Atividade Econômica

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Atividade Econômica

Previsão de indicadores de atividade e preço com modelo algorítmico

Por Ajax Moreira, Leonardo Carvalho e Izabel Nolau

O modelo algorítmico prevê o valor de uma variável dado um conjunto de explicativas, identificando padrões na relação entre o alvo e as explicativas sem supor formas funcionais para esse padrão, além de sempre manter o valor previsto fora da amostra de estimação. Nesta abordagem, são estimados múltiplos algoritmos que determinam padrões segundo diferentes critérios, e o algoritmo que maximiza a exatidão da previsão – minimizando um critério de perda – é o escolhido. A qualidade do resultado depende da variedade dos algoritmos testados e do conjunto de explicativas.

Nesta nota, propõe-se a introdução de um procedimento de pré-seleção de explicativas como um elemento adicional na escolha do previsor. Além disso, apresenta-se uma metodologia para obter, de forma não paramétrica, realizações da previsão, e, assim, calcular o intervalo de confiança da previsão e das estatísticas derivadas.

A abordagem dos modelos algorítmicos com as duas extensões, pré-seleção e incerteza da previsão foi utilizada para prever: i) o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e cinco dos seus componentes; ii) o produto interno bruto (PIB) medido com o monitor do PIB construído na Fundação Getúlio Vargas (FGV) e dez de seus componentes; e iii) o produto dos setores da indústria, comércio e serviços e seus respectivos segmentos.

Os resultados são heterogêneos: o previsor dos componentes do PIB e do produto da indústria geral e do comércio e seus segmentos apresentam um desempenho satisfatório para previsões de até seis meses à frente. O previsor do IPCA e do produto e dos serviços tem desempenho insatisfatório para previsões para horizonte superior a dois meses. No caso do produto de comércio e serviços, a variável-alvo possui uma amostra muito curta, o que limita o funcionamento desta abordagem.

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Recuperação econômica e fechamento gradual do hiatoUm exercício de consistência de médio e longo prazos

Por José Ronaldo de C. Souza Júnior e Fabio Giambiagi

Texto para discussão do Ipea analisa qual pode ser a trajetória da economia brasileira ao longo da década de 2020, particularmente na transição entre o período atual, de ociosidade da economia, e um período em que o aumento da capacidade de oferta pode voltar a ser determinante para o crescimento. Partindo do contexto criado pela recessão de 2020 causada pela pandemia do coronavírus – que resultou na ampliação do hiato do PIB – e de uma discussão acerca das limitações que condicionarão o desempenho futuro da economia, apresenta-se o cenário traçado, explicando a sua lógica, os determinantes e as premissas adotadas. Isto posto, explicamos por que o padrão de recuperação do PIB potencial esperado para os próximos anos difere do verificado em ocasiões anteriores. Os números apresentados sugerem que o Brasil terá uma expansão modesta do PIB potencial no início da projeção, mas o crescimento da variável poderá se firmar progressivamente, com o aumento gradual da taxa de investimento e do crescimento da produtividade. Não obstante o baixo crescimento inicial do PIB potencial, o grau de ociosidade existente permitiria um crescimento médio do PIB da ordem de 2,5% ao ano (a.a.) entre o ano-base de 2021 e o final da década – considerado o cenário proposto no artigo. Nesse cenário, o país chegaria ao final da década com uma taxa de investimento de mais de 22% do PIB. Assim, se o país conseguir enfrentar o desafio fiscal e implementar reformas que melhorem a produtividade, as perspectivas para a década serão bastante promissoras, depois da década extremamente negativa de 2010-2020.

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Desempenho do PIB no segundo trimestre de 2021

Por Leonardo M. de Carvalho e José Ronaldo de C. Souza Júnior

O PIB recuou 0,1% no segundo trimestre de 2021, na comparação com o trimestre anterior com ajuste sazonal, e teve alta de 12,4% na comparação interanual – de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os resultados vieram em linha com as previsões divulgadas em agosto deste ano na Nota de Conjuntura no 19, que eram de altas de 12,6% na comparação internual e de 0,2% na margem. O resultado do segundo trimestre manteve o carry-over para 2021 em 4,9% – caso permaneça estagnado nos próximos trimestres de 2021, o PIB fecharia o ano com alta de 4,9%.

O produto interno bruto (PIB) recuou 0,1% no segundo trimestre de 2021, na comparação com o trimestre anterior com ajuste sazonal, e teve alta de 12,6% na comparação interanual – de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado interanual veio em linha com a previsão divulgada em agosto deste ano na , que era de alta de 12,6%. O resultado do segundo trimestre manteve o carry-over para 2021 em 4,9% – caso permaneça estagnado nos próximos trimestres
de 2021, o PIB fecharia o ano com alta de 4,9%.

Em relação à ótica da produção, setores como construção, comércio e outras atividades de serviços foram alguns dos destaques positivos. A possível continuidade do crescimento desses setores pode ter impacto significativo sobre a geração de empregos no segundo semestre. A indústria de transformação, em contrapartida, foi e continua sendo impactada negativamente pela escassez de insumos e pelo forte aumento dos custos de transporte internacional (devido à taxa de câmbio e à falta de contêineres) e nacional (devido ao preço dos combustíveis) e de energia elétrica. Com relação às nossas previsões, revisadas em agosto último, a principal surpresa negativa ficou por conta da agropecuária, que, por conta de fatores climáticos – regime de chuvas e geadas –, registrou produção aquém do esperado de grãos importantes no PIB, como milho, e da cana-de-açúcar.

