A Dieta Cetogênica Inteligente #Lookedtwo

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Reduzir drasticamente os carboidratos ingeridos é uma das estratégias mais clássicas para emagrecer. E um exemplo desse método é a dieta cetogênica, que surgiu nos anos 1920 como tratamento para a epilepsia, ganhou fama pelos seus poderes na perda de peso na década de 1960 e foi evoluindo ao longo do tempo. Isto porque os carboidratos são a principal fonte de energia do organismo, já que por meio deles é obtida a glicose. Quando isto é realizado o corpo precisa retirar a energia de outras fontes. A segunda opção é a reserva de gordura que o nosso corpo possui. Quando esta reserva de gordura é queimada, a pessoa emagrece.

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Dieta cetogênica

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Dieta cetogênica (português brasileiro) ou dieta cetogénica (português europeu) é uma dieta de alta gordura, proteína moderada e baixo Carboidrato que, na Medicina, é utilizada, primordialmente, para tratar epilepsia[1] refratária em crianças.

A dieta promove uma troca de combustível no corpo, que usualmente utiliza glicose como combustível e passa a utilizar gordura como fonte de energia. Normalmente, os carboidratos contidos na comida são convertidos em glicose, que é transportada pelo corpo e que é particularmente relevante na função cerebral. Contudo, se pouco carboidrato permanece na dieta, o fígado converte a gordura nos chamados corpos cetônicos, que passam a suprir o corpo com energia (daí, o nome da Dieta Cetogênica).

O número elevado de Corpos cetônicos leva à redução da frequência de convulsões epilépticas[2] nos pacientes. Em média, metade das crianças e jovens que utilizaram a Cetogênica ou alguma variação da dieta, viram os episódios serem reduzidos pela metade. Estes benefícios prosseguem mesmo após o paciente ter saído da chamada cetose[3].

Os corpos cetônicos podem ser medidos através de diferentes dispositivos que utilizam urina, hálito ou sangue como meio. Os números ideais de corpos cetônicos variam de acordo com o motivo pelo qual a dieta está sendo usada: emagrecimento e performance física, benefícios cognitivos ou tratamento de patologias[4].

Dr. Thomas Seyfried utiliza a Dieta Cetogênica para tratamentos de doenças como câncer e prevê um número entre 3,0 mmol/L e 6,0 mmol/L neste caso. Outros médicos e pesquisadores da dieta, como Stephen Phinney e Jeff Volek, que usam a Cetogênica para o tratamento de Diabetes mellitus tipo 2, preconizam números como 0,5 mmol/L para emagrecimento, e entre 1,0 e 3,0 para cognição e performance física[5].

Efeitos colaterais da Dieta Cetogênica podem ser prisão de ventre, colesterol elevado e pedras nos rins.

A chamada Dieta Cetogênica clássica foi desenvolvida na década de 1920 e amplamente utilizada através dos anos seguintes, mas sua popularidade caiu devido à criação de remédios Anticonvulsivos.

A Dieta Cetogênica Clássica mantém uma relação de 4:1 entre gorduras e proteínas + carboidratos. Isso é alcançado ao excluir alimentos com alto índice de carboidratos, como frutas e vegetais Amiláceos, grãos, leguminosas e açúcar, enquanto a ingesta de alimentos com alto índice de gordura é elevada (castanhas, nozes, amêndoas, manteiga e laticínios integrais)[6].

A maior parte da gordura na Dieta Cetogênica é a chamada triglicerídeos de Cadeia Média (TCM), composta por Ácido graxo com cadeias de carbono mais curtas do que as longas. Uma variável da Dieta Cetogênica, chamada de Dieta Cetogênica TCM, utiliza uma forma de Óleo de coco, que é rico em TCM, para prover em torno da metade das calorias diárias. Neste caso, o consumo de carboidratos e proteínas pode ser aumentado, o que permite uma variedade de alimentos maior[7].

Nos últimos anos, novas utilizações terapêuticas de Cetogênica foram sendo investigadas para desordens neurológicas como Doença de Alzheimer[8]Esclerose lateral amiotróficaautismoTumor cerebralEnxaqueca, transtorno bipolar, compulsão alimentar, traumas cerebrais, dores e inflamações, Doença de Parkinson e desordens do sono. Popularmente, tem sido utilizada como otimização mental, estabilização emocional, foco, ganho de energia e Perda de peso.

Referências

  1.  «Dieta cetogênica»ABE | Associação Brasileira de Epilepsia. 12 de agosto de 2014. Consultado em 27 de junho de 2019
  2.  Hartman, Adam L.; Kossoff, Eric H.; Freeman, John M. (1 de março de 2007). «The Ketogenic Diet: One Decade Later»Pediatrics (em inglês). 119 (3): 535–543. ISSN 0031-4005PMID 17332207doi:10.1542/peds.2006-2447
  3.  Martin-McGill, Kirsty J; Jackson, Cerian F; Bresnahan, Rebecca; Levy, Robert G; Cooper, Paul N (7 de novembro de 2018). «Ketogenic diets for drug-resistant epilepsy»Cochrane Database of Systematic ReviewsISSN 1465-1858doi:10.1002/14651858.cd001903.pub4
  4.  Szabluk, Juliana (25 de junho de 2019). «Como começar a Dieta Cetogênica? [Dicas e passos para a sua revolução]»Revolução Keto. Consultado em 27 de junho de 2019
  5.  «Ketones and Nutritional Ketosis: Basic Terms and Concepts»Blog | Virta Health (em inglês). 18 de abril de 2018. Consultado em 27 de junho de 2019
  6.  jcsouto, Postado por. «Cetose». Consultado em 27 de junho de 2019
  7.  «The MCT Diet»Epilepsy Foundation (em inglês). Consultado em 27 de junho de 2019
  8.  «Dieta cetogênica é promissora no tratamento do Alzheimer»Primal Brasil. 18 de abril de 2018. Consultado em 27 de junho de 2019.

Proteína

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

220px Myoglobin A Dieta Cetogênica Inteligente #Lookedtwo

Representação da estrutura tridimensional da mioglobina, proteína globular de 153 aminoácidos, na qual se observam as alfa-hélices a azul. Esta proteína foi a primeira a ter a sua estrutura resolvida através de cristalografia de raios X. No centro, à direita, está representado um grupo prostético denominado hemo (a cinzento), ao qual está ligada uma molécula de oxigénio (vermelho).

Proteínas são macromoléculas biológicas constituídas por uma ou mais cadeias de aminoácidos. As proteínas estão presentes em todos os seres vivos e participam em praticamente todos os processos celulares, desempenhando um vasto conjunto de funções no organismo, como a replicação de ADN, a resposta a estímulos e o transporte de moléculas. Muitas proteínas são enzimas que catalisam reações bioquímicas vitais para o metabolismo. As proteínas têm também funções estruturais ou mecânicas, como é o caso da actina e da miosina nos músculos e das proteínas no citoesqueleto, as quais formam um sistema de andaimes que mantém a forma celular. Outras proteínas são importantes na sinalização celularresposta imunitária e no ciclo celular. As proteínas diferem entre si fundamentalmente na sua sequência de aminoácidos, que é determinada pela sua sequência genética e que geralmente provoca o seu enovelamento numa estrutura tridimensional específica que determina a sua atividade.

Ao contrário das plantas, os animais não conseguem sintetizar todos os aminoácidos de que necessitam para viver. Os aminoácidos que o organismo não é capaz de sintetizar por si próprio são denominados aminoácidos essenciais e devem ser obtidos pelo consumo de alimentos que contenham proteínas, as quais são transformadas em aminoácidos durante a digestão. As proteínas podem ser encontradas numa ampla variedade de alimentos de origem animal e vegetal. A carne, os ovos, o leite e o peixe são fontes de proteínas completas. Entre as principais fontes vegetais ricas em proteína estão as leguminosas, principalmente o feijão, as lentilhas, a soja ou o grão-de-bico. A grande maioria dos aminoácidos está disponível na dieta humana, pelo que uma pessoa saudável com uma dieta equilibrada raramente necessita de suplementos de proteínas. A necessidade é também maior em atletas ou durante a infânciagravidez ou amamentação, ou quando o corpo se encontra em recuperação de um trauma ou de uma operação. Quando o corpo não recebe as quantidades de proteínas necessárias verifica-se insuficiência e desnutrição proteica, a qual pode provocar uma série de doenças, entre as quais atraso no desenvolvimento em crianças ou kwashiorkor.

