão não ser suficientes para fazer frente ao consumo. Então, há risco não de desabastecimento, mas apagão pode acontecer sim”, pontua. Números sustentam a avaliação do especialista: algumas das principais hidrelétricas do país estão quase parando por causa do baixo nível dos reservatórios. o governo tem reforçado os apelos por economia e ampliado o uso da energia térmica, mais cara, para aliviar a situação do sistema elétrico.

 

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Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira, 27, que irá manter a bandeira vermelha 2, a mais cara. O anúncio foi feito em meio à crise hídrica que atinge o Brasil. Em comunicado, a Aneel classificou agosto como “um mês de severidade”. “A perspectiva para setembro não deve se alterar significativamente, com os principais reservatórios do SIN atingindo níveis consideravelmente baixos para essa época do ano. Essa conjuntura sinaliza horizonte com reduzida capacidade de produção hidrelétrica e necessidade de acionamento máximo dos recursos termelétricos, pressionando os custos relacionados ao risco hidrológico (GSF) e o preço da energia no mercado de curto de prazo (PLD)”, diz a agência. Entretanto, apesar do anúncio, a Aneel afirmou que a bandeira tarifária ainda está sendo analisado e será divulgado posteriormente. A agência também disse que, desde 15 de agosto, está em curso a primeira fase de sua campanha por um uso consciente de energia elétrica e que a ação conta com o apoio do Ministério de Minas e Energia.

 

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Atualmente, 70% da produção de energia no Brasil vem da matriz hidrelétrica, sem contar que a água é uma necessidade básica para garantir uma das principais atividades econômicas: o agronegócio, que corresponde a mais de 24% do Produto Interno Bruto brasileiro. A produção tem sofrido com a seca. Na tentativa de garantir irrigação produtores podem estar também afetando a cadeia hídrica. Os pesquisadores do Mapbiomas observam o crescimento de reservatórios artificiais. Sem o controle dos órgãos reguladores, a construção de uma represa pode interferir na relação entre volume reservado e o que corre para os fluxos naturais, provocando mais seca em outra região.

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tabela mostra as regiões do Brasil que perderam superfície de água

Usina hidrelétrica

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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Esquema de uma usina hidrelétrica.

Usina hidrelétrica (português brasileiro) ou central hidroelétrica (AO 1945: central hidroeléctrica) (português europeu) é um complexo de projetos de engenharia civil, elétrica, energia e mecânica, compreendendo as áreas de hidráulica, estruturas de concreto, geotécnica, geológica, de tecnologia do concreto, de computação, de controle, de automação, ambiental, florestal, de solos, de fundações, de materiais, de montagem eletromecânica, etc. Um conjunto de obra e equipamentos, que tem por finalidade produzir energia elétrica através do aproveitamento do potencial hidráulico existente em um rio.

As usinas hidroelétricas funcionam através da pressão da água que gira a turbina, transformando a energia potencial em energia cinética. Depois de passar pela turbina o gerador transforma a energia cinética em energia elétrica. Através de fios e cabos a energia é distribuída, e antes de chegar nas casas e comércios é transformada em baixa tensão.

Características

A energia hidroelétrica é ainda um tipo de energia mais barata do que outras, como por exemplo a energia nuclear. A viabilidade técnica de cada caso deve ser analisada individualmente por especialistas em engenharia ambiental e especialista em engenharia hidráulica, que geralmente para seus estudos e projetos utilizam modelos matemáticos, modelos físicos e modelos geográficos.

O cálculo da potência instalada de uma usina é efetuado através de estudos de hidroenergéticos que são realizados por engenheiros civis, mecânicos e eletricistas. A energia hidráulica é convertida em energia mecânica por meio de uma turbina hidráulica, que por sua vez é convertida em energia elétrica por meio de um gerador, sendo a energia elétrica transmitida para uma ou mais linhas de transmissão que é interligada à rede de distribuição.

Um sistema elétrico de energia é constituído por uma rede interligada por linhas de transmissão (transporte). Nessa rede estão ligadas as cargas (pontos de consumo de energia) e os geradores (pontos de produção de energia). Uma central hidrelétrica é uma instalação ligada à rede de transporte que injeta uma porção da energia pelas cargas.

Usina Hidrelétrica de Tucuruí, por exemplo, constitui-se em uma das maiores obras da engenharia mundial, no entanto, a UHE Belo Monte, no rio Xingu no estado do Pará, é a maior usina 100% brasileira em potência instalada, já que a Usina de Itaipu é binacional — tendo esta sido considerada uma das “Sete Maravilhas do Mundo Moderno” pela American Society of Civil Engineers (ASCE).

vertedor de Tucuruí é o maior do mundo com sua vazão de projeto calculada para a enchente decamilenar de 110 000 m³/s, pode, no limite dar passagem à vazão de até 120 000 m³/s. Esta vazão só será igualada pelo vertedor da Usina de Três Gargantas na China. Tanto o projeto civil como a construção de Tucuruí e da Usina de Itaipu foram totalmente realizados por firmas brasileiras, entretanto, devido às maiores complexidades o projeto e fabricação dos equipamentos eletromecânicos, responsáveis pela geração de energia, foram realizados por empresas multinacionais.

Tipos

Usina hidrelétrica a fio d’água

Usina hidrelétrica a fio d’água é aquela que não dispõe de reservatório de água ou têm reservatórios pouco relevantes quando comparados com a vazão. Esse tipo de usina as vezes trabalha em combinação com uma (ou mais) usina de grande reservatório situada no curso superior da bacia hidrográfica (a montante), para garantir uma geração relativamente constante, ou sofre com uma grande variação na geração de energia elétrica durante o ano.

Os custos ambientais, sociais e financeiros necessários para a construção de grandes reservatórios tem elevado a tendência à construção desse tipo de usina hidrelétrica.[1]

Complexo hidrelétrico

Diz de um conjunto de usinas hidrelétricas que são planejadas e construídas em uma mesma bacia hidrográfica de forma conjunta, para melhor aproveitar o potencial energético dos rios.

Classificação da ANEEL

Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), órgão do governo federal do Brasil, classifica as centrais geradoras de energia elétrica como:

Pequena central hidrelétrica

Pequenas centrais hidrelétricas, ou PCH, são usinas hidrelétricas de pequeno porte com capacidade instalada maior do que 5 megawatts e menor ou igual a 30 megawatts.[2]

Outro limite da PCH é o tamanho de seu reservatório, que para ser classificada desta forma, não pode ultrapassar os 13 quilômetros quadrados, excluindo-se a calha do leito regular do rio.[3]

As PCH compõem uma importante parte da geração de energia no Brasil. O rito a ser seguido para obtenção de sua outorga de autorização e sua regulamentação esta em revisão pela ANEEL por meio da audiência pública 80/2017[4]

Comparando com as Usinas Hidrelétricas de Energia (UHE), as PCH têm vantagens e desvantagens. Por serem menores, são mais baratas de construir, causam um dano ambiental menor, podem ser construídas em rios com menor vazão e contribuem para a descentralização da geração de eletricidade. Por outro lado, elas geram uma energia mais cara, pois nem sempre haverá fluxo d’água suficiente para fazer girar as turbinas, devido à seca em algumas épocas do ano, o que não acontece nas usinas maiores, onde sempre haverá água no reservatório.