Pela ótica da despesa, o crescimento do consumo das famílias manteve-se estável depois de crescer apenas 0,1% no primeiro trimestre – na comparação com o trimestre anterior ajustada sazonalmente. A formação bruta de capital fixo (FBCF), por sua vez, registrou recuo no segundo trimestre. Embora a demanda na construção civil tenha apresentado bom desempenho no período, o consumo aparente de máquinas e equipamentos foi afetado negativamente pela queda nas importações, explicadas, em parte, ainda pelo efeito das importações “fictas” de plataformas de petróleo de plataformas de petróleo – que elevaram a base de comparação.

 

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Indicador Ipea de FBCF – junho e segundo trimestre de 2021

Por Leonardo M. de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta um recuo de 0,1% na comparação entre junho e maio de 2021, na série com ajuste sazonal. Com isso, o segundo trimestre fechou com uma queda de 3,6% – resultado já ajustado de acordo com as Contas Nacionais Trimestrais, do IBGE. Nas comparações com os mesmos períodos de 2020, enquanto junho registrou uma expansão de 28,3%, o segundo trimestre cresceu 32,9%. Os resultados voltaram a ser afetados, em parte, pelos efeitos das operações envolvendo importações de plataformas de petróleo associadas ao regime aduaneiro Repetro, que elevaram a base de comparação nos primeiros três meses do ano.

Na comparação com o ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos – que corresponde à produção nacional destinada ao mercado interno acrescida às importações – apresentou um recuo de 9,9% em junho, encerrando o segundo trimestre com uma queda de 27%. De acordo com os seus componentes, enquanto a produção nacional de máquinas e equipamentos recuou 10,2% em junho, a importação caiu 7% no mesmo período. Com isso, as importações caíram 65,9% no segundo trimestre, afetadas pela alta base de comparação
no primeiro trimestre do ano, quando o impacto das importações de plataformas de petróleo associadas às mudanças no regime aduaneiro Repetro ainda foi bastante significativo. Já a produção nacional encerrou o segundo trimestre com alta de 3,4%. No acumulado em doze meses, a demanda interna por máquinas e equipamentos registrou um aumento de 19,4%.

Os investimentos em construção civil, por sua vez, avançaram 5,3% na série dessazonalizada. Com esse resultado, que representou a quarta alta consecutiva na margem, o segmento registrou um crescimento de 11,2% no segundo trimestre

 

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Atividade econômica: dados recentes e previsões para 2021 e 2022

Por Leonardo M. de Carvalho e José Ronaldo de C. Souza Jr.

A análise recente dos indicadores de atividade econômica corrobora, em grande medida, as expectativas da Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Ipea em relação aos cenários de curto e médio prazo para a economia brasileira – discutidos em junho deste ano na visão geral da Carta de Conjuntura no 51. Conforme prevíamos, apesar da melhora no ambiente macroeconômico, refletida no aumento generalizado dos indicadores de confiança nos últimos meses, o produto interno bruto (PIB) deverá apresentar um resultado próximo à estabilidade no segundo trimestre, quando comparado aos primeiros três meses do ano. Enquanto os resultados do Monitor do PIB, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), indicam uma contração de 0,3% na margem do PIB no segundo trimestre, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) estima crescimento de 0,1% da atividade econômica no mesmo período. De um lado, os efeitos do recrudescimento da pandemia de Covid-19 sobre o nível de atividade no início de 2021 se mostraram menos intensos do que no início da crise sanitária – como discutido na Carta de Conjuntura no 51. De outro lado, a indústria de transformação continuou enfrentando escassez de matéria-prima, o que restringiu a oferta em alguns segmentos. Além disso, o ritmo de recuperação ainda modesto observado nos indicadores de mercado de trabalho, juntamente com a aceleração da inflação, constituiu dificuldades para um crescimento mais robusto da demanda interna.

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Esta nota analisa indicadores desagregados de indústria, comércio e serviços e mostra que os indicadores dos dois primeiros setores vieram, até agora, em linha com o nosso cenário detalhado na visão geral (de junho), ao passo que os serviços têm apresentado desempenho um pouco melhor que o previsto anteriormente. Essa melhora dos serviços tende a ser compensada pela menor expectativa de crescimento do valor adicionado do setor da agropecuária, conforme ressaltado na Nota de Conjuntura no 18. Diante desse cenário, nossas previsões de crescimento para 2021 (4,8%) e 2022 (2%) permanecem inalteradas. Cabe destacar, contudo, vários fatores de risco para esse cenário; em particular, a atual crise hídrica e a recente piora no quadro de contágio da Covid-19 em função da variante delta, no país e no mundo.

Projeção do valor adicionado do setor agropecuário para 2021 e 2022

Por Pedro M. Garcia, Fabio Servo e José Ronaldo de C. Souza Jr.

A Dimac do Ipea, com base nas projeções para 2021 do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do IBGE, e em projeções próprias para a pecuária, a partir dos dados da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, da Produção de Ovos de Galinha e Leite, revisou a estimativa de crescimento do valor adicionado (VA) do setor agropecuário de 2021 de 2,6% (como divulgado na Nota no 30 da Carta de Conjuntura no 51) para 1,7%. Os principais motivos para esse ajuste nas projeções são a redução nas estimativas de produtividade e produção de culturas importantes – como a do milho – e um cenário pior para a produção de bovinos – em função de surpresas negativas nos dados mais recentes.