Uma proteína contém pelo menos uma cadeia polímérica linear derivada da condensação de aminoácidos, ou polipeptídeo. Os resíduos individuais de aminoácidos estão unidos entre si através de ligações peptídicas. A sequência dos resíduos de aminoácidos em cada proteína é definida pela sequência de um gene, a qual está codificada no código genético. Durante ou após o processo de síntese, os resíduos de uma proteína são muitas vezes alterados quimicamente através de modificação pós-traducional, a qual modifica as propriedades físicas e químicas das proteínas, o seu enovelamento, estabilidade, atividade e, por fim, a sua função. Nalguns casos as proteínas têm anexados grupos não peptídicos, os quais são denominados cofatores ou grupos prostéticos. As proteínas podem também trabalhar em conjunto para desempenhar determinada função, agrupando-se em complexos proteicos. As proteínas podem ser purificadas a partir de outros componentes celulares recorrendo a diversas técnicas, como a precipitaçãoultracentrifugaçãoeletroforese e cromatografia. Entre os métodos usados para estudar a estrutura e funções das proteínas estão a imuno-histoquímicamutagénese sítio-dirigidaressonância magnética nuclear e espectrometria de massa.

Nutrição

As proteínas são nutrientes essenciais ao corpo humano.[1] Enquanto a maior parte dos microorganismos e das plantas são capazes de biosintetizar todos os vinte aminoácidos-padrão, os animais, incluindo os seres humanos, necessitam de obter alguns desses aminoácidos a partir da dieta alimentar.[2] Isto deve-se à ausência nos animais de algumas enzimas-chave que têm como função sintetizar esses aminoácidos. Os aminoácidos que o organismo não é capaz de sintetizar por si próprio são denominados aminoácidos essenciais. Os animais podem obter aminoácidos através do consumo de alimentos que contenham proteínas. As proteínas ingeridas são transformadas em aminoácidos através da digestão, a qual envolve a desnaturação da proteína através da exposição ao ácido e à hidrólise por parte de enzimas denominadas proteases. Alguns dos aminoácidos ingeridos são usados para a biossíntese proteica, enquanto outros são convertidos em glicose, através de gliconeogénese, ou entram no ciclo do ácido cítrico.[3]

220px Coulommiers lait cru A Dieta Cetogênica Inteligente #Lookedtwo
220px Ensenada fish market 2 A Dieta Cetogênica Inteligente #Lookedtwo
220px Chickens in market A Dieta Cetogênica Inteligente #Lookedtwo
Entre as principais fontes animais de proteína estão o leite materno, a fórmula infantilcarnepeixeaves de criaçãogema de ovoqueijo e iogurte.[4]

Além de constituírem a fundação dos tecidos do corpo, as proteínas são também uma fonte de energia. Enquanto fonte de energia, contêm 4 kcal por grama, valor semelhante aos hidratos de carbono, mas diferente dos lípidos, os quais contêm 9 kcal por grama. Durante a digestão, as proteínas são separadas no estômago em cadeias polipeptídicas mais pequenas através da ação do ácido clorídrico e da protease. Isto é essencial para a síntese dos aminoácidos essenciais que não podem ser biossintetizados pelo corpo.[5]

Os aminoácidos essenciais são a leucinaisoleucinavalinalisinatreoninatriptófanometioninafenilalanina e histidina. Os aminoácidos não essenciais são a alaninaasparaginaácido aspártico e ácido glutâmico. Os aminoácidos condicionalmente essenciais são a argininacisteínaglutaminaglicinaprolinaserina e tirosina.[6] Os aminoácidos encontram-se em diversas fontes alimentares de origem animal, como a carneleitepeixe e ovos. As proteínas estão também disponíveis através de diversas fontes vegetais: cereais integrais, leguminosas, incluindo os secos, sojafruta nozes e sementes. Os vegetarianos e vegans podem obter os aminoácidos essenciais necessários através da ingestão de diversas proteínas vegetais.[6]

Função das proteínas no corpo

As proteínas são nutrientes essenciais ao crescimento e manutenção do corpo humano.[5] Com a exceção da água, as proteínas são as moléculas mais abundantes no corpo, sendo o principal componente estrutural de todas as células, particularmente dos músculos.[1][7] As proteínas são também usadas em membranas, como é o caso das glicoproteínas. Depois de serem repartidas em aminoácidos, são usadas como precursores do ácido nucleicocoenzimashormonasresposta imunitária, reparação das células e outras moléculas essenciais para a vida.[7] As proteínas são ainda fundamentais para a formação de células sanguíneas.[1] Acredita-se que as proteínas aumentem o desempenho atlético.[8] Os aminoácidos são usados na produção de tecido muscular e na reparação de tecido danificado. As proteínas só são usadas como fonte de energia quando os recursos de hidratos de carbono e lípidos no corpo diminuem.[8]

Fontes alimentares

220px Ab food 18 A Dieta Cetogênica Inteligente #Lookedtwo

Entre as principais fontes vegetais de proteínas estão determinados leguminosas, como a sojalentilhasfeijão ou grão-de-bico.

As proteínas podem ser encontradas numa ampla variedade de alimentos. A combinação mais adequada de fontes de proteína para cada pessoa depende da região, da acessibilidade, do custo económico, do tipo de aminoácidos e do equilíbrio nutricional, assim como do próprio paladar. Embora alguns alimentos sejam fontes ricas em determinados aminoácidos, o seu valor para na nutrição humana é limitado devido à sua pouca digestibilidade, a fatores antinutricionais, à elevada quantidade de calorias, ao colesterol ou à densidade mineral.[9]

A carne, os ovos, o leite e o peixe são fontes de proteínas completas.[10] Entre as fontes vegetais ricas em proteína estão as leguminosas, nozes, sementes e fruta. As leguminosas têm maior concentração de aminoácidos e são fontes mais completas de proteína do que os cereais e os cereais integrais. Entre os alimentos vegetarianos com concentração de proteínas superior a 7% estão a sojalentilhasfeijão vermelho e branco, feijão-fradefeijão-da-chinagrão-de-bicofeijão-verdetremoçoamêndoacastanha-do-parácajueironoz-pecã e sementes de sésamo, de abóbora, de algodão e de girassol.[9]

Entre os alimentos de base que constituem uma fonte pobre em proteínas estão raízes e tubérculos como o inhamemandioca e batata-doce, os quais contêm apenas entre 0 e 2% de proteínas. A fruta, embora seja rica noutros nutrientes essenciais, é uma fonte relativamente pobre de aminoácidos. A banana-da-terra é também pobre em proteínas. Para uma alimentação saudável, os alimentos básicos com baixo teor de proteína devem ser complementados com alimentos com proteínas completas e de qualidade, sobretudo durante o desenvolvimento das crianças.[1][11][12]

Fonte alimentar Lisina Treonina Triptófano Aminoácidos
com enxofre
Leguminosas 64 38 12 25
Cereais (incl. integrais) 31 32 12 37
Nozes e sementes 45 36 17 46
Fruta 45 29 11 27
Animal 85 44 12 38

A grande maioria dos aminoácidos está disponível na dieta humana, pelo que uma pessoa saudável com uma dieta equilibrada raramente necessita de suplementos de proteínas.[6][9] Os aminoácidos mais limitados são a lisina, a treonina e os aminoácidos com enxofre.[11] A tabela em anexo mostra os mais importantes grupos alimentares que constituem fontes de proteínas, sob uma perspetiva mundial. Também lista o desempenho de cada grupo enquanto fonte dos aminoácidos mais limitados, em valores de miligramas de aminoácido limitado por cada grama de proteína total nesse alimento.[11]

Necessidades dietéticas

Existe um debate considerável sobre as necessidades relativas ao consumo de proteínas.[13][14] A quantidade de proteínas necessária na dieta de determinada pessoa é determinada em grande parte pelo consumo total de energia e hidratos de carbono, pela necessidade do corpo de nitrogénio e aminoácidos essenciais, composição e massa corporal, taxa de crescimento, nível de atividade física e presença de lesões ou doenças.[15][5][16] A atividade física elevada e o aumento da massa muscular aumentam a necessidade de proteínas. A necessidade é também maior durante a infância, gravidez ou amamentação, ou quando o corpo se encontra em recuperação de um trauma ou de uma operação.[17]