Impactos

Ambiente

Por muito tempo as hidrelétricas foram divulgadas como fontes de energia limpa, mas uma quantidade de estudos recentes vem dando uma outra visão do cenário. A formação das bacias de reservatório, especialmente as de grandes dimensões, muitas vezes exige um grande desmatamento, por si um fator de emissão de gases estufa produtores do aquecimento global, além de produzir severos impactos ambientais e sociais paralelos: bloqueia os ciclos de cheia e vazante dos rios; impede os ciclos reprodutivos de peixes migrantes; modifica em larga escala ecossistemas e a distribuição geográfica de espécies; pode prejudicar a oferta de alimentos para muitas espécies aquáticas; afetar negativamente povos ribeirinhos que dependem da pesca e as comunidades indígenas; pode dificultar o acesso à água; pode exigir remoção forçada de populações destruindo comunidades inteiras, e muitas vezes gera importantes conflitos sociais, culturais, políticos, jurídicos e fundiários difíceis de resolver.[5][6][7][8][9]

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O cacique Raoni apresentando uma petição contra a Usina de Belo Monte.

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Troncos de árvores não removidas no lago da Usina de Balbina.

A retenção de materiais sólidos e sedimentos aluviais pela barragem afeta a estrutura do próprio rio a jusante, privando-o de materiais para formação de habitats para as espécies e de substâncias químicas essenciais para a fertilização de campos e florestas ribeirinhos abaixo da represa.[10][11] Paralelamente, os reservatórios coletam grandes quantidades de material orgânico que se deposita e oxida, podendo criar águas ácidas e mal oxigenadas que depois são liberadas rio abaixo. O represamento também eleva a temperatura da água, um fator importante porque os seres aquáticos como peixes e invertebrados mantêm seu metabolismo em estrita dependência da temperatura do meio.[10] De modo geral rios não represados têm uma água de melhor qualidade e com mais biodiversidade. É significativo que desde a década de 1970, quando iniciou uma fase de grande proliferação de usinas em todo o mundo, a biodiversidade dos rios caiu em 80%, e embora a construção de usinas não seja o único causador desse declínio acentuado, é um fator muito relevante. Elas são especialmente perigosas para as espécies endêmicas ou já ameaçadas.[11]

As bacias são altas emissoras de gases estufa, especialmente se localizadas em zonas tropicais e se a área inundada é vasta, devido à decomposição de matéria orgânica residual (troncos, folhas e material no solo) após a inundação. Bacias que não são limpas adequadamente antes da inundação emitem mais gases por longos períodos do que plantas produtoras de energia equivalente baseadas em combustíveis fósseis.[12][13] Um estudo recente calculou que as usinas de todo o mundo podem emitir até 1 bilhão de toneladas de gases estufa a cada ano, principalmente na forma de metano, o que equivale a mais do que toda a emissão anual do Canadá.[10] Projetos mal planejados também significam baixa eficiência e altos custos. É um exemplo clássico a Usina de Balbina, no estado do Amazonas. Implantada em uma região de planície, alagou 2 360 km2 de floresta tropical para produzir apenas 112,2 MW de energia. A floresta não foi removida antes do alagamento, perdendo-se uma vasta quantidade de madeira aproveitável, e sua decomposição acidificou e desoxigenou a água do reservatório, corroendo as turbinas, além de emitir desde sua construção dez vezes mais gases estufa do que uma usina termelétrica de potência equivalente, num total de 3 milhões de toneladas de carbono por ano. Pela escassa declividade do terreno, foram formadas várias áreas de água permanentemente estagnada. Um terço da população existente da etnia indígena WaimiriAtroari, que ali vivia, teve de ser realocada.[14][15]

A construção de múltiplas usinas em uma mesma bacia hidrográfica, como é o caso da Amazônia, onde 142 usinas já operam e está prevista a construção de mais 160, produz um impacto negativo de grande escala não apenas nos níveis ambientais, sociais e culturais, mas também em nível geográfico e geomorfológico, modificando a própria paisagem, devido principalmente às interferências nos processos de distribuição de sedimentos e de formação de meandros, planícies e terras alagadas. Em toda a Amazônia Andina, uma região de alta concentração de espécies raras e endêmicas, que são as mais afetadas pelos projetos, apenas um dos oito grandes rios regionais em 2018 ainda não havia sido interrompido por usinas. Essa alta proliferação de usinas na Bacia Amazônica foi identificada como uma das 15 principais ameaças ambientais do mundo, e os seus impactos têm sido sistematicamente subestimados pelas instâncias oficiais.[11] O mesmo problema de multiplicação de usinas afeta as bacias dos rios Congo e Mekong, que juntos com a Bacia Amazônica reúnem a maior biodiversidade aquática do mundo.[16]

Os programas oficiais de compensação ambiental em regra são pouco eficientes e a inundação muitas vezes provoca graves danos diretos e indiretos à biodiversidade regional.[7] Uma revisão da bibliografia sobre os impactos sobre a biodiversidade das usinas em nível mundial concluiu que eles são geralmente subestimados, em particular nas regiões tropicais. Devido à escassez de estudos específicos e pouca divulgação, os impactos reais tendem a ser minimizados. Ao mesmo tempo, essa carência de informação é um dos fatores que leva os legisladores e administradores a tomar decisões inadequadas e adotar estratégias de manejo ineficientes.[17] Porém, em todo o mundo são corriqueiras as denúncias de corrupção envolvendo políticos, legisladores, órgãos e agentes oficiais ao longo da construção de usinas, e representam um grande obstáculo para a abordagem transparente e efetiva dos problemas causados pelos projetos.[18][19][11]

Sociedade

Para as populações removidas ou afetadas negativamente de outras formas, a construção de uma grande barragem frequentemente significa desemprego, problemas de saúde, pobreza, marginalização, insegurança e perda de raízes e patrimônios culturais, além de desencadear impactos negativos na economia regional tradicional. Raramente essas populações recebem a devida compensação pelos seus prejuízos. Os programas de reassentamento geralmente são morosos e complicados e seus resultados são insatisfatórios para os afetados.[5] Povos indígenas e comunidades tradicionais são os mais prejudicados. Em todo o mundo, por causa da criação de reservatórios, de 40 a 80 milhões de pessoas já foram removidas de seus locais de habitação contra sua vontade nos últimos 60 anos, e a maioria delas jamais recuperou seu antigo nível de vida.[20]