Para 2022, baseada nos prognósticos iniciais da Conab para alguns segmentos da produção vegetal e em projeções próprias para a produção animal, a Dimac prevê um crescimento de 3,3% para o VA do setor agropecuário. Os principais fatores determinantes dessa perspectiva positiva para o ano que vem são as expectativas de crescimento em culturas importantes como soja e milho e de recuperação para a produção de bovinos, após dois anos consecutivos de queda na produção.

Indicador IPEA de FBCF – Maio de 2021Com bom desempenho em máquinas e equipamentos, investimentos avançam 1,6% em maio

Por Leonardo Mello de Carvalho

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta um crescimento de 1,6% na comparação entre maio e abril de 2021, na série com ajuste sazonal. Com isso, o trimestre móvel encerrado em maio registrou queda de 19,2%. Já nas comparações com os mesmos períodos de 2020, enquanto maio registrou uma expansão de 0,5%, o trimestre móvel apresentou alta de 20%. O resultado de maio devolve apenas uma pequena parte da forte queda verificada em abril, explicada pelos efeitos das operações envolvendo importações fictas de plataformas de petróleo associadas ao Repetro. No acumulado em doze meses, os investimentos apresentaram crescimento de 7,2%, contra 6,9% no período anterior.

Tabela

Gráfico 1

Visão Geral da Conjuntura

Por José Ronaldo de C. Souza Júnior, Marco A. F. H. Cavalcanti, Paulo Mansur Levy, Leonardo Mello de Carvalho, Estêvão Kopschitz X. Bastos e Francisco E. de Luna A. Santos

A economia brasileira vem registrando recuperação significativa desde o terceiro trimestre do ano passado. A piora das condições sanitárias no final de 2020, e a consequente adoção de novas medidas restritivas em março e abril deste ano, impactaram negativamente a atividade econômica em magnitude significativamente menor que se temia inicialmente. A queda na mobilidade de trabalhadores e consumidores foi menos intensa e persistente do que no início da pandemia, e a economia parece ter aprendido a produzir e vender mesmo com menor grau de mobilidade. Ainda assim, é certo que a pandemia continua a representar um obstáculo à retomada mais forte da atividade econômica. No segundo semestre deste ano, com o avanço da vacinação, diante do ambiente externo favorável e da redução das incertezas fiscais no curto prazo, espera-se crescimento mais sustentado da atividade econômica. Na média do ano, o crescimento projetado é de 4,8%, e para 2022, de 2,0%.

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Nas últimas semanas, o cenário de inflação no país veio se modificando, refletindo nova conjunção de fatores internos e externos, cujo impacto sobre o IPCA é de alta, em 2021, maior que a prevista anteriormente. De abril para maio, a taxa de inflação acumulada em doze meses saltou de 6,8% para 8,1%, pressionada pela aceleração, acima das expectativas, dos preços monitorados e dos bens industriais. O surgimento de novos elementos no cenário econômico alterou o balanço de riscos para a inflação, de forma que a projeção para o IPCA, em 2021, feita pelo Grupo de Conjuntura do Ipea – divulgada na Nota de Conjuntura no 17 – avançou de 5,3% para 5,9%. Ainda que ocorra melhora no cenário de câmbio, a continuada aceleração dos preços das commodities no mercado internacional vem mantendo os índices de preços ao produtor pressionados, possibilitando altas adicionais nos preços dos bens de consumo industriais no varejo e levando ao aumento na projeção de inflação deste subgrupo de 4,3% para 4,8%, em 2021. A estimativa para a alta dos preços monitorados também foi revista para cima, passando de 8,4% para 9,7%, sobretudo pela piora no comportamento da energia elétrica. Ainda que em menor intensidade, a expectativa da inflação dos serviços livres (exceto educação) também foi majorada – de 4,0% para 4,2% –, motivada por uma melhora do nível de atividade e pelo avanço da vacinação, que devem gerar incremento de demanda para esse setor. Já para os alimentos e para a educação, as projeções divulgadas anteriormente foram mantidas.

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Indicadores mensais de indústria, comércio e serviços

Por Leonardo M. de Carvalho e José Ronaldo de C. Souza Jr.

Os efeitos da segunda onda da Covid-19 sobre o nível de atividade se mostraram menos intensos e com menor duração em comparação com o período inicial da pandemia, no primeiro semestre do ano passado. Parte disso pode ser atribuída a uma melhor adaptação da economia para lidar com as restrições impostas pela redução de mobilidade. Essa adaptação tem sido importante particularmente para o setor de serviços, em que alguns segmentos, cujas atividades são mais dependentes de interação presencial, ainda se encontram em níveis bastante inferiores aos observados no período pré-pandemia. Sua recuperação ao longo do ano deverá ser um importante driver para o crescimento da demanda doméstica. Para maio, a Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Ipea estima que a receita de serviços tenha crescido 1,3% na série sem efeitos sazonais. Com isso, o carry-over para o segundo trimestre ficaria em 0,8%.