Grupo Valor diário recomendado
(AESA)[18]
Adultos e idosos 0,83 g/kg/dia
Recém-nascidos,
crianças e adolescentes
0,83 — 1,31 g/kg/dia
Grávidas acréscimo de:
1º trimestre: 1 g/dia
2º trimestre: 9 g/dia
3º trimestre: 21 g/dia
Lactantes acréscimo de:
primeiros seis meses: 19 g/dia
meses seguintes: 13 g/dia

De acordo com os valores de referência de ingestão de proteínas da Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar, os adultos, incluindo idosos, devem ingerir 0,83 g de proteína por dia por cada quilograma de peso corporal; os recém-nascidos, crianças e adolescentes devem ingerir entre 0,83 e 1,31 g/kg/dia, dependendo da idade. As grávidas devem ingerir valores suplementares de proteína: 1 g, 9 g e 28 g suplementares por dia durante o primeiro, segundo e terceiro trimestres, respetivamente. As lactantes devem também ingerir valores suplementares: 19 g por dia durante os primeiros seis meses de amamentação e 13 g por dia a partir dos seis meses.[18] De acordo com as recomendações norte-americanas e canadianas, as mulheres com idade entre 19 e 70 anos necessitam de consumir 46 g de proteínas por dia, enquanto os homens no mesmo intervalo etário necessitam de consumir pelo menos 56 g de proteínas por dia.[19] O valor geralmente recomendado para o consumo diário é de 0,8 g de proteínas por cada quilograma de massa corporal.[13] No entanto, esta recomendação baseia-se nas necessidades estruturais, sem considerar o uso de proteínas no metabolismo energético, pelo que se adequa a uma pessoa relativamente sedentária. [13][15] Diversos estudos têm concluído que as pessoas ativas e os atletas possam exigir um consumo superior de proteínas, devido ao aumento da massa muscular e da sudação, e da maior necessidade de proteínas enquanto fonte de energia e reparação do corpo.[13][14][15] Para estes casos, os valores sugeridos têm oscilado entre 1,6 g/kg e 1,8 g/kg.[14]

Consumo excessivo e insuficiência

Para compensar as variações na ingestão de proteínas ao longo do dia, ou em casos de emergência em que a ingestão de proteínas é temporariamente alta ou baixa, o corpo tenta equilibrar os níveis de proteínas recorrendo a uma reserva de curta duração.[20] No entanto, o corpo é incapaz de armazenar o excesso de proteínas a longo prazo. As proteínas são digeridas em aminoácidos que entram na corrente sanguínea. Os aminoácidos em excesso são convertidos pelo fígado em moléculas úteis, num processo denominado desaminação. A desaminação converte o nitrogénio dos aminoácidos em amónia, a qual é por sua vez convertida pelo fígado em ureia durante o ciclo da ureia. A ureia é depois excretada pelos rins.[15][21]

O consumo excessivo de proteínas provoca também o aumento da excreção de cálcio na urina, o que se pensa ser devido ao desequilíbrio no pH, agravando o risco da formação de cálculos no sistema urinário.[20] Um estudo epidemiológico de 2006 não verificou a existência de qualquer relação entre o consumo total de proteína e a pressão arterial, embora tenha verificado uma relação inversa entre o consumo de proteína vegetal e a pressão arterial.[22]

Quando o corpo não recebe as quantidades de proteínas necessárias verifica-se insuficiência e desnutrição proteica, a qual pode provocar uma série de doenças, entre as quais atraso no desenvolvimento em crianças, kwashiorkor, pigmentação avermelhada do cabelo e da pele, fígado gordurosodiarreiadermatose e diminuição na contagem de linfócitos T, o que aumenta o risco de infeções secundárias.[12][4] A desnutrição proteica é relativamente comum à escala mundial, tanto em adultos como crianças, e é responsável por cerca de seis milhões de mortes anualmente. Nos países desenvolvidos, esta doença verifica-se predominantemente em idosos ou em hospitais, geralmente associada a outras doenças.[23]

Dietas proteicas

As dietas de alto teor proteico podem ajudar a perder peso ao fazer com que a pessoa se sinta cheia mais rapidamente. Na maioria das pessoas saudáveis, este tipo de dietas não apresenta riscos para a saúde, sobretudo se for seguida durante um curto período de tempo. No entanto, os riscos a longo prazo estão ainda em estudo. O recurso prolongado a este tipo de dieta, geralmente associadas com a limitação do consumo de hidratos de carbono, pode causar insuficiências nutricionais e falta de fibras, o que por sua vez provoca dores de cabeça e obstipação. Algumas destas dietas baseiam-se no aumento do consumo de carne vermelha e lacticínios gordos, o que aumenta o risco de doenças cardiovasculares. As escolhas mais saudáveis para uma dieta de alto teor proteico incluem proteína de soja, feijão, nozespeixe, aves de criação sem pele, carne de porco e lacticínios magros, devendo ser evitadas as carnes vermelhas e processadas.[24]

Bioquímica

17px Magnifying glass 01.svg A Dieta Cetogênica Inteligente #LookedtwoVer artigos principais: BioquímicaAminoácido e Ligação peptídica

220px Peptide Figure Revised A Dieta Cetogênica Inteligente #Lookedtwo

Estrutura química (em baixo) e estrutura tridimensional (em cima) de uma ligação peptídica entre a alanina e um aminoácido adjacente.

A maior parte das proteínas consiste em polímeros lineares formados a partir de um máximo de 20 L-α-aminoácidos. Todos os aminoácidos proteinogénicos têm em comum diversas características estruturais, entre as quais um carbono alfa, ao qual estão quimicamente ligados um grupo de aminas, um grupo de ácido carboxílico e uma cadeia lateral variável. Apenas a prolina difere desta estrutura básica.[25] As cadeias laterais dos aminoácidos comuns apresentam uma grande variedade de propriedades e estruturas químicas. É o efeito combinado de todas as cadeias laterais numa proteína que determina a sua estrutura tridimensional e reatividade química.[26] Os aminoácidos numa cadeia de polipeptídios são unidos por ligações peptídicas. Uma vez unidos na cadeia proteica, cada aminoácido individual é denominado “resíduo”, e cada série repetitiva e encadeada de átomos de carbononitrogénio e oxigénio é denominada “cadeia principal”.[27]

A ligação peptídica tem duas formas de ressonância que contribuem para a formação de uma ligação dupla e inibem a rotação em torno do seu próprio eixo, pelo que os carbonos alfa são aproximadamente coplanares. Os outros dois ângulos diedros na ligação peptídica determinam a forma assumida pela cadeia principal.[28] A extremidade da proteína com um grupo carboxílico livre é denominada C-terminal ou carboxi-terminal, enquanto a extremidade com um grupo livre de amina é denominada N-terminal ou amino-terminal. Os termos “proteína”, “polipetídeo” e “peptídeo” são ligeiramente ambíguas e o seu significado pode-se sobrepôr. “Proteína” é geralmente usado para nos referirmos à molécula biológica completa na sua forma terciária estável, enquanto “peptídeo” está geralmente reservado para oligómeros curtos de aminoácidos, aos quais muitas vezes falta uma estrutura tridimensional estável. No entanto, a diferença entre ambos não é bem definida e geralmente corresponde a 20-30 resíduos. “Polipetídeo” pode ser referente a qualquer cadeia linear de aminácidos, independentemente do comprimento, mas onde geralmente não existe uma forma terciária.[29]

Síntese

Biossíntese

17px Magnifying glass 01.svg A Dieta Cetogênica Inteligente #LookedtwoVer artigo principal: Síntese proteica

220px Ribosome mRNA translation en.svg A Dieta Cetogênica Inteligente #Lookedtwo

Um ribossoma produz uma proteína usando como molde ARN mensageiro.

220px Genetic code.svg A Dieta Cetogênica Inteligente #Lookedtwo

A sequência de ADN de um gene codifica a sequência de aminoácidos de uma proteína.