A remoção forçada não é o único aspecto a considerar. Junto com as barragens vêm estradas, canais, linhas de transmissão da energia, projetos de irrigação e outros, que têm impactado negativamente milhões de outras pessoas, prejudicando seu acesso à água, a fontes de alimento e a outros recursos naturais. De 400 a 800 milhões de pessoas em todo o mundo já foram prejudicadas de alguma forma pelas múltiplas interferências nos sistemas hidrológicos causadas pelas barragens.[20] Frequentemente a construção de usinas envolve violações de direitos humanos e aumento nas desigualdades sociais,[21] e poucos são os casos de programas de construção realizados com transparência, sendo quase uma regra haver alguma ilegalidade envolvida. São frequentes as denúncias de propinas e corrupção, interferências indevidas nas agências fiscalizadoras, pressão política contra recomendações científicas e mudanças arbitrárias na legislação, para facilitar a execução dos projetos.[11]

As barragens também causam efeitos negativos muito distantes do seu local, especialmente pelas alterações no regime de vazão dos rios e pelas alterações na qualidade e temperatura da água a jusante, ameaçando a conservação de matas ciliares ao longo dos rios, modificando os ecossistemas aquáticos e interferindo em sistemas de irrigação e abastecimento de água. Bloqueando as inundações periódicas naturais, fica impedida a fertilização natural das terras contíguas aos leitos fluviais, e, por consequência, afeta a agricultura e a oferta alimentos de grandes regiões. Os danos ambientais do represamento muitas vezes podem ser vastos e imprevisíveis.[9]

A construção de pequenas usinas vem sendo incentivada e vem ganhando impulso, pois por algum tempo gera emprego e desenvolvimento local e é vista geralmente como de baixo impacto ambiental.[22] Em todo o mundo existem cerca de 83 mil plantas, e milhares de outras estão em projeto.[23] Contudo, o fato é que os efeitos globais das plantas pequenas são muito mal conhecidos, pois os estudos especializados são relativamente escassos neste tópico. Por isso, sua implantação em larga escala, sem um bom conhecimento sobre seus efeitos, tem o potencial de representar uma grande ameaça pelos impactos cumulativos.[24][25] Numerosos trabalhos têm surgido recentemente analisando casos específicos, questionando as alegadas vantagens das usinas de pequena escala e demonstrando a existência de efeitos negativos diversificados. Vários impactos são registrados já ao longo do processo de construção, como desmatamento, modificação na paisagem pela abertura de estradas e acessos, perturbação da rotina das comunidades afetadas pelo contínuo trânsito de materiais e equipamentos, levantamento de nuvens de poeira, produção de muito ruído, fumaça, lixo e resíduos, alteração da qualidade da água do rio, bloqueios temporários no fluxo, morte de muitos animais, possíveis contaminações da água e solo pelo derramamento acidental de óleos, combustíveis e outras substâncias tóxicas. Isso depende muito da competência das construtoras e sua adequação às normas legais, bem como da fiscalização oficial, e muitos desses problemas são temporários. A ocorrência desse tipo de problemas, naturalmente, se verifica também na construção de grandes usinas, em escala muito maior.[22]

Outros impactos de pequenas usinas são permanentes. Uma revisão da bibliografia indicou que os principais são relacionados à criação de obstáculos nas correntes, a modificações no volume de fluxo e no nível da água e a variações na disponibilidade de alimentos para as espécies aquáticas e as dependentes das aquáticas. Esses impactos se potencializam com a construção de várias plantas no mesmo rio, uma solução comum em áreas de montanha.[22] Uma análise de 116 pequenas usinas construídas na Suíça mostrou que elas produziram prejuízos significativos para o deslocamento de espécies migratórias e provocaram uma dramática redução na vazão das correntes durante a maior parte do ano, prejudicando a biodiversidade e a disponibilidade de água. Também foi apontado que elas prejudicaram a beleza cênica das paisagens. O benefício em termos de produção energética foi muito pequeno, atendendo a menos de 1% do consumo nacional.[23]

 

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Demolição do reservatório da Usina Veazie no rio Penobscot.

Outros exemplos são ilustrativos. Duas pequenas usinas construídas no rio Elwha nos Estados Unidos provocaram o desaparecimento de 99% da população dos salmões que reproduziam neste rio, levando o governo a decidir pela sua demolição e criação de um plano de repovoamento, a um custo de 350 milhões de dólares. Três usinas no rio Penobscot, que produziam juntas apenas 18 MW, também foram demolidas devido ao desaparecimento de espécies nativas.[23] Uma pesquisa sobre 16 usinas na bacia do rio Ter na Catalunha apontou declínio na biodiversidade, declínio na qualidade e quantidade dos habitats e níveis de água mais baixos.[24] Um estudo analisando os efeitos da construção de cinco usinas em um mesmo rio na China encontrou mudanças na velocidade e nível da água e impactos difusos em todas as 4656 espécies de invertebrados estudados, especialmente em termos de redução na abundância geral e nos predadores e filtradores em particular.[26] 40 usinas estudadas na Turquia revelaram a produção de significativa degradação ambiental, perda de matas ciliares, redução no fluxo de água, erosão e dificuldades para espécies migratórias. Grande parte das plantas não atendia aos requisitos de segurança ambiental e a recuperação de áreas degradadas no entorno foi em geral ineficiente.[27] Três estudos recentes conduzidos na Espanha, China e Noruega concluíram que as usinas pequenas produzem impactos negativos no ambiente proporcionalmente maiores que as grandes usinas para cada MW produzido.[23] Segundo David Kaplan, chefe de um grupo de pesquisa da Universidade da Flórida, as pequenas usinas podem causar um impacto proporcionalmente até dez vezes maior do que as grandes. Isso se agrava porque o licenciamento ambiental desses projetos em muitos países é pouco exigente ou é inexistente, e sua baixa produtividade energética impõe a grande multiplicação das plantas para suprir a demanda.[25]

Segundo um grande estudo elaborado sob os auspícios da Comissão Mundial de Represas em parceria com a União Internacional para a Conservação da Natureza e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, a construção de usinas tem um lado legítimo no aspecto humano, pela geração de energia e concomitante regularização dos fluxos fluviais, mas os impactos ambientais e sociais, especialmente no caso das grandes usinas, são geralmente altos e poucas vezes são levados em consideração adequada pelos promotores dos projetos. Ao mesmo tempo, impactos ambientais geram impactos adicionais para a sociedade, da mesma forma poucas vezes bem avaliados ou compensados.[28]

Economia

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Usina de Itaipu.