Apesar deste cenário mais benigno, a lenta recuperação do mercado de trabalho, principalmente em relação aos trabalhadores de baixa qualificação,1 tem afetado negativamente o consumo de bens e serviços pelas famílias, especialmente nas faixas de renda mais baixas, em que o impacto da aceleração inflacionária tem sido mais severo. Nesse contexto, também caracterizado pelo início de um ciclo de normalização das taxas de juros, o governo decidiu retomar alguns programas que haviam sido encerrados, como o auxílio emergencial e o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, ambos com início em abril. Um dos possíveis impactos de curto prazo dessa política de transferência de renda é o aumento das vendas do comércio, que, de acordo com a nossa projeção, deve ter uma alta de 3,9% na margem em maio, com crescimento interanual de 25,8%.

O setor manufatureiro segue num processo de ajustamento dos níveis de estoque, que encerraram o ano passado em patamar bastante inferior ao considerado ideal pelos empresários. Esse fator tem sido importante para compensar a falta de estímulos mais significativos da demanda interna, tendo contribuído positivamente para o resultado do PIB no primeiro trimestre. Alguns segmentos com peso relevante na cadeira produtiva, no entanto, ainda apresentam níveis abaixo do planejado. Na esteira desse processo de recomposição dos estoques e mesmo da demanda, a Dimac estima que a produção industrial de maio tenha avançado 1,4% na série sem efeitos sazonais. Ainda assim, o carry-over para o segundo trimestre ficaria em -2,4%.

Atividade econômica

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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Dracma grega de Egina. Anverso: Tartaruga terrestre / Verso: Inscrição grega ΑΙΓ (INA) e um golfinho. A moeda da tartaruga é a mais velha já descoberta, data de 700 a.C.

atividade econômica (português brasileiro) ou atividade económica (português europeu) gera riqueza mediante a extração, transformação e distribuição de recursos naturais, bens e serviços, tendo como finalidade a satisfação de necessidades humanas, como educação, alimentação, segurança, entre outros.

A composição de uma dada economia é inseparável da evolução tecnológica, da história da civilização e da organização social, assim como da geografia e da ecologia do planeta Terra, e.g. eco-regiões que representam diferentes oportunidades de extração de recursos e de agricultura, entre outros fatores. A economia se refere também à medida de como um país ou região está progredindo em termos de produção.

Origem e Etimologia

A palavra “economia” pode ser traçada de volta à palavra grega οικονομία, “aquele que administra um lar”, derivada de οικος, “casa”, e νέμω, “distribuir (especialmente administrar)”. De οικονόμος derivou-se οικονομία, que tinha não apenas o sentido de “administração de um lar ou família” mas também de “frugalidade“, “direção”, “administração”, “acordo”, e “renda pública de um Estado”. O primeiro registro do significado da palavra “economia”, encontrado em um trabalho possivelmente composto em 1440, é “a gestão de assuntos econômicos”, nesse caso, de um mosteiro. ‘Economia’ é também registrada com outras acepções compartilhadas com οικονομία em grego, inclusive “frugalidade” e “administração”. O uso atual mais frequente, “o sistema econômico de um país ou área”, não parece ter se desenvolvido até o séc. XIX ou XX.

Setores econômicos

17px Magnifying glass 01.svg Atividade EconômicaVer artigo principal: Setor econômico

A economia inclui diversos setores, que se desenvolveram em fases sucessivasː

Nas economias modernas há três setores principais de atividade econômica:

  • Setor primário: Compreende a extração e produção de materiais crus, como milho, carvão, madeira e ferro; (Um mineiro e um pescador seriam trabalhadores do setor primário.)
  • Setor secundário: Compreende a transformação de materiais crus ou em grau de processamento intermediário em bens de produção ou de consumo, por exemplo, aço em carros, ou tecidos em roupas; (Um pedreiro e uma estilista seriam trabalhadores do setor secundário.)
  • Setor terciário: Compreende o fornecimento de serviços para as empresas e para os consumidores, como creches, cinemas e casas lotéricas. (Um vendedor de shopping e um contador seriam trabalhadores do setor terciário.)

No entanto essa não é a única forma de se classificar uma economia em setores. Também pode-se usar a uma divisão mais social ou jurídica como aquela que distingue o setor público do privado, ou ainda uma classificação mais moderno entre “primeiro setor”, o governo; “segundo setor“, empresas que visam o lucro; e o “Terceiro Setor, as chamadas organizações não-governamentais.

Mais detalhes sobre as várias fases de desenvolvimento econômico se seguem. Como esse processo estava longe de ser homogêneo geograficamente, a proporção entre esses setores varia muito entre as regiões do mundo, podendo ser uma forma para se examinar a desigualdade econômica.

História

Se considerarmos a História da Economia colocando em perspectiva o aumento da complexidade e eficiência da atividade econômica, os seguintes marcos cronológicos em geral serão destacados:

Atividade Econômica Familiar

Nas famílias primitivas se observaram atividades econômicas rudimentares: caça, pesca e agricultura. Os chefes da família cuidavam do planejamento e da distribuição e todos consumiam o que era produzido. Em sociedades mais complexas como a do Império Romano, se observou nas famílias as primeiras manifestações da divisão do trabalho [1].