As proteínas são produzidas a partir de aminoácidos usando informação codificada nos genes. Cada proteína tem a sua própria sequência de aminoácidos que é especificada pela sequência de nucleótidos do gene que codifica a proteína. O código genético é um grupo de conjuntos com três nucleótidos cada um, denominados codões. Cada uma das combinações de três nucleótidos designa um aminoácido. Por exemplo, AUG (adeninauraciloguanina) é o código para a metionina. Uma vez que o ADN contém quatro nucleótidos, o número total de codões possíveis é de 64. Por este motivo, existe alguma redundância no código genético, havendo alguns aminoácidos que são especificados por mais de um codão.[30] Os genes que são codificados no ADN são inicialmente transcritos para pré-ARN mensageiro (ARNm) por proteínas como a ARN-polimerase. A maior parte dos organismos processa em seguida o pré-ARNm, usando várias formas de modificação pós-transcricional, formando assim o ARNm amadurecido, o qual é então usado como molde para a síntese proteica feita pelo ribossoma. Nos procariontes, o ARNm tanto pode ser utilizado assim que é produzido, como ser ligado a um ribossoma depois de se ter afastado do nucleoide. Por outro lado, os eucariontes produzem ARNm no núcleo celular, o qual é depois translocado através do envelope nuclear para o citoplasma, no qual se dá a síntese proteica. A velocidade de síntese proteica é maior nos procariontes do que nos eucariontes, podendo atingir os 20 aminoácidos por segundo.[31]

O processo de síntese de uma proteína a partir de um molde de ARNm é denominado tradução. O ARNm é carregado no ribossoma, no qual são lidos três nucleótidos de cada vez. A leitura é feita fazendo corresponder cada codão com o seu anticodão situado numa molécula de ARN transportador (ARNt), a qual transporta o aminoácido correspondente ao codão por si reconhecido. A enzima aminoacil-tRNA sintetase carrega as moléculas de ARNt com o aminoácido correto. As proteínas são sempre sintetizadas a partir do N-terminal em direção ao C-terminal.[32]

O tamanho de uma proteína sintetizada pode ser medido através do número de aminoácidos e da sua massa molecular total, valor que é geralmente expresso em daltons (Da), sinónimo de unidade de massa atómica. As proteínas das leveduras, por exemplo, têm em média um comprimento de 466 aminoácidos e 53 kDa de massa.[29] As maiores proteínas conhecidas são as titinas, com quase 3 000 kDA de massa molecular de 27 000 aminoácidos de comprimento.[33]

Síntese química

As proteínas curtas podem também ser sintetizadas quimicamente através de uma série de métodos denominados síntese de peptídeos, os quais têm por base técnicas de síntese orgânica de elevado rendimento na produção de peptídeos.[34] A síntese química permite a introdução de aminoácidos não naturais nas cadeias de peptídeos.[35] Estes métodos são úteis em laboratórios de bioquímica e biologia celular, embora não se adequem à produção comercial. A síntese química não é eficiente para polipeptídeos maiores do que 300 aminoácidos, e as proteínas sintetizadas podem não assumir imediatamente a sua estrutura terciária nativa. Grande parte dos métodos de síntese química realiza-se a partir do C-terminal em direção ao N-terminal, ao contrário da reação biológica natural.[36]

Estrutura

300px Chaperonin 1AON A Dieta Cetogênica Inteligente #Lookedtwo

Estrutura cristalina da chaperona. As chaperonas auxiliam o enovelamento de proteínas.

300px Proteinviews 1tim A Dieta Cetogênica Inteligente #Lookedtwo

Três representações possíveis da estrutura tridimensional da proteína triose-fosfato isomerase. À esquerda: representação dos átomos, colorida em função do tipo de átomo. Ao centro: representação simplificada que ilustra a conformação da cadeia principal, colorida em função da estrutura secundária. À direita: representação da superfície colorida em função do tipo de resíduo (a vermelho os resíduos ácidos, a azul os resíduos base, a verde os resíduos polares e a branco os resíduos não polares).

A maior parte das proteínas enovela-se em estruturas tridimensionais distintas. A forma para a qual uma proteína se enovela naturalmente é denominada conformação nativa.[37] Embora haja muitas proteínas capazes de se enovelar sem assistência, meramente através das propriedades químicas dos seus aminoácidos, há outras que necessitam do auxílio de chaperonas moleculares de modo a se poderem enovelar para a sua conformação nativa.[38] As proteínas podem ter 4 tipos de estruturas dependendo do tipo de aminoácidos, do tamanho da cadeia e da configuração espacial da cadeia polipeptídica: estrutura primária, secundária, terciária e quaternária.[39]

As proteínas não são moléculas completamente rígidas. Para além destes níveis estruturais, as proteínas podem alternar entre várias estruturas enquanto desempenham as suas funções. No contexto destas alterações funcionais, estas estruturas terciárias ou quaternárias são muitas vezes denominadas “conformações”, e as transições entre cada uma delas são denominadas “alterações conformacionais”. Estas alterações são frequentemente induzidas pela ligação de uma molécula substrato ao sítio ativo de uma enzima – a região física da proteína que participa na catálise química.[40]

300px Protein composite A Dieta Cetogênica Inteligente #Lookedtwo

Superfície molecular de várias proteínas mostrando o seu tamanho relativo. Da esquerda para a direita: imunoglobulina G (um anticorpo), hemoglobinainsulina (uma hormona), adenilato cinase (uma enzima) e glutamina sintase (uma enzima).

As proteínas podem ser divididas informalmente em três classes principais, de acordo com as estruturas terciárias mais comuns: proteínas globularesproteínas fibrilares e proteínas membranares. Praticamente todas as proteínas globulares são solúveis e grande parte são enzimas. As proteínas fibrilares são muitas vezes estruturais, como é o caso do colagénio, o principal componente do tecido conjuntivo, ou a queratina, a proteína constituinte do cabelo e das unhas. As proteínas membranares atuam muitas vezes como recetores ou proporcionam canais para que as moléculas possam atravessar a membrana celular.[41]

Estrutura primária

É a sequência linear de aminoácidos ao longo da cadeia polipeptídica da proteína.[42] É o nível estrutural mais simples e mais importante, pois dele deriva todo o arranjo espacial da molécula. É específica para cada proteína, sendo, geralmente, determinada geneticamente. A estrutura primária da proteína resulta numa longa cadeia de aminoácidos, com uma extremidade “amino terminal” e uma extremidade “carboxi terminal”.[43]

Estrutura secundária

É a forma como os aminoácidos se organizam entre si na sequência primária da proteína.[42] Ocorre graças à possibilidade de rotação das ligações entre os carbonos alfa dos aminoácidos e os seus grupos amina e carboxilo. O arranjo secundário de uma cadeia polipeptídica pode ocorrer de forma regular; isso acontece quando os ângulos das ligações entre carbonos alfa e seus ligantes são iguais e se repetem ao longo de um segmento da molécula.[44] A cadeia polipeptídica pode interagir com ela própria através de duas formas principais: pela formação das alfa-hélices e das folhas-beta. Além destas existem estruturas que não são nem hélices nem folhas chamadas laços (loops).[45]

  • alfa-hélice: presente na estrutura secundária dos níveis de organização das proteínas. São estruturas cilíndricas estabilizadas por pontes de hidrogénio entre aminoácidos. As cadeias laterais dos aminoácidos encontram-se viradas para fora. Existem várias formas de como as hélice alfa podem organizar-se. Na alfa-hélice a espinha dorsal polipeptídica é torcida numa hélice virada à direita.[43]
  • folha-beta: padrão estrutural encontrado em várias proteínas, nas quais regiões vizinhas da cadeia polipeptídica associam-se por meio de ligações de hidrogénio, resultando numa estrutura achatada e rígida. Esta é também uma estrutura estável na qual os grupos polares da cadeia polipeptídica associam-se por meio de ligações de hidrogénio um ao outro.[43]
  • laços: são secções da sequência que se ligam aos outros dois tipos de estrutura secundária. Em contraste com hélices e folhas, que formam o núcleo da proteína, laços não são estruturas regulares e ficam fora da proteína dobrada.[45]
Estrutura terciária