Também por muito tempo as hidrelétricas foram divulgadas pelos governos e companhias como fontes de energia barata, mas isso não corresponde bem aos fatos. Um relatório da Agência Internacional de Energia Renovável (AIER) em parte corrobora essa afirmação, dizendo que os custos da energia hidrelétrica de um modo geral tendem a ser mais baixos do que outras fontes de energia, mas advertiu que cada planta tem características únicas e há expressivas diferenças de caso para caso.[29] As grandes usinas, em particular, têm um custo real que em regra ultrapassa em muito as estimativas oficiais, geralmente levam muito mais tempo para construir do que o previsto, e segundo a Comissão Mundial de Represas, no melhor dos casos, as grandes represas são apenas marginalmente viáveis em termos econômicos.[30][11] Uma revisão da bibliografia publicada em 2014 indicou que em países emergentes o balanço é negativo, inclusive gerando inflação e alto endividamento público. Cerca de metade das usinas estudadas tiveram um custo tão alto a ponto de serem dadas como perdidas. A maioria nunca consegue recuperar o seu custo de construção, e muito menos elevar a qualidade de vida das populações locais. No Brasil, a construção de Itaipu prejudicou as finanças nacionais por três décadas, e a despeito da sua importância central no sistema energético do país, economicamente ela provavelmente nunca pagará seus custos de construção e manutenção.[19][31][11] A Usina de Belo Monte também é um caso de megaprojeto em que os custos no longo prazo provavelmente ultrapassarão os benefícios,[31] além de estar envolvida em uma grande controvérsia desde o início por uma série de irregularidades em sua construção, omissão de dados relevantes, violação de direitos humanos e prejuízos múltiplos causados à comunidade e ambiente.[18][32][33] Segundo os economistas James Robinson e Ragnar Torvik, a própria ineficiência desses grandes projetos é o que os torna politicamente sedutores, pois oferecem grandes oportunidades para desvios de verbas.[18]

No caso das pequenas usinas, em termos econômicos elas tendem a ser proporcionalmente menos vantajosas que as grandes plantas, embora seu custo absoluto seja menor. Alguns estudos indicam que sua energia custa cerca de 15% mais para ser gerada do que a das grandes usinas.[23] Um levantamento realizado pela AIER chegou a conclusões similares, mostrando que os custos instalados são maiores do que as grandes para cada KW produzido, numa relação de 1 050 a 7 650 dólares para cada KW nas grandes usinas, e de 1 300 a 8 000 dólares para cada KW nas pequenas. Os custos de operação e manutenção também podem ser proporcionalmente maiores: 2 a 2,5% dos custos instalados nas grandes e 1 a 4% nas pequenas.[29] Na mesma direção aponta um levantamento da Agência Internacional de Energia, indicando custos finais de geração de energia de 40 a 110 dólares por MW nas grandes usinas contra 45 a 120 dólares por MW nas pequenas. As microusinas têm custos relativos ainda maiores: 55 a 185 dólares para cada MW gerado.[34]

Ver também

Referências

  1.  O que são usinas hidrelétricas “a fio d’água” e quais os custos inerentes à sua construção?, acesso em 10 de maio de 2014.
  2.  [http://www.aneel.gov.br/audiencias-publicas?p_p_id=audienciaspublicasvisualizacao_WAR_AudienciasConsultasPortletportlet&p_p_lifecycle=2&p_p_state=normal&p_p_mode=view&p_p_cacheability=cacheLevelPage&p_p_col_id=column-2&p_p_col_count=1&_audienciaspublicasvisualizacao_WAR_AudienciasConsultasPortletportlet_documentoId=43726&_audienciaspublicasvisualizacao_WAR_AudienciasConsultasPortletportlet_tipoFaseReuniao=fase&_audienciaspublicasvisualizacao_WAR_AudienciasConsultasPortletportlet_jspPage=/html/audiencias-publicas-visualizacao/visualizar.jsp «PR�TON»]. www.aneel.gov.br. Consultado em 28 de agosto de 2019 replacement character character in |titulo= at position 3 (ajuda)
  3.  «RESOLUÇÃO NORMATIVA Nº 673, DE 4 DE AGOSTO DE 2015»(PDF). www2.aneel.gov.br. AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA – ANEEL. 4 de agosto de 2015. Consultado em 12 de dezembro de 2018
  4.  «Audiências Públicas – ANEEL»www.aneel.gov.br. Consultado em 28 de agosto de 2019
  5. ↑ Ir para:a b Cernea, Michael M. Hydropower Dams and Social Impacts: A Sociological Perspective. The World Bank. Environment Department Papers. Social Assessment Series, 1997
  6.  Fearnside, Philip M. “Environmental and Social Impacts of Hydroelectric Dams in Brazilian Amazonia: Implications for the Aluminum Industry”. In: World Development, 2016; 77:48-65
  7. ↑ Ir para:a b International Rivers. The World Commission on Dams Framework – A Brief Introduction
  8.  Santos, E. S.; Cunha, A. C.; Cunha, H. F. A. “Hydroelectric Power plant in the Amazon and Socioeconomic Impacts on Fishermen in Ferreira Gomes County – Amapá State”. In: Ambiente & Sociedade, 2017; 20 (4)
  9. ↑ Ir para:a b International Union for Conservation of Nature / United Nations Environment Programme / World Commission on Dams [McCartney, M. P.; Sullivan, C.; Acreman, M. C. (eds.)]. Ecosystem Impacts of Large Dams — Executive Summary. Background Paper Nr. 2, 2001, pp. v-vi
  10. ↑ Ir para:a b c Parshley, Lois. “The Costs and Benefits of Hydropower”Smithsonian Magazine, 05/2/2018
  11. ↑ Ir para:a b c d e f g Anderson, Elizabeth P. et al“Fragmentation of Andes-to-Amazon connectivity by hydropower dams”. In: Science Advances, 2018; 4 (10)
  12.  Faria, Felipe A M de et al“Estimating greenhouse gas emissions from future Amazonian hydroelectric reservoirs”. In: Environmental Research Letters, 2015; 10 (12)
  13.  Fearnside, Philip M. & Pueyo, Salvador. “Greenhouse-gas emissions from tropical dams”. In: Nature Climate Change, 2012, 2
  14.  Fearnside, Philip M. Brazil’s “Balbina Dam: Environment versus the legacy of the Pharaohs in Amazonia”. In: Environmental Management, 1989; 13 (4):401–423
  15.  Lourenço, Luana. “Usina de Balbina é dez vezes pior para efeito estufa que termelétrica, estima pesquisador”Agência Brasil, 02/11/2007
  16.  Winemille, K. O. et al“Balancing hydropower and biodiversity in the Amazon, Congo, and Mekong”. In: Science, 2016; 351 (6269):128-129
  17.  Branquinho, Amanda & Brito, Daniel. “Impact of dams on global biodiversity: A scientometric analysis”. In: Neotropical Biology and Conservation, 2016; 11 (2)
  18. ↑ Ir para:a b c Chayes, Sarah. “A Hidden Cost of Corruption: Environmental Devastation”Washington Post, 16/06/2017
  19. ↑ Ir para:a b Ansar, Atif et al“Should We Build More Large Dams? The Actual Costs of Hydropower Megaproject Development”. In: Energy Policy, 2014; 69:43-56
  20. ↑ Ir para:a b International Rivers. Human Impacts of Dams
  21.  Juss, Satvinder et al“The environmental and social impacts of dams”. Law Schools Global League – Human Rights and Infrastructure Projects Group — Common Paper. Istanbul, 2014
  22. ↑ Ir para:a b c Midzic-Kurtagic, Sanda et al. “Environmental impact assessment of small hydropower plants”. In: 24th International Conference on Efficiency, Cost, Optimization, Simulation and Environmental Impact of Energy Systems. Novi Sad, Serbia, 2011
  23. ↑ Ir para:a b c d e Opperman, Jeff. “The Unexpectedly Large Impacts Of Small Hydropower”Forbes, 10/08/2018
  24. ↑ Ir para:a b Benejam, Lluís et al“Ecological impacts of small hydropower plants on headwater stream fish: From individual to community effects”. In: Ecology of Freshwater Fish, 2016; 25 (2):295–306
  25. ↑ Ir para:a b Salisbury, Claire. “Small hydropower a big global issue overlooked by science and policy”Mongabay, 13/03/2018
  26.  Xiaocheng, Fu et al. “Impacts of small hydropower plants on macroinvertebrate communities”. In: Acta Ecologica Sinica, 2008; 28 (1):45-52
  27.  Başkaya, Ş.; Başkaya, E.; Sari, A. “The principal negative environmental impacts of small hydropower plants in Turkey”. In: African Journal of Agricultural Research; 2011; 6 (14):3284-3290
  28.  International Union for Conservation of Nature / United Nations Environment Programme / World Commission on Dams, op. cit., pp. 65-66
  29. ↑ Ir para:a b International Renewable Energy Agency. Hydropower. In: Renewable Energy Cost Analysis: Hydropower, Volume 1: Power Sector, Issue 3/5, 2012, p. i
  30.  International Rivers. Economic Impacts of Dams.
  31. ↑ Ir para:a b Flyvbjerg, Bent & Ansar, Atif. “Hydroelectric dams are doing more harm than good to emerging economies”The Guardian, 07/04/2014
  32.  Prates, Camila Dellagnese & Almeida, Jalcione. “Controvérsias tecnocientíficas no licenciamento da usina hidrelétrica de Belo Monte: a tecnociência sob a agência do Direito”. In: Gianezini, K. & Libardoni, J. P. (orgs.). Estudos contemporâneos em Ciências Jurídicas e Sociais, vol. III. Editora CRV, 2015, pp. 187-209
  33.  Sullivan, Zoe. “Brasil desprovido: a barragem de Belo Monte é devastadora para as culturas indígenas”Mongabay, 15/02/2017
  34.  IEA / ETSAP [Lako, Paul & Tosato, Giancarlo]. Hydropower. Technology Brief E06, 2010.