Atividade Econômica Urbana

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A feira livre é o local tradicional onde se encontram pequenos produtores, comerciantes e compradores em busca de produtos de consumo, conseguidos atualmente através de trocas por moedas e pagamento de custos e lucros para financiamento e continuidade das atividades econômicas

Nas cidades surgiram os primeiros mercados e a moeda para facilitação das trocas de mercadorias, a solução natural para a falta ou excesso de produção. Também o intercâmbio e os contatos com outros lugares provocados pelas guerras, que em tempos de paz era dificultado pela carência de transportes, ajudaram nas atividades precursoras do comércio. Cidades prósperas e poderosas se formaram com o surgimento das civilizações da MesopotâmiaFeníciaJudeiaGrécia e Roma por volta do ano 3 000 A.C. e possibilitaram intenso comércio e as fundações dos primeiros bancos.[1]

Atividade Econômica Feudal

Com o colapso do Império Romano Ocidental, houve a reorganização da sociedade europeia em feudos, quando parcelas da população se viram sob a proteção e influência dos senhores feudais, nobres que detinham o poder político e econômico sobre os vassalos. Os tributospedágios e alfândegas e a intensa atividade artesanal, além da falta de interesse no desenvolvimento dos transportes e comunicação através de melhorias da eficiência e segurança em estradas ou da navegação, se tornaram características predominantes da atividade econômica desse período.[1]

Atividade Econômica Inter-regional

As cidades voltaram a se desenvolver do século XII ao século XV. Os antigos vassalos começara a migrar para os grandes centros urbanos europeus em busca de melhores condições de segurança, alimentação e habitação. Com o aumento da população, surgem as feiras e mercados. Atividades como a pesca, extração mineral, metalurgia, indústria de alimentos, vestuários, construção e armamentos eram lucrativas e conseguiram manter economicamente bem um grande número de pessoas. Nessa época, os interesses dos nobres pelas especiarias, madeiras, metais e pedras existentes em territórios recém-descobertos com as grandes navegações, motivaram um expressivo aumento no número de investimentos e aventureiros. Surgiu a Imprensa, que causaria grandes facilidades para a divulgação de conhecimento inclusive industrial e tecnológico. Os primeiros monopólios dos governos surgiriam na fabricação de objetos de luxo e armamentos.[1]

Revolução Industrial

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As chaminés industriais se tornaram comuns nos centros urbanos a partir do século XIX e características marcantes da realização de atividades fabris químicas, a vapor e nucleares

Nos séculos XVIII e XIX se observa um grande surto inovador da atividade econômica das principais sociedades. Surgem a máquina a vapor e mais tarde a energia elétrica, o telégrafo, o rádio, o automóvel e a locomotiva. A organização empresarial substituiu o antigo feudo[1] e o liberalismo burguês se impõe como opção de governo ao antigo poder absolutista dos monarcas.

Revolução tecnológica

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Vista da Bolsa de Valores de New York, local de encontro dos grandes negociadores econômicos internacionais

No século XX, depois da conturbada primeira metade que viu a eclosão de duas guerras mundiais devastadoras, houve um novo surto de inovação na Economia. Tecnologias surgidas e desenvolvidas ainda na época da guerra, nos campos da energia, transportes, comunicação e armamentos tais como a do avião a hélice e depois a jato, o radar e a energia atômica, se tornaram apenas o limiar de outras igualmente ou ainda mais poderosas tais como as dos computadores, espacial e transístores. A Economia se tornou globalizada e as principais empresas passaram a ser gigantescas multinacionais e transnacionais. A Internet apareceu e se popularizou nas últimas duas décadas do século, oferecendo novas oportunidades de grandes lucros e investimentos no setor de serviços. Cada uma das grandes inovações no período de pós-guerra e início do século XXI levaram a criação de novos mercados e atividades com oportunidades de empregos mas também causaram a formação de muitas bolhas especulativas e mudanças radicais nas sociedades, o que desequilibrou o sistema político e econômico mundial com sucessivos períodos de crises e prosperidades.

Medições econômicas

Existem muitas maneiras de se medir a atividade econômica de uma nação, inclusive:

Algumas ferramentas historicamente inovadoras da atividade econômica

Inovação tecnológica

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Evolução Tecnológica)

Inovação tecnológica é um termo aplicável a inovações de processos e de produtos.[1] De modo geral, é toda novidade implantada pelo o setor produtivo, por meio de pesquisa ou investimentos, o que aumenta a eficiência do processo produtivo ou que implica um novo, ou aprimorado produto, de acordo com o Manual de Oslo, elaborado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)[carece de fontes].

Tipos

1. Inovação Tecnológica de Produto

(Fonte: https://web.archive.org/web/20130601222946/http://mc.gov.br/acoes-e-programas/inovacao-tecnologica)

Inovação de Produtos tecnologicamente novos, são produtos as características tecnológicas ou usos pretendidos diferem daqueles dos produtos produzidos anteriormente. Tais inovações podem envolver tecnologias radicalmente novas e podem basear-se na combinação de tecnologias existentes em novos usos, ou podem ser derivadas do uso de novo conhecimento.

Inovação de Produtos tecnologicamente aprimorados, são produtos existentes cujos desempenhos tenham sido significativamente aprimorados ou elevados. Um produto simples pode ser aprimorado (em termos de melhor desempenho ou menor custo) através de componentes ou materiais de desempenho melhor, ou um produto complexo que consista em vários subsistemas técnicos integrados pode ser aprimorado através de modificações parciais em um dos subsistemas.