A estrutura terciária é a forma como determinada molécula de proteína se organiza no espaço. Corresponde ao movimento, à organização das alfa-hélices, fitas b e voltas no espaço tridimensional, definido por coordenadas atómicas.[46] Resulta do enovelamento das hélices e das folhas pregueadas de uma estrutura secundária e é mantida nessa posição por interações hidrófugas e hidrófilas.[42][47]

Estrutura quaternária

A estrutura quaternária de uma proteína refere-se à união de várias moléculas proteicas enoveladas num complexo multi-proteico. A interação entre as moléculas é realizada através de ligações não covalentes.[48]

Determinação da estrutura

A descoberta da estrutura terciária de uma proteína, ou da estrutura quaternária dos seus complexos, pode fornecer dados importantes acerca da forma como a proteína realiza a sua função. Entre os métodos mais comuns para determinar a estrutura estão a cristalografia de raios X e a ressonância magnética nuclear de proteínas (RMN), ambas capazes de produzir dados à escala atómica. No entanto, a RMN pode disponibilizar dados a partir dos quais é possível determinar as distâncias entre subconjuntos de pares de átomos, permitindo assim determinar todas as conformações finais possíveis de determinada proteína. A interferometria de dupla polarização é um método analítico que permite medir a conformação e as alterações conformacionais das proteínas em função de interações ou de outros estímulos. O dicroísmo circular é outra técnica laboratorial que permite determinar a composição das proteínas a nível de hélices e folhas beta. A crio-microscopia eletrónica (crio-EM) é usada para produzir informação de baixa resolução sobre complexos proteicos de grande dimensão, entre os quais vírus.[49] Uma variante denominada cristalografia eletrónica é, nalguns casos, capaz de produzir informação de elevada resolução, em particular nos cristais bidimensionais de proteínas membranares.[50]

As estruturas resolvidas são geralmente acrescentadas ao Protein Data Bank (PDB), um recurso disponível gratuitamente que permite consultar os dados estruturais de milhares de proteínas.[51] Conhece-se um número muito maior de sequências genéticas do que estruturas proteicas. Além disso, o conjunto de estruturas resolvidas tende a focar-se naquelas que podem ser facilmente adequadas às condicionantes da cristalografia de raio X. As proteínas globulares, em particular, são as mais fáceis de preparar para a cristalografia de raio X, enquanto as proteínas membranares são difíceis de cristalizar e comparativamente pouco representadas no PDB.[52] As iniciativas de genómica estrutural têm vindo a tentar corrigir esta assimetria através da resolução sistemática das estruturas representativas das principais classes de enovelamento. Para além disso, existem ainda métodos de previsão de estruturas proteicas que tentam fornecer uma estrutura plausível para proteínas cujas estruturas ainda não foram determinadas experimentalmente.[53]

Funções celulares

220px A Dieta Cetogênica Inteligente #Lookedtwo

Modelo molecular da enzima hexoquinase. No canto superior direito estão representados, à mesma escala, dois dos seus substratos: a ATP e a glicose.

As proteínas são os principais intervenientes no interior das células, realizando as tarefas determinadas pela informação codificada nos genes.[29] Excetuando determinados tipos de ARN, a maior parte das restantes moléculas biológicas são elementos relativamente inertes nos quais as proteínas atuam. As proteínas são também o principal componente celular; por exemplo, metade do peso de uma célula de Escherichia coli corresponde a proteínas, enquanto outras macromoléculas como o ADN e o ARN correspondem apenas a 3% e 20% do peso, respectivamente. O conjunto de proteínas que podem ser expressas numa determinada célula ou tipo celular é denominado proteoma.[2]

A principal característica das proteínas, a qual também permite que exerçam um conjunto alargado de funções, é a sua capacidade de ligarem a si outras moléculas, de forma estável e específica. A região da proteína responsável pela agregação de outras moléculas é denominada sítio de ligação, a qual geralmente corresponde a uma depressão na superfície molecular da proteína. Esta capacidade de ligação é mediada pela estrutura terciária da proteína, a qual define a região de ligação, e pelas propriedades químicas das cadeias de aminoácidos laterais. As ligações proteicas podem ser extremamente específicas; por exemplo, a proteína inibidora da ribonuclease liga-se à angiogenina humana, mas não se liga à sua homóloga anfíbia rampirnase. Há variações químicas extremamente subtis que, por vezes, podem ser o suficiente para eliminar por completo a possibilidade de ligação proteica; por exemplo, o aminoacil-tRNA sintetase específico do aminoácido valina não é capaz de se ligar à cadeia lateral do aminoácido isoleucina, muito similar.[54]

As proteínas podem-se ligar não só a outras proteínas, como também a substratos de pequenas moléculas. Quando as proteínas se ligam especificamente a outras cópias da mesma molécula, são capazes de se oligomerizar para formar fibrilas. Este processo ocorre frequentemente em proteínas estruturais constituídas por monómeros globulares que se associam entre si para formar fibras rígidas. As interações entre proteínas regulam também a atividade enzimática, controlam a progressão ao longo do ciclo celular e permitem a formação de complexos proteicos que desempenham diversas reações no âmbito de uma mesma função biológica. As proteínas também se ligam a membranas celulares. A capacidade de ligarem a si parceiros que induzem alterações conformacionais nas proteínas permite a construção de redes de sinalização celular extremamente complexas.[55] Uma vez que as interações entre proteínas são reversíveis, e dependem da disponibilidade de diferentes grupos de proteínas para formar agregados capazes de desempenhar um conjunto alargado de funções, o estudo das interações entre proteínas específicas é fundamental para compreender aspetos importantes da função celular e, por fim, as propriedades que distinguem diferentes tipos de células.[56]

Enzimática

17px Magnifying glass 01.svg A Dieta Cetogênica Inteligente #LookedtwoVer artigo principal: Enzima

As proteínas podem atuar na célula enquanto enzimas, as quais são catalisadoras de reações químicas. As enzimas são, regra geral, extremamente específicas e aceleram apenas uma única ou muito poucas reações químicas. As enzimas realizam maior parte das reações que fazem parte do metabolismo e manipulam ADN em vários processos, como a replicação de ADNreparação de ADN e transcrição genética. Algumas enzimas atuam sobre outras proteínas no sentido de acrescentar ou remover grupos químicos, um processo denominado modificação pós-translacional. São conhecidas cerca de 4 mil reações químicas catalisadas por enzimas.[57] A taxa de aceleração proporcionada pela catálise é muitas vezes imensa, podendo chegar a valores na magnitude de 1017 em relação à reação não catalisada, o que faz com que um processo que naturalmente demoraria 78 milhões de anos, com a enzima seja completo em apenas 18 milissegundos.[58] Os compostos químicos que sofrem reações enzimáticas são denominados substratos. Embora as enzimas possam ser constituídas por centenas de aminoácidos, só uma pequena percentagem dos resíduos é que entra em contacto com o substrato e uma percentagem ainda mais pequena – três a quatro resíduos, em média – é que está diretamente envolvida na catálise.[59]

Proteínas estruturais

As proteínas estruturais conferem rigidez a componentes biológicos que, de outra forma, seriam apenas fluidos. A maior parte das proteínas estruturais são proteínas fibrilares; por exemplo, o colagénio e a elastina são componentes fundamentais do tecido conjuntivo, como a cartilagem, enquanto a queratina está presente em estruturas duras como o cabelounhaspenascascos e algumas carapaças animais.[60] Algumas proteínas globulares podem também desempenhar funções estruturais; por exemplo, a actina e a tubulina são globulares e solúveis enquanto monómeros, mas são capazes de se polimerizar nas fibras rígidas e longas que formam o citoesqueleto, o qual permite à célula manter a sua forma e tamanho. Outras proteínas que têm funções estruturais são as proteínas motoras como a miosinacinesina e a dineína, as quais são capazes de gerar força mecânica, como a que contrai os músculos. Estas proteínas são cruciais para a motilidade de organismos unicelulares e dos espermatozoides dos organismos multicelulares que se reproduzem através de reprodução sexuada.[61]

Sinalização celular e proteínas ligantes

170px Mouse cholera antibody A Dieta Cetogênica Inteligente #Lookedtwo

Representação tridimensional de um anticorpo para a cólera em ratos, o qual tem a si ligado um hidrato de carbono antígeno.