Usina termoelétrica

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

250px Yallourn w power station australia Crise Hídrica Riscos para a Economia

Usina nuclear em VictoriaAustrália

Usina termoelétrica ou termelétrica (português brasileiro) ou central termoelétrica (português europeu) é uma instalação industrial usada para geração de energia elétrica a partir da energia liberada por qualquer produto que possa gerar calor, como bagaço de diversos tipos de plantas, restos de madeira, óleo combustível, óleo diesel, gás natural, urânio enriquecido e carvão mineral.[1]

Assim como na energia hidrelétrica, em que um gerador, impulsionado pela água, gira, transformando a energia potencial em energia elétrica,[2] nas termelétricas a fonte de calor aquece uma caldeira com água, gerando vapor d’água em alta pressão, e o vapor move as pás da turbina do gerador.[1]

Brasil

A primeira usina termelétrica do Brasil foi inaugurada em 1883, em Campos dos Goytacazes, com a potência de 52 kW.[3] A maior usina termelétrica a carvão mineral do Brasil é o Complexo Termoelétrico Jorge Lacerda em Santa Catarina. Uma das maiores usinas termelétricas a gás natural do país é o Complexo Termelétrico Parnaíba, no Maranhão, com 1,4 GW de capacidade instalada.[4]

Ver também

Referências

  1. ↑ Ir para:a b Operador Nacional do Sistema ElétricoPerguntas e RespostasComo é produzida energia em termelétricas? [em linha]
  2.  Operador Nacional do Sistema ElétricoPerguntas e RespostasComo é produzida energia em hidrelétricas?
  3.  Portal BrasilLinha do Tempo1883Usina termelétrica [em linha]
  4.  «Complexo Parnaíba – Eneva»www.eneva.com.br. Consultado em 24 de junho de 2018.

Central nuclear

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

300px EPR OLK3 TVO fotomont 2 Vogelperspektive Crise Hídrica Riscos para a Economia

Central nuclear na Finlândia.

Central nuclear (português europeu) ou usina nuclear (português brasileiro) é uma instalação industrial empregada para produzir eletricidade a partir de energia nuclear. Caracteriza-se pelo uso de materiais radioativos que produzem calor como resultado de uma reação nuclear. As centrais nucleares usam esse calor para gerar vapor, que é usado para girar turbinas e produzir energia elétrica.[1]

As centrais nucleares apresentam um ou mais reatores, que são compartimentos impermeáveis à radiação, em cujo interior são colocadas barras de controle ou outras configurações geométricas de minerais com algum elemento radioativo (em geral o urânio). No processo de fissão nuclear, estabelece-se uma reação em cadeia que é sustentada e moderada mediante o uso de elementos auxiliares, dependendo do tipo de tecnologia empregada.

História

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Sala de controle de uma usina nuclear estado-unidense.

O estudo da radiação atômica, transformações atômicas e fissão nuclear foi desenvolvida com intuito militar principalmente de 1895 a 1945, grande parte dos últimos seis anos nesse período. De 1939 a 1945 a maior parte do desenvolvimento estava focado em desenvolver a bomba atômica. De 1945 para frente a atenção sobre a bomba atômica foi diminuída porém seu estudo continua forte principalmente nas áreas de energia limpa e propulsão naval controlada.[2] Energia elétrica foi gerada pela primeira vez por um reator nuclear em 3 de setembro de 1948 pelo Reator de Grafite X-10 em Oak Ridge, TennesseeEstados Unidos; acendendo uma lâmpada elétrica.[3][4][5] O segundo experimento e em escala maior ocorreu em 20 de dezembro de 1951 na estação experimental EBR-1 perto de Arco, Idaho, também nos EUA. Em 27 de junho de 1954, a Usina Nuclear de Obninsk se torna a primeira usina nuclear ligada a rede elétrica de algum país começando a operar na cidade soviética de Obninsk.[6] A primeira usina nuclear em escala comercial foi a Usina Nuclear de Calder Hall que abriu em 17 de outubro de 1956 em Sellafield no Reino Unido.[7] A primeira usina nuclear comercial devotada completamente a geração de energia elétrica (Calder Hall também era usada para a produção de plutônio para uso militar, diminuindo sua eficiência como usina ele´trica) foi a Usina Nuclear de Shippingport nos Estados Unidos, conectada a rede em 18 de dezembro de 1957.