2. Inovação Tecnológica de Processo

(Fonte: https://web.archive.org/web/20130601222946/http://mc.gov.br/acoes-e-programas/inovacao-tecnologica)

Inovação tecnológica de processo é a adoção de métodos de produção novos ou significativamente melhorados, incluindo métodos de entrega dos produtos. Tais métodos podem envolver mudanças no equipamento ou na organização da produção ou uma combinação dessas mudanças, e podem derivar do uso de novo conhecimento. Os métodos podem ter por objetivo produzir ou entregar produtos tecnologicamente novos ou aprimorados, que não possam ser produzidos ou entregues com os métodos convencionais de produção, ou pretender aumentar a produção ou eficiência na entrega de produtos existentes.[2]

Teorias da Inovação

Em sua obra A extinção dos TecnossaurosNicola Nosengo oferece uma visita guiada com o intuito de aproveitar os fracassos, que são momentos de crise de um sistema, para evidenciar os lugares-comuns nos quais se baseia nossa percepção da inovação tecnológica configurando a tecnologia como um fator natural que deve ser explicado por uma ciência humana. A técnica de inovação só é levada a sério pelos humanistas e explorada pelas ciências sociais quando ocorre o surgimento dos meios eletrônicos e sistemas relacionados à informática. Várias metáforas foram exploradas pelos estudiosos para tentar pensar o processo da tecnologia, após ignorá-la como ciência durante dois mil anos.[3]

Metáfora da Caixa-Preta

Enquanto economistas como Lionel Robbins excluíam a técnica da mudança tecnológica de seus campos, o teórico Joseph Schumpeter estudou os processos tecnológicos distinguindo invenção (atividade do cientista, técnico ou inventor) e inovação (atividade do empreendedor que mercantiliza a invenção). Apesar dessa distinção ter sido o destaque de sua análise na época, é observado que ela limitou o conhecimento de onde surgem as novas tecnologias e como prevalecem no tempo.

Segundo Schumpeter, “a inovação é possível sem o que chamamos invenção, e a invenção não necessariamente comporta uma inovação […] entre o processo social que dá lugar às invenções e aquele que dá lugar às inovações não existe uma relação recíproca.” Nosengo afirma que a inovação é o motor principal da invenção, pois ela é externa ao sistema econômico. Ele também define progresso econômico como a incorporação de recursos produtivos em novos usos, retirando-os de seu uso original. Schumpeter também criou a definição de “destruição criadora”, onde um produto inovador destrói um equilíbrio para originar um novo e superior no sentido tecnológico, desestabilizando o sistema capitalista e, ao mesmo tempo, assegurando a ordem.

No período pós-guerra, teóricos dividiram-se em dois ideais:

  • Technological Push (Impulso Tecnológico): Posicionam o avanço do conhecimento científico como base para inovação e excluem a possibilidade da demanda do público oferecer alguma influência sobre o desenvolvimento tecnológico.
  • Market Pull (Impulso do mercado): Defendem que as empresas buscam satisfazer a demanda do mercado oferecendo uma resposta para seus problemas.

Ambas as concepções se devem a Nathan Rosenberg, autor de Dentro da caixa-preta, de 1991. O autor cita em sua obra o exemplo da ciência metalúrgica, quando a tecnologia definitivamente impulsionou a ciência. O conceito de demanda é insustentável, porém também não se pode afirmar que o desenvolvimento da ciência interfere diretamente no desenvolvimento de tecnologias. Técnica e mercado evoluem simultaneamente.

Metáfora dos Tecidos, redes e costuras

Possui raízes no campo da sociologia e história, tendo uma atitude mais controvertida que a economia em relação à técnica. Sociólogos do século XX adotaram visões simplistas e realizaram pesquisas em sua maioria a respeito dos “efeitos” que a tecnologia produz sobre a sociedade e vice-versa. Os pensadores se interessaram por muito tempo apenas no estudo da difusão das tecnologias, sem propor o entendimento de como e por que elas surgiram. Porém, há uma distinção temporal entre invenção e difusão: A maioria dos objetos técnicos se modificam a partir de sua difusão e de que forma é realizada. Já a História relatou muitas vezes a tecnologia apenas como contribuição dos inventores, sem compreender sua complexidade e seus atributos.

Participantes da Associação Europeia para o Estudo da Ciência e da Tecnologia, em 1982, propuseram uma visão de “construção social” da tecnologia, eliminando a teoria do inventor e posicionando as interações sociais como principal fonte de formação de um objeto técnico. Essa teoria ocasionou o surgimento de contribuições complementares à sua tese, como a coletânea de ensaios The social construction of technological systems, em 1989, que reúne manifestos de um novo gênero de estudo sobre a tecnologia, o SCOT (Social Construction of Technology). A abordagem da técnica era sintetizada em três pontos fundamentais:

  • Recusa da figura do inventor individual como conceito central.
  • Recusa do determinismo tecnológico (concepção de tecnologia como agente modificador da sociedade)
  • Recusa da distinção entre aspectos técnicos, sociais, políticos e econômicos do desenvolvimento tecnológico.

A metáfora do “tecido sem costura” explica a união dessas dimensões da atividade humana.

O modelo de desenvolvimento tecnológico proposto por Trevor Pinch e Wiebe Bijker se dá através da relação: ‘grupo social relevante’ > apresentação de um ‘problema’ > proposta de ‘solução’. Não é necessário resolver efetivamente os problemas, e sim chegar a um encerramento retórico, no qual os grupos relevantes vêem o problema como resolvido.

Michel Callon e Bruno Latour fundam a teoria da tecnociência baseada na metáfora da rede, na qual a tecnologia conecta aspectos sociais e técnicos, sem a possibilidade de os distinguir ou hierarquizar inteiramente.