Muitas das proteínas estão envolvidas nos processos de sinalização celular e transdução de sinal. Algumas delas, como a insulina, são proteínas extracelulares que transmitem um sinal para outras células em tecidos distantes, a partir da célula onde são sintetizadas. Outras são proteínas membranares que atuam enquanto recetores, cuja principal função é ligar a si uma molécula sinalizadora e induzir uma resposta bioquímica na célula. Muitos dos recetores têm na sua superfície um sítio de ligação e um domínio efetor dentro da célula, o qual pode ter atividade enzimática ou sofrer alterações conformacionais que são detetadas por outras proteínas no interior da célula.[62]

Os anticorpos são componentes proteicos do sistema imunitário adquirido, cuja função principal é ligar a si antigénios ou outras substâncias estranhas ao corpo, marcando-os para serem destruídos. Os anticorpos podem ser segregados para o ambiente extracelular ou ancorados nas membranas de linfócitos B especializados, denominados plasmócitos. Enquanto as enzimas são extremamente limitadas na sua capacidade de ligação, resumindo-se aos substratos necessários para realizar a sua função enzimática, os anticorpos não têm esta restrição, apresentando uma afinidade extremamente elevada.[63]

Muitas das proteínas que transportam ligantes são capazes de ligar a si pequenas biomoléculas, transportando-as para diferentes locais do corpo. Estas proteínas devem ter uma elevada afinidade de ligação nos casos em que o seu ligante esteja presente em elevada concentração, mas serem também capazes de libertar o ligante nos casos em que a sua concentração nos tecidos-alvo seja diminuta. O exemplo canónico de uma proteína ligante é a hemoglobina, a qual transporta o oxigénio dos pulmões para os restantes órgãos e tecidos em todos os vertebrados e tem homólogos em todos os reinos.[64] As proteínas transmembranares atuam também enquanto proteínas transportadoras de ligantes, capazes de alterar a permeabilidade da membrana celular em relação a pequenas moléculas e a iões. A própria membrana tem um núcleo hidrófugo, através do qual as moléculas polarizadas ou carregadas eletrónicamente não são capazes de se difundir. As proteínas membranares possuem canais internos que permitem a este tipo de moléculas entrar e sair da célula. Muitas proteínas com canais iónicos são especializadas no sentido de selecionar apenas um ião em particular; por exemplo, os canais de potássio e sódio muitas vezes aceitam apenas um dos dois iões.[65]

Doenças proteicas

A acumulação de proteínas mal enoveladas pode causar doenças amiloides, um grupo de várias doenças comuns, entre as quais a doença de Alzheimerdoença de Parkinson e doença de Huntington. O risco destas doenças aumenta significativamente com a idade. À medida que o ser humano envelhece, o equilíbrio da síntese, enovelamento e degradação das proteínas vai sofrendo distúrbios, o que provoca a acumulação de proteínas mal enoveladas em agregados. No entanto, as doenças causadas pela agregação de proteínas mal enoveladas não são exclusivas do sistema nervoso central e podem-se manifestar em tecidos periféricos, como no caso da diabetes mellitus tipo 2cataratas hereditárias, algumas formas de aterosclerose, distúrbios relacionados com a hemodiálise e amiloidose, entre outras. Os genes e produtos proteicos envolvidos nestas doenças denominam-se amiloidogénicos e todas estas doenças têm em comum a expressão de uma proteína fora do seu contexto normal. Em todas estas doenças, a agregação de proteínas pode ser causada por mero acaso, por hiperfosforilação proteica, por mutações que tornam a proteína instável ou ainda pelo aumento desregulado ou patológico da concentração de algumas destas proteínas entre as células. Estes desiquilíbrios na concentração podem ser causados por mutações dos genes amiloidogénicos, alterações na sequência de aminoácidos da proteína ou por deficiências no proteassoma.[66]

Métodos de estudo

As proteínas são uma das moléculas biológicas mais intensivamente estudadas, quer in vitroin vivo ou in silico. O estudo in vitro de proteínas purificadas em ambiente controlado é útil na aprendizagem da forma como as proteínas desempenham as suas funções; por exemplo, o estudo da cinética enzimática explora o mecanismo químico da atividade catalítica de uma enzima e a sua afinidade relativa em relação às possíveis moléculas substrato. Por outro lado, as experiências in vivo podem fornecer dados sobre o papel fisiológico da proteína no contexto de uma célula ou de um organismo. O estudo in silico recorre a métodos computacionais para estudar proteínas.

Purificação de proteínas

17px Magnifying glass 01.svg A Dieta Cetogênica Inteligente #LookedtwoVer artigo principal: Purificação de proteínas

Antes de se poder efetuar uma análise in vitro, a proteína deve ser purificada dos restantes componentes celulares. Este processo de purificação geralmente tem início com a citólise da célula, através da qual a membrana celular é rompida e o conteúdo interno libertado para uma solução denominada lisado bruto. A mistura daí resultante pode ser purificada através de ultracentrifugação, a qual fracciona os vários componentes celulares em frações que contêm proteínas solúveis, proteínas e lípidos membranares, organelas celulares e ácidos nucleicos. As proteínas deste lisado são então concentradas através de precipitação, feita através do método de relargagem. São depois usados vários tipos de cromatografia para isolar a proteína ou as proteínas pretendidas, de acordo com propriedades como o peso molecular ou afinidade de ligação.[67] O nível de purificação pode ser monitorizado através de vários tipos de eletroforese em gel, quando são conhecidos o peso molecular e o ponto isoelétrico, através de espectroscopia, quando a proteína possui características espectroscópicas distintas, ou através de análise enzimática, quando a enzima tem atividade enzimática. As proteínas podem ainda ser isoladas de acordo com a sua carga através de focalização isoelétrica.[68]

No caso das proteínas naturais, podem ser necessárias mais etapas no processo de purificação de forma a obter proteínas suficientemente puras para serem usadas em laboratório. Para simplificar este processo, recorre-se muitas vezes a engenharia genética para acrescentar às proteínas características químicas que as tornem mais fáceis de serem purificadas sem, no entanto, afetar a sua estrutura ou atividade. Neste caso, a um dos terminais da proteína é acrescentada uma etiqueta constituída por uma sequência de aminoácidos específica, geralmente uma série de resíduos de histidina (etiqueta de poli-histidina). Desta forma, quando o lisado é passado sobre uma coluna de cromatografia contendo níquel, os resíduos de histidina ligam-se com o níquel e agarram-se à coluna, enquanto os componentes do lisado sem a etiqueta passam sem entraves. Têm vindo a ser desenvolvidas diversas etiquetas de modo a auxiliar os investigadores na purificação de proteínas a partir de misturas complexas.[69]

Localização celular

220px Localisations02eng A Dieta Cetogênica Inteligente #Lookedtwo

Proteínas em diferentes compartimentos e estruturas etiquetadas com proteína verde fluorescente.

O estudo de proteínas in vivo dedica-se às questões relacionadas com a síntese e localização de proteínas no interior de células. Embora muitas das proteínas intrecelulares sejam sintetizadas no citoplasma e as proteínas segregadas sejam sintetizadas no retículo endoplasmático, o processo específico de como as proteínas se orientam para organelas ou estruturas celulares específicas é em muitas situações pouco claro. Uma das técnicas para avaliar a localização celular recorre a engenharia genética para expressar numa célula uma proteína de fusão, a qual é constituída pela proteína em estudo ligada a um gene repórter, como por exemplo a proteína verde fluorescente.[70] A posição da proteína de fusão na célula pode então ser facilmente visualizada através de microscopia.[71]

Outros métodos para obtenção da localização celular de proteínas requerem o uso de marcadores compartimentais conhecidos para diversas regiões celulares. Com o uso de versões destes marcadores etiquetadas com fluorescência, torna-se mais simples a identificação e localização da proteína pretendida.[72]

A técnica padrão para localização celular é a microscopia imunoeletrónica. Esta técnica usa um anticorpo para a proteína pretendida, a par de técnicas clássicas de microscopia eletrónica. A amostra é preparada para uma análise microscópica padrão, sendo depois tratada com um anticorpo dessa proteína que é conjugado com um material eletro-denso, geralmente ouro.[73] Através de mutagénese sítio-dirigida, os investigadores podem alterar a sequência proteica, alterando dessa forma a sua estrutura, localização celular e suscetibilidade à regulação. Esta técnica permite ainda a incorporação nas proteínas de aminoácidos não naturais, usando ARNt modificado,[74] podendo ainda permitir a concessão de novas proteínas com novas propriedades.[75]