O átomo

17px Magnifying glass 01.svg Crise Hídrica Riscos para a EconomiaVer artigo principal: Átomo

radiação ionizante foi descoberta por Wilhelm Röntgen em 1895, ao passar uma corrente elétrica por um tubo de vidro e produzir continuamente raios-X. Então em 1896 Henri Becquerel achou um minério contendo Urânio e Rádio que fazia placas fotográficas escurecerem. Ele foi então demonstrar que isso se dava a partir de radiação Beta e Alfa. Villard encontrou um terceiro tipo de radiação do minério, radiação Gama, muito parecida com raios-X. Em 1896 Pierre e Marie Curie deram o nome de “Radioatividade” para este fenômeno e em 1898 Samuel Prescott revelou que radiação matava bactérias na comida.[2]

Em 1902 Ernest Rutherford mostrou que a radioatividade com uma emissão espontânea de partículas alfa ou beta do núcleo criaria um elemento químico diferente. Ele continuou a desenvolver um entendimento mais completo sobre átomos e em 1919 ele atirou partículas alfa de um átomo de Rádio em um de nitrogênio e constatou que a reestruturação do núcleo estava ocorrendo e assim, a formação de um átomo de oxigênio. Niels Bohr foi outro cientista que ajudou a explicar o átomo, os elétrons e o modo que eles estavam arranjados ao redor do núcleo.[2]

Em 1911 Frederick Soddy descobriu que elementos radioativos ocorrentes na natureza tinham um diverso número de isótopos, com a mesma química.[2]

Em 1932 James Chadwick descobriu o nêutron. Também em 1932 Cockcroft e Walton produziram transformações nucleares ao bombardear átomos com prótons acelerados. Dois anos mais tarde Irène Curie e Frederick Joliot descobriram que algumas transformações deram origens a elementos artificiais, e no ano seguinte Enrico Fermi descobriu uma variedade muito maior de elementos artificiais que poderiam ser formados se fossem usados nêutrons em vez de prótons no bombardeamento.[2]

Fermi continuou seus experimentos, geralmente produzindo elementos mais pesados do que o alvo, porem ao bombardear urânio foi detectado elementos muito mais leves do que o esperado. No final de 1938 Otto Hahn e Fritz demonstraram que os elementos mais leves eram aproximadamente a metade da massa do urânio e que a fissão nuclear teria ocorrido.[2]

Lise Meitner e Otto Frisch trabalharam então com Niels Bohr e explicaram que o nêutron foi capturado pelo núcleo, causando severa vibração e assim o partindo em duas diferentes. Essa foi a primeira indicação que a famosa equação de Einstein “E=MC²“, publicada em 1905, estava correta.[2]

Usinas nucleares

Durante o desenvolvimento de armas nucleares muitas tecnologias foram desenvolvidas, dentre elas o estudo básico de como usar fissão para produzir eletricidade. O primeiro reator nuclear a produzir eletricidade foi um pequeno experimento, um reator fermentador, design e operação por parte da “argonne national laboratory” situada em Idaho, EUA. O reator foi ligado em dezembro de 1951.[2]

Em 1953 o presidente Eisenhower propôs o programa “atoms for peace” pelo qual se orientaram significativamente os esforços em gerar eletricidade baseando-se na fissão principalmente apartamento civil de energia americano. Os primeiros Reatores nucleares não tinham uma produção de energia tão grande, dificilmente passando dos 30 MW.[2]

Usinas atuais

Atualmente existem muitos tipos de usinas nucleares, porém as mais usadas são as PWR Reator de água pressurizada e as BWR.

PWR

17px Magnifying glass 01.svg Crise Hídrica Riscos para a EconomiaVer artigo principal: Reator de água pressurizada

As usinas nucleares de água pressurizada, também chamadas de PWR (pressurizad water reactors – “reator de água pressurizada”) mantêm água sobre pressão para que ela esquente mas não evapore.[8] Essa água em altíssima temperatura é então circulada por uma tubulação e então esquenta outro tanque de água. Esse segundo tanque garante que a água que entra de fora do sistema não entre em contato com a água no interior do reator, permanecendo assim limpa, pois a água de rios usadas para resfriar o reator não é usada nem nas turbinas, ele é somente usada para resfriar o vapor de água do segundo tanque após o mesmo já ter passado pelas turbinas.

BWR

17px Magnifying glass 01.svg Crise Hídrica Riscos para a EconomiaVer artigo principal: BWR

As usinas nucleares de água fervida, também chamadas de BWR (boiling water reactors – “reator de água fervente”) faz com que a água que tem contato com o reator passe pelas turbinas diretamente, e seja resfriada externamente igual a água da usina PWR, porém o risco de contaminação, ainda assim muito pequeno, é maior do que em usinas PWR. Elas são menos eficientes que suas contrapartes PWR.

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Reator de água pressurizada (PWR). Reator de água fervente (BWR).

Funcionamento

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Representação esquemática de uma reação em cadeia do Urânio-235.

O combustível

Combustível desse tipo de reator é composto por grânulos de urânio-235. O grânulo tem formato cilíndrico e não tem mais de 3 centímetros de comprimento e tem eficiência maior do que uma tonelada de carvão mineral. Esses grânulos são colocados em varas com aproximadamente 360 centímetros de comprimento, contendo mais de 200 deles.

O reator

17px Magnifying glass 01.svg Crise Hídrica Riscos para a EconomiaVer artigo principal: Reator nuclear
17px Magnifying glass 01.svg Crise Hídrica Riscos para a EconomiaVer também: Stellarator e Tokamak

O processo de geração de energia tem início quando os núcleos de urânio são partidos pelo processo de fissão. Quando o núcleo de urânio-235 é atingido por um nêutron, ele se torna U-236 que, quando é fissionado, ele se divide em dois outros núcleos mais leves como o par bário e criptônio, e libera 3 nêutrons. Esses 3 nêutrons, por sua vez, atingem outros átomos de U-235, repetindo o ciclo enquanto houver material fissionável no reator. A reação pode ser controlada de diversas formas, como por exemplo por meio de varas de controle, que são feitas para absorverem os nêutrons e diminuir a velocidade, ou até mesmo interromper totalmente a fissão dos átomos de U-235.