Correio pneumático e carro elétrico

O caso do correio pneumático, que desapareceu das grandes cidades onde existiu por muitas décadas, mostra que “grandes sistemas podem ser considerados verdadeiramente concretizados apenas quando atingem um ponto provisório de não retorno.” O caso da recorrentemente frustrada espera pelo carro elétrico ilustra que não se entra duas vezes no mesmo rio da tecnologia, pois “aquele carro elétrico permaneceu uma promessa não cumprida”.

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O fracasso do videofone ressalta que “a ausência de imagem é uma qualidade e não uma limitação do telefone.” A inexistência do carro voador é vista como evidência de que “os grandes sistemas técnicos precisam de um complexo aparato legislativo e logístico para funcionar, e é esse fator, só em parte influenciável pelo progresso técnico, o decisivo”.

As batalhas entre o CD e o velho vinil, o long playing, ilustram que “nenhuma indústria, por mais unida e bem organizada que seja, pode impor uma inovação.” O caso da longevidade da fita cassete ilustra uma “espécie de hierarquia informal, pois ela se aproxima, mais do que o disco, de uma tecnologia de rede, no sentido de que sua utilidade depende em maior medida da sua difusão, de sua “troca” no interior de uma trama de relações sociais.”

televisão, o empreendimento econômico do Japão no pós-guerra, as características da escrita em uso no extremo Oriente, a evolução do mercado telefônico no Ocidente, o aparecimento de instituições transnacionais para a padronização de aparelhos eletrônicos configuraram a “primavera tardia do fax.”

Um exame do estabelecimento de padrões mostra como as regras do jogo da concorrência podem se modificar e como a afirmação de um padrão pode “ser determinada mais pelas expectativas sobre o futuro do que pelas considerações sobre o presente.”

Metáforas para uma teoria da inovação

As limitações e mesmo as controvérsias relatadas no livro podem ser melhor percebidas quando se chega ao último capítulo. O autor desenvolve ali uma breve apresentação de “metáforas para uma teoria da inovação”, após o desfile no qual seu faro de perdigueiro soube identificar e apontar a heterogeneidade do mundo em que se configuram “redes sem costura”.

Talvez o uso mais intenso e explícito destas mesmas metáforas durante a descrição dos casos tornasse despertasse mais atenção ao revelar um anseio por uma “verdadeira essência da tecnologia”, o que leva Nicola Nosengo a concluir o livro singularizando o que considera “provavelmente o mais ambicioso esforço realizado até agora para modelar e compreender o processo de inovação”, mas um esforço que parece trazer em seu bojo, tal qual um cavalo de Troia, marcações e separações pretensamente universais que o restante do livro tanto ajuda a afastar.

A Inovação Tecnológica na Indústria Brasileira

Através da chamada Lei de Inovação Tecnológica,[4] o governo brasileiro pretende estimular a criação de ambientes especializados e cooperativos de inovação entre empresas e instituições científicas e tecnológicas. A Lei, de 2 de dezembro de 2004, se organiza em torno de três vertentes[5]:

  • Constituição de ambiente propicio às parcerias estratégicas entre as universidades, institutos tecnológicos e empresas.
  • Estimulo à participação de instituições de ciência e tecnologia no processo de inovação.
  • Incentivo à inovação na empresa.[6]

Em 2013, os líderes da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI)[7] ligados à indústria, junto ao Governo Federal, criaram a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) para estimular as empresas brasileiras. São 28 instituições tecnológicas credenciadas, com 23 Unidades EMBRAPII e cinco Polos de Inovação em diversas áreas de competência. Pelo modelo de negócios compartilhado, a atuação se dá na execução de projetos de inovação industrial, em parceria com empresas nacionais e estrangeiras.

Em maio de 2016, durante o 6º Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em São Paulo, representantes da MEI entregaram ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação um manifesto[8] em que defenderam a necessidade de políticas voltadas para a inovação na indústria e criticaram o atraso das pautas econômicas.

Apoio à pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica

Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações tem como objetivos estimular o processo de inovação tecnológica, incentivar a capacitação de recursos humanos, fomentar a geração de empregos e promover o acesso de pequenas e médias empresas a recursos de capital, de modo a ampliar a competitividade da indústria brasileira de telecomunicações, nos termos do art. 77 da Lei n° 9.472, de 16 de julho de 1997.

Instituído pela Lei nº 10.052, de 28 de novembro de 2000, o fundo tem como agentes financeiros o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Empresa Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

O Funttel é administrado por um Conselho Gestor, constituído por representantes dos Ministérios das Comunicações, da Ciência, Tecnologia e Inovação, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), do BNDES, e da Finep.[9]

Tipos de Inovação

Inovação Incremental

Reflete pequenas melhorias contínuas em produtos ou em linhas de produtos. Geralmente, representam pequenos avanços nos benefícios percebidos pelo consumidor e não modificam de forma expressiva a forma como o produto é consumido ou o modelo de negócio.

Exemplo: evolução do CD comum para CD duplo, com capacidade de armazenar o dobro de faixas musicais.[10]

Inovação Radical

Representa uma mudança drástica na maneira que o produto ou serviço é consumido. Geralmente, traz um novo paradigma ao segmento de mercado, que modifica o modelo de negócios vigente.