Proteómica e bioinformática

17px Magnifying glass 01.svg A Dieta Cetogênica Inteligente #LookedtwoVer artigos principais: Proteómica e bioinformática

O conjunto total de proteínas presentes numa célula em determinado momento é denominado proteoma, e o estudo em grande escala destes conjuntos define o campo da proteómica, assim denominado em analogia ao campo relacionado da genómica. Entre as principais técnicas da proteómica estão a eletroforese bidimensional,[76] a qual permite a separação de um vasto número de proteínas, a espectrometria de massa,[77] a qual permite a rápida identificação de proteínas e sequenciação de peptídeos, o microarranjo de proteínas,[78] que permite a deteção dos níveis relativos do grande número de proteínas presentes na célula, e o sistema de duplo híbrido, que permite a exploração sistemática de interações proteína-proteína.[79] O conjunto total e biologicamente possível destas interações é denominado interactoma.[80] O esforço sistemático para determinar as estruturas de proteínas e de todos os enovelamentos possíveis é denominado genómica estrutural.[81]

Previsão e simulação da estrutura

220px 225 Peptide Bond 01 A Dieta Cetogênica Inteligente #Lookedtwo

Os aminoácidos que constituem a proteína podem ser analisados de modo a prever as estruturas proteicas secundária, terciária e quaternária, neste caso da hemoglobina.

Complementar ao campo da genómica estrutural, a previsão de estruturas das proteínas procura desenvolver métodos eficientes de fornecer modelos plausíveis para proteínas cujas estruturas não foram ainda determinadas experimentalmente.[82] O mais bem-sucedido método de previsão estrutural, denominado modelação por homologia, assenta na existência de uma estrutura-modelo com uma sequência semelhante à proteína a ser modelada. O objetivo da genómica estrutural é fornecer uma representatividade suficiente de estruturas resolvidas que sirva de modelo a todas as restantes.[83]

Os processos de enovelamento e ligação proteica podem ser simulados usando técnicas como a dinâmica molecular ou o método de Monte Carlo, os quais têm vindo cada vez mais a tirar partido da computação distribuída, como o projeto Folding@home.[84] O enovelamento de pequenos domínios proteicos de alfa-hélice, como a proteína acessória do VIH, tem vindo a ser simulado com sucesso in silico.[85] Os métodos híbridos que combinam dinâmica molecular com cálculo de mecânica quântica têm permitido a exploração dos estados eletrónicos das rodopsinas.[86]

História e etimologia

As proteínas foram pela primeira vez descritas pelo químico holandês Gerardus Johannes Mulder e assim batizadas pelo químico sueco Jöns Jacob Berzelius em 1838. Mulder levou a cabo análises elementares de proteínas vulgares e constatou que praticamente todas as proteínas apresentavam a mesma fórmula empírica – C400H620N100O120P1S1. Ainda que erradamente, concluiu que as proteínas deveriam ser constituídas por um único tipo de molécula de grande dimensão.[87] O termo “proteína” para descrever estas moléculas foi proposto pelo sócio de Mulder, Berzelius. Proteína deriva da palavra grega πρωτεῖος (proteios), a qual significa “na liderança” ou “a que está à frente”.[88] Mulder prosseguiu com a sua investigação, identificando produtos da degradação proteica, como o aminoácido leucina, para o qual determinou o peso molecular quase preciso de 131 Da.[87]

Os cientistas pioneiros no campo da nutrição, como o alemão Carl von Voit, acreditavam que a proteína era o mais importante nutriente na manutenção da estrutura corporal, uma vez que existia a crença generalizada de que seria a carne tinha origem na própria carne.[89] Karl Heinrich Ritthausen alargou o campo das proteínas conhecidas com a identificação do ácido glutâmicoThomas Burr Osborne compilou em 1909 uma revisão detalhada de todas as proteínas vegetais e, no mesmo ano e em conjunto com Lafayette Mendel, determinou os aminoácidos essenciais à sobrevivência de ratos de laboratório aplicando a lei de Liebig. A compreensão das proteínas enquanto polipetídeos foi proporcionada por Franz Hofmeister e Hermann Emil Fischer. O papel central das proteínas enquanto enzimas nos organismos vivos foi determinado em 1926, quando James Batcheller Sumner demonstrou que a urease era de facto uma proteína.[90]

220px KendrewMyoglobin A Dieta Cetogênica Inteligente #Lookedtwo

John Kendrew com um modelo de mioglobina.

A dificuldade em purificar proteínas em grande quantidade dificultou imenso a investigação dos primeiros bioquímicos. Assim, a investigação inicial focou-se sobretudo em proteínas que podiam ser facilmente purificadas em quantidade, como as do sangue, da clara de ovo, diversas toxinas e enzimas digestivas obtidas em matadouros.[87] Atribuiu-se a Linus Pauling a primeira previsão bem-sucedida de de estruturas secundárias de proteínas com base nas ligações de hidrogénio, uma ideia que já tinha sido proposta em 1933 por William Astbury.[91] Posteriormente, a investigação de Walter Kauzmann sobre a desnaturação, baseada em parte nos estudos anteriores de Kaj Ulrik Linderstrøm-Lang, veio a contribuir para a compreensão do enovelamento de proteínas e das estruturas mediadas por interações hidrófugas.[92][93][94] A primeira proteína a ser sequenciada foi a insulina, por Frederick Sanger em 1949. Sanger determinou corretamente a sequência de aminoácidos da proteína, demonstrando de forma conclusiva que as proteínas eram constituídas por polímeros lineares de aminoácidos, em vez de cadeias ramificadas ou coloides.[95]

As primeiras estruturas proteicas a serem resolvidas foram as da hemoglobina e da mioglobina, por Max Perutz e John Kendrew, respetivamente, em 1958.[96][97] Nas décadas posteriores, a crio-microscopia eletrónica de grandes conjuntos macromoleculares e a previsão computacional de estruturas proteicas de pequenos domínios foram métodos que permitiram a investigação de proteínas à escala atómica.[98][99] No início de 2014, estavam registadas no Protein Data Bank aproximadamente 90 000 estruturas proteicas com resolução atómica.[100]

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Bases de dados e projetos

Nutrição

  • Tabela nutricional com quantidade de proteína por cada 100g de alimento, Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

Carboidrato

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Carboidratosglicídiosglícidos, glucídios, glúcides ou hidratos de carbono[1], são compostos de função mista do tipo poliálcool-aldeído ou poliálcool-cetona e outros compostos que, por hidrólise, dão poliálcoois-aldeídos e/ou poliálcoois-cetonas. São as biomoléculas mais abundantes na natureza, constituídas principalmente por carbonohidrogênio e oxigênio,[2] podendo apresentar nitrogêniofósforo ou enxofre na sua composição.

Conforme o tamanho, os carboidratos podem ser classificados em monossacarídeosoligossacarídeos e polissacarídeos.[3]

Estrutura

Os carboidratos são compostos orgânicos constituídos por carbono, hidrogênio e oxigênio, que geralmente seguem a fórmula empírica [C(H2O)]n, sendo n ≥ 7. A proporção entre os átomos de carbono, hidrogênio e oxigênio é de 1:2:1. Contudo, alguns carboidratos não se ajustam a esta regra geral, como a fucose, por exemplo, cuja fórmula molecular é C6H12O5. Outros autores utilizam a fórmula empírica [Cx(H2O)y].[4][Nota 1]. Podem ser poliidroxialdeídos ou poliidroxicetonas, isto é, possuem um grupo que pode ser aldeído ou cetona, respectivamente, e várias hidroxilas, geralmente uma em cada átomo de carbono que não faz parte do aldeído ou grupo funcional cetona. Além de carbono, hidrogênio e oxigênio, alguns carboidratos apresentam nitrogêniofósforo ou enxofre em sua composição. Quando compostos por aldeídos são chamados de aldose, quando compostos por cetona são chamados de cetose.