O pressurizador

O calor produzido no reator é transferido para o primeiro sistema de resfriamento, a água nesse sistema é aquecida até os 320 graus Celsius mas não evapora pois está sobre pressão.

O gerador

No caso das usinas PWR a água quente vinda do reator passa por muitos canos para aquecer a água de um segundo tanque. A água desse tanque não está sobre tanta pressão e evapora, passando por turbinas que ao serem giradas produzem grandes quantidades de eletricidade. O vapor de água do segundo tanque então passa por uma série de tubulações até ser resfriada pela água proveniente de fora do sistema, seja ela de rios, mares ou lagos. Não há contaminação da água vinda do ambiente pois essa não entra em contato com o reator e volta para o ambiente logo após ser usada para resfriar o vapor das turbinas.

Se a usina for do tipo BWR o segundo tanque não existe e a agua do reator é a mesma que passa pelas turbinas e a mesma que é resfriada pela agua do sistema externo. O risco de contaminação nesse reator é maior do que em reatores PWR, porém isso não é significativo o suficiente para que eles sejam considerados inseguros.[9][10]

Acidente nuclear

17px Magnifying glass 01.svg Crise Hídrica Riscos para a EconomiaVer artigo principal: Acidente nuclear

As instalações nucleares são construções com complexidade elevada e, por isso, têm um grau de segurança igualmente elevado. As reações nucleares, por suas características, são altamente perigosas se feitas sem um ambiente controlado, como o de uma usina moderna. Apesar de a chance ser pequena, existe a possibilidade, principalmente em caso de má operação do reator, de que a perda do controle durante o processo possa elevar a temperatura a um valor que levaria à fusão do reator, e/ou ao vazamento de radiações nocivas para o ambiente exterior, comprometendo a saúde dos seres vivos.[11]

Centrais nucleares

300px Angra dos Reis usinas nucleares Crise Hídrica Riscos para a Economia

Usina nuclear Angra 1 (ao fundo) e Angra 2 (à frente) no Rio de Janeiro, a energia nuclear responde por 4% da energia produzida no país.

No Brasil

Ver também

Referências

  1.  Uranium (nuclear), portal “Energy Kids”, para o público infanto-juvenil, no site da Energy Information Administration do governo dos Estados Unidos
  2. ↑ Ir para:a b c d e f g h i «History of Nuclear Energy». World Nuclear Association. Março de 2014. Consultado em 17 de março de 2015
  3.  «Graphite Reactor». 31 de outubro de 2013. Arquivado do originalem 2 de novembro de 2013
  4.  «Graphite Reactor Photo Gallery». 31 de outubro de 2013
  5.  «First Atomic Power Plant at X-10 Graphite Reactor». 31 de outubro de 2013
  6.  «Russia’s Nuclear Fuel Cycle»world-nuclear.org. Consultado em 1 de novembro de 2015
  7.  «Queen switches on nuclear power»BBC Online. 17 de outubro de 2008. Consultado em 1 de abril de 2012
  8.  COTTINGHAM, W.H.; GREENWOOD, D.A. (1986). An introduction to nuclear physics (em inglês). Cambridge: Cambridge University Press. p. 107. ISBN 0-521-31960-9
  9.  «Wikipédia em Ingles». Consultado em 3 de abril de 2015
  10.  «How Stuff Works Em Inglês». Consultado em 3 de abril de 2015
  11.  «Nuclear Power» (em inglês). Union of Concerned Scientists. Consultado em 27 de março de 2017

Ligações externas

Commons possui imagens e outros ficheiros sobre Central nuclear

Parque eólico

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Usina eólica)

300px Windpark Wind Farm Crise Hídrica Riscos para a Economia

Parque eólico na Baixa SaxôniaAlemanha.

300px Windpark Estinnes 20juli2010 kort voor voltooiing Crise Hídrica Riscos para a Economia

um primeiro mundo: 7,5 MW de turbinas eólicas Estinnes Bélgica, 20 de julho de 2010, um mês antes da conclusão, ver o rotor em duas partes.

300px 11 turbines E 126 7%2C5MW wind farm Estinnes Belgium Crise Hídrica Riscos para a Economia

7,5 MW de turbinas eólicas Estinnes Bélgica 10 de outubro de 2010, acabada

Um parque eólico ou usina eólica (brasileiro) é um espaço, terrestre ou marítimo, onde estão concentrados vários aerogeradores destinados a transformar energia eólica em energia elétrica.

Para a construção desses parques é necessário, dependendo do entendimento do órgão ambiental estadual, a realização de EIA/RIMA (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental) pois a sua má localização pode causar impactos negativos como a morte de aves e a poluição sonora, já que as hélices produzem um zumbido constante. Os fabricantes, no entanto, alegam que os modelos mais recentes não geram mais ruído que o próprio vento que faz girar as turbinas, por não usarem mais engrenagens no acoplamento entre a turbina e o gerador.

Parques eólicos em Portugal

17px Magnifying glass 01.svg Crise Hídrica Riscos para a EconomiaVer artigo principal: Energia eólica em Portugal

Em 1986,[1] foi construído o primeiro parque eólico do país, na ilha de Porto Santo, no arquipélago da Madeira.[2] Seguiram-se-lhe o Parque Eólico do Figueiral, na ilha de Santa Maria, nos Açores (1988)[3] e, em Portugal Continental, o Parque Eólico de Sines (1992).

Nos últimos anos este tipo de energia recebeu um grande impulso no país. No fim de 2006, Portugal era o nono produtor mundial de energia eólica em termos absolutos, e o quarto em termos relativos, tendo em conta a sua área e população. Segundo o relatório de 2006 do Global Wind Energy Council (GWEC), Portugal teve uma capacidade instalada de 1.716 megawatts (MW), o que representa 2,3% do mercado mundial.[4] Até setembro de 2007 a capacidade instalada cresceu para 2.054 megawatts e 750 megawatts em construção.[5]

A forte aposta de Portugal nas energias renováveis, como resposta à crise dos combustíveis fósseis, leva a que o sector eólico cubra já 8% das necessidades energéticas nacionais em 2007 com 2GW de potência, estimando-se que sejam atingidos os 15% em 2010.[6]

Parques eólicos no Brasil

17px Magnifying glass 01.svg Crise Hídrica Riscos para a EconomiaVer artigo principal: Energia eólica no Brasil

Em 2011, a potência instalada para geração eólica no país aumentou 53,7%. Segundo o Banco de Informações da Geração (BIG), da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o parque eólico nacional cresceu 498 MW, alcançando 1.426 MW ao final de 2011 (Balanço Energético Nacional 2012)[[1]] Isso representa aproximadamente 0,5% da matriz de energia elétrica brasileira.