Exemplo: evolução do CD de música para os arquivos digitais em MP3.[11]

A Dinâmica da Inovação

De um modo geral, as empresas são o centro da inovação. É por meio delas que as tecnologias, invenções, produtos, enfim, ideias, chegam ao mercado. A grande maioria das grandes empresas possuem áreas inteiras dedicadas à inovação, com laboratórios de pesquisa e desenvolvimento (P&D) que contam com diversos pesquisadores. Apesar deste papel central exercido pelas empresas, a interação entre parceiros é fundamental. Sem ela, as inovações são dificultadas.

Esses parceiros têm diversas funções, desde a realização externa de pesquisa e de desenvolvimento de produtos e processos, até a aplicação de investimentos ou subsídios, passando por desenvolvimento de prototipação, de pesquisa de mercado e de escalonamento de produção. Dessa forma, um conjunto de instituições formam o que conhecemos como sistema de inovação: universidades, centros de pesquisa, agências de fomento, investidores, governo e empresas com seus clientes, fornecedores, concorrentes ou outros parceiros.

Uma tendência que está se tornando cada vez mais forte é um modelo inovação aberta (ou open innovation), onde as empresas vão buscar fora de seus centros de P&D ideias e projetos que podem ajudá-las a agregar diferenciais competitivos.

Transformações no Processo de Inovação

Ao longo das últimas duas décadas o processo de inovação passou a depender cada vez mais de interações de cunho sociais. Nota-se, atualmente, a necessidade da participação de diferentes instâncias (P&D, produção, marketing, etc.) para seu desenvolvimento, dado ao caráter econômico adquirido pelo mesmo. um relatório recente da União Europeia, destacam-se algumas tendências que explicam essa mudança: acelerado avanço tecnológico, principalmente nas áreas de TI e comunicação; e ciclo de vida, produção e comercialização mais curtos (exemplo: computadores, celulares, etc.). Outro fato importante a ser exposto é a colaboração entre empresas e a criação de redes industriais na produção/desenvolvimento de novos produtos baseados em diferentes disciplinas científicas, tendo em vista que, mesmo grandes empresas apresentam dificuldade em dominar a vasta gama de conhecimentos científicos específicos. Essa interdisciplinaridade, a flexibilidade e o cruzamento entre o nível administrativo e laboratorial são componentes importantes do sucesso competitivo das empresas. Por fim, vale ressaltar, a cooperação com polos de conhecimento posto a “crescente necessidade do processo inovativo se apoiar em avanços científicos em praticamente todos os setores da economia” (LASTRES, Helena Maria Martins; CASSIOLATO, José Eduardo).[12]

Tendências Tecnológicas

Podemos tranquilamente olhar para as Tendências Tecnológicas como tecnologias que vão mudar as decisões estratégicas na empresa em que trabalhamos e, portanto, nosso trabalho, nossos empregos e nossas vidas.

Afinal, quais são as tendências tecnológicas para as próximas décadas?

Tecnologias Sustentáveis: Serviços e produtos que são superiores em termos de performance e tenham uma redução no impacto ecológico, também contribuindo para uma maior produtividade e responsabilidade em relação aos recursos.

Big Data: Geração de dados de transações financeiras, redes sociais e outras fontes que gradativamente aumentam em termos de volume, variedade e velocidade.

Internet das Coisas: Tecnologias que permitirão interação com os objetos da vida cotidiana de forma inteligente e sensorial conectados à internet.

Nanotecnologia: Criação de materiais com escala nanométrica, por meio da reestruturação atômica. Máquinas e equipamentos que potencializarão a fabricação de produtos mais seguros, duráveis, inteligentes e muito menores.

Transportes Autônomos: Veículos terrestres de transporte de pessoas ou bens sem a utilização de um condutor humano. Com a junção de uma série de tecnologias de sensores, sistemas de controle e atuadores para analisar o ambiente e determinar as melhores opções de ação e executá-las de forma mais segura e confiável.

Máquina para Máquina: Conexão de máquinas para máquinas e de máquinas com ferramentas, que possibilitará uma nova amplitude de aplicações para desempenhar mais produtividade e eficiência.

Armazenamento de dados em DNA: Os atuais sistemas de armazenamento de dados não estão suportando acompanhar a crescente quantidade de dados que produzimos.Por isso, uma pesquisa inovadora tem chamado atenção. Ela propõe uma espécie de armazenamento de dados baseado em DNA. A alternativa consome muito menos energia e pode gerar discos rígidos com capacidades enormes, uma estimativa sugere que todos os dados que o mundo produz durante um ano poderiam ser armazenados em um cubo de DNA medindo apenas 1 m².

Armazenamento de energia renovável: A dificuldade de armazenar a energia gerada por fontes renováveis para quando não há luz solar ou vento deve ser superada pelas baterias de íons de lítio. Prontas para superar a tecnologia de armazenamento na próxima década, elas permitem guardar até oito horas de energia, tempo suficiente para que a energia gerada pelo sol durante o dia seja consumida no período noturno.

Inteligência Artificial: A Inteligência Artificial na indústria permite mais produção com menor custo, tornando as fábricas mais competitivas e eficientes. De maneira prática, a IA também pode ser aplicada para melhorar o monitoramento do tempo dos ciclos de produção, da quantidade de material utilizado e fornecer informações para reorganizar a linha de produção da forma mais eficiente possível. Robôs com IA são capazes de realizar diversas tarefas impossíveis ou perigosas para o ser humano, como manusear matéria-prima tóxica, analisar componentes microscópicos, inspecionar 100% dos produtos de uma linha de produção e trabalhar por longos períodos sem pausa.

Ver também

Referências

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