Segundo o Boletim de Monitoramento do Sistema Elétrico editado pelo Ministério de Minas e Energia do Brasil (MME) (Mês da Janeiro de 2010), em 2010 entrarão em operação usinas eólicas que somarão mais 57 MW e serão implantados outros 673,3 MW.

O maior centro de geração de energia eólica do país atualmente é o Parque eólico de Osório, localizado no Rio Grande do Sul, com a capacidade de gerar até 150 MW. Mas um complexo de 14 parques eólicos na Bahia deve entrar em operação em julho de 2012 e será ainda maior, podendo produzir até 300 MW.[7] Há também um novo parque eólico sendo construído nos municípios de Paulino Neves e Barreirinhas – MA que tem por objetivo inicial produzir até 220,8 MW contudo com intenção de futuramente superar a quantidade produzida pelos parques eólicos Alto do Sertão I e II. Iniciado as obras em 2015 pela empresa Omega Energia, tem previsão de funcionamento para o 3º trimestre de 2017.

Em 2011, o governo brasileiro comprou 1,8 mil MW de energia eólica que deverá entrar em operação até julho de 2012. Isso significa que já em 2012 haverá 3,4 GW de parques eólicos em operação, ou 2,5% da capacidade instalada. O Brasil possui capacidade de ser o maior produtor de energia eólica do mundo devido possuir um litoral muito extenso com muito vento além do custo não ser alto e a manutenção não ser sempre necessária, entretanto o Brasil continua no mesmo lugar e investindo em suas hidroelétricas, tanto no Pará quanto no Paraná.

Além disso, o MME já anunciou que em agosto de 2010 serão realizados outros 2 leilões de energia onde serão comprados produtos de fonte eólica. Espera-se que a capacidade instalada de usinas eólicas no Brasil atinja pelo menos a marca de 5,3 GW até 2019 segundo o PDE – Plano Decenal de Expansão de Energia 2010-2019 da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Ver também

Notas e Referências

  1.  1988, cf. Boletim Informativo da Empresa de Electricidade da Madeira (EEM)
  2.  Portal das Energias Renováveis: Energia eólica – Projectos em Portugal (Madeira) Arquivado em 13 de outubro de 2007, no Wayback Machine., acessado em 19 de novembro de 2007
  3.  Parque Eólico do Figueiral (Santa Maria) Arquivado em 12 de junho de 2013, no Wayback Machine. in eeg.eda.pt. Consultado em 8 Jul 2011.
  4.  (em inglês) GWEC – Global Wind Energy Council
  5.  Instituto de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial: Parques eólicos em Portugal, acessado em 19 de novembro de 2007
  6.  «Portugal atingiu os 2000 MW de potência eólica». Consultado em 23 de setembro de 2007. Arquivado do original em 20 de setembro de 2007
  7.  Obras de 14 Parques de Energia Eólica Começam na Região de Guanambi

Ligações externas

Commons possui imagens e outros ficheiros sobre Parque eólico

Usina solar

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Usina solar (no Brasil) ou central solar (em Portugal) é uma estrutura capaz de transformar energia elétrica a partir da energia solar.

Existem dois tipos principais: usinas fotovoltaicas e heliotérmicas. Usinas fotovoltaicas geram energia com um conjunto de painéis fotovoltaicas via o chamado efeito fotoelétrico, transformando a radiação solar a corrente direita e usando inversores a corrente alternada. Por ser uma tecnologia mais madura oferecendo uma economia melhor e a grande maioria das usinas solares aplicam a tecnologia fotovoltaica.

Usinas heliotérmicas por sua vez concentram a radiação solar infravermelho capturado com espelhos e criam um processo térmico de vapor para mover turbinas e gerar energia elétrica. As duas configurações mais comuns são a calha parabólica e torre central. A configuração de torre central é composta de um conjunto de espelhos móveis espalhados por uma ampla área plana e desimpedida, que apontam todos para um mesmo ponto, situado no alto de uma torre. Neste ponto, canalizações de água são aquecidas pela incidência da luz solar refletida, produzindo vapor que move uma turbina a vapor e que aciona um gerador de energia elétrica.

A usina solar é uma forma de obtenção de energia ecológica, pois capta a luz do Sol e a transforma em energia, sem causar danos ao meio ambiente, apesar de exigir que o local de sua instalação seja aplainado e liberado de obstáculos. Geralmente suas instalações se situam em regiões ensolaradas, de pouca nebulosidade. Por vezes se situam em clima seco, onde não existe volume de água suficiente, para manter em funcionamento uma hidrelétrica convencional.

 

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Usina heliotérmica PS10, na Espanha.

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Usina fotovoltaica.

Porém esta usina não funciona a noite, e ao nascer do Sol e no poente, sua eficiência cai drasticamente. Sua utilização ainda é apenas relegada a um segundo plano, apenas fornecendo energia elétrica suplementar a redes de distribuição.

O armazenamento de energia elétrica produzida durante o dia em baterias é ainda relativamente pouco eficiente e faz o uso de grande quantidade de baterias e estas possuem vida limitada e devem ser recicladas para evitar a contaminação do meio ambiente.

Uma outra forma de se obter energia eléctrica a partir da luz solar é por meio de painéis recobertos com células fotoelétricas (ver: painel solar fotovoltaico). Porém de pouca eficiência, já que a energia elétrica produzida não chega a valores expressivos.

Existem 3 planos teóricos de captar a energia do Sol diretamente do espaço e envia-la à Terra através de satélites solares, porém de alto custo e atualmente é economicamente inviável.

nordeste brasileiro por ser uma região ensolarada, próxima do equador, apresenta condições mais propícias para receber centrais solares. Nessa região, se localizam as maiores usinas solares da América Latina: o Complexo Solar Lapa (158 MW), o Parque Solar Ituverava (254 MW) e o Parque Solar Nova Olinda (292 MW).

Condomínios solares são usinas solares compartilhadas, geralmente fotovoltaicas, compostas de vários lotes solares no sistema de compensação da ANEEL. A resolução normativa 687/15 da ANEEL regulamenta a geração distribuída de energia elétrica no Brasil e permite a geração compartilhada e a auto-produção remoto via modalidade de condomínio solar.[1]Areia do deserto poderia ser utilizada em instalações de energia solar concentrada para armazenar energia térmica até 1000 ° C. O projeto de pesquisa chamado ‘Sandstock’ tem procurado desenvolver um sistema receptor e para armazenamento de energia solar alimentado por gravidade, de baixo custo sustentável, e usando partículas de areia como coletores de calor, transferência de calor e meios de armazenamento de energia térmica.[2].

De todos os países europeus, Portugal é o país com mais horas de sol anuais, logo tem excelentes condições para utilizar esta energia renovável. Também em Portugal que se localizam as duas maiores usinas/centrais solares do mundo.

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