Classificação

Monossacarídeos

17px Magnifying glass 01.svg A Dieta Cetogênica Inteligente #LookedtwoVer artigo principal: Monossacarídeo

Os monossacarídeos, também conhecidos como oses, são carboidratos com reduzido número de átomos de carbono em sua molécula.[3] O “n” da fórmula geral (CnH2nOn) pode variar de 3 a 7 (triosestetrosespentoseshexoses e heptoses), sendo os mais importantes as pentoses e as hexoses (C6H12O6). São relativamente pequenos, solúveis em água e não sofrem hidrólise.[5] Devido à alta polaridade, os monossacarídeos são sólidos cristalinos em temperatura ambiente, e assim como os oligossacarídeos, são solúveis em água. São insolúveis em solventes não polares. Embora sejam comumente representados na forma de cadeia linear, as aldoses com quatro carbonos e todos os monossacarídeos com mais de cinco carbonos apresentam-se predominantemente em estruturas cíclicas quando em solução aquosas. A nomenclatura na cadeia cíclica da-se de acordo com a posição da hidroxila (OH). Na glicose, por exemplo,se a OH que está ligada ao carbono um estiver abaixo do plano do anel irá se chamar de α-glicose, já se estiver acima do plano do anel irá s chamar β-glicose[6] Com exceção da Di-hidroxicetona, todos os monossacarídeos apresentam pelo menos um carbono assimétrico, provocando a apresentação de formas isoméricas opticamente ativas. [7]

Carboidrato Importância biológica
Trioses
(C3H6O3)
Gliceraldeído Composto intermediário da glicólise.
Diidroxiacetona Participa da glicólise e do ciclo de Calvin.
Pentoses
(C5H10O5)
Ribose Matéria-prima para a síntese de ácido ribonucleico (RNA).
Desoxirribose
(C5H10O4)
Matéria-prima para a síntese de ácido desoxirribonucleico (DNA).
Hexoses
(C6H12O6)
Glicose Molécula mais utilizada pelas células para a obtenção de energia.
Frutose Função energética.
Galactose Constitui a lactose do leite. Função energética.

Oligossacarídeos

17px Magnifying glass 01.svg A Dieta Cetogênica Inteligente #LookedtwoVer artigo principal: Oligossacarídeo

Os oligossacarídeos são carboidratos resultantes da união de duas a dez moléculas de monossacarídeos.[8][3] A ligação entre os monossacarídeos ocorre por meio de ligação glicosídica, formada pela perda de uma molécula de água. O grupo mais importante dos oligossacarídeos são os dissacarídeos, formados pela união de apenas dois monossacarídeos.[5] Quando são constituídos por três moléculas de monossacarídeos, recebem o nome de trissacarídeos.

Os oligossacarídeos são solúveis em água, mas como não são carboidratos simples como os monossacarídeos, necessitam ser quebrados na digestão para que sejam aproveitados pelos organismos como fonte de energia.

Carboidrato Monossacarídeos constituintes Importância biológica
Dissacarídeos Sacarose glicose + frutose Abundante na cana-de-açúcar e beterraba. Função energética.
Lactose glicose + galactose Encontrada no leite. Função energética.
Maltose glicose + glicose Encontrada em alguns vegetais, provém também da digestão do amido pelos animais. Função energética.
Trissacarídeos Rafinose glicose + frutose + galactose Encontrada principalmente nas leguminosas, não é digerida pelos seres humanos. Função energética.

Polissacarídeos

17px Magnifying glass 01.svg A Dieta Cetogênica Inteligente #LookedtwoVer artigo principal: Polissacarídeo

Os polissacarídeos são carboidratos grandes, às vezes ramificados, formados pela união de mais de dez monossacarídeos ligados em cadeia, constituindo, assim, um polímero de monossacarídeos, geralmente de hexoses.[3] São insolúveis em água e portanto, não alteram o equilíbrio osmótico das células.[5] Os polissacarídeos possuem duas funções biológicas principais, como forma armazenadora de combustível e como elementos estruturais.

Carboidrato Monossacarídeos constituintes Importância biológica
Polissacarídeos Amido ≈1.400 glicoses Armazenado no amiloplasto de raízes do tipo tuberosa (mandioca, batata doce, cará), caules do tipo tubérculo (batatinha), frutos e sementes. Principal reserva energética dos vegetais.
Glicogênio ≈30.000 glicoses Armazenado no fígado e nos músculos. Principal reserva energética de animais e fungos.
Celulose ≈1.000 glicoses Função estrutural na célula vegetal, como um componente da parede celular.
Quitina Constitui o exoesqueleto dos artrópodes e está presente na parede celular dos fungos.

Observação: existem outros tipos de polissacarídeos denominados hetropolissacarídeos que originam, por hidrólise, vários tipos diferentes de monossacarídeos. Como por exemplo o ácido hialurônico, condroitinsulfato e a heparina.

Osídeos

Carboidratos que ao contrário dos monossacarídeos se hidrolisam. São divididos em holosídeos e heterosídeos.

Holosídeos e heterosídeos

Holosídeos

São os oligossacarídeos e polissacarídeos que, por hidrólise, produzem somente monossacarídeos. Tipo de açúcar encontrado nas plantas e vegetais.

Rafinose + 2 H2O → glicose + frutose + galactose Celulose + n H2O → n glicose.

Heterosídeos

São glicídios que sofrem hidrólise, produzindo oses (hidratos de carbono simples) e outros compostos.

Derivados de carboidratos

Amidalina – Ácido glicônico – Ácido glicurônico – Ácido sacárico – Sorbitol – Trinitrato de celulose – Piroxilina – Acetato de celulose

Função

  • Energética: constituem a primeira e principal substância a ser convertida em energia calorífica nas células, sob a forma de ATP. Nas plantas, o carboidrato é armazenado como amido nos amiloplastos; nos animais, é armazenado no fígado e nos músculos como glicogênio. É o principal combustível utilizado pelas células no processo respiratório a partir do qual se obtém energia para ser gasta no trabalho celular.[9]
  • Estrutural: determinados carboidratos proporcionam rigidez, consistência e elasticidade a algumas células. A pectina, a hemicelulose e a celulose compõem a parede celular dos vegetais.[9] A quitina forma o exoesqueleto dos artrópodes. Os ácidos nucléicos apresentam carboidratos, como a ribose e a desoxirribose, em sua estrutura. Entram na constituição de determinadas estruturas celulares funcionando como reforço ou como elemento de revestimento.

Notas

  1.  Note-se que o carboidrato 2-deoxi-D-ribose (C5H10O4) não se encaixa nesta fórmula.

Referências

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Epilepsia

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Epilepsia
300px Spike waves A Dieta Cetogênica Inteligente #Lookedtwo

Descargas generalizadas de ponta-onda num electroencefalograma

Especialidade Neurologia
Sintomas Crises epilépticas de intensidade variável, desde convulsões vigorosas até quase imperceptíveis[1]
Duração Crónica[1]
Causas Desconhecidas, lesões cerebraisAVCtumores cerebrais, infeções no cérebro, doenças congénitas[1][2][3][4]
Método de diagnóstico Electroencefalograma, excluir outras possíveis causas[5]
Condições semelhantes Desmaioabstinência alcoólicadistúrbios eletrolíticos[5]
Tratamento Medicação, cirurgianeuroestimulação, alterações na dieta[6][7]
Prognóstico Controlável em 70% dos casos[8]
Frequência 39 milhões / 0,5% (2015)[9]
Mortes 125 000 (2015)[10]
Classificação e recursos externos
CID10 G40G41
CID9 345
DiseasesDB 4366
MedlinePlus 000694
eMedicine neuro/415
MeSH D004827
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Epilepsia é uma perturbação neurológica caracterizada por crises epilépticas recorrentes.[11][12] As crises epiléticas são de duração e intensidade variável, desde episódios breves e praticamente imperceptíveis até longos períodos convulsivos em que o corpo se agita vigorosamente.[1] Os episódios convulsivos podem resultar em lesões físicas, incluindo fraturas ósseas.[1] Na epilepsia, as crises tendem a ser recorrentes e a não ter uma causa subjacente definida.[11] Geralmente não se considera epilepsia os casos de episódios convulsivos isolados ou casos em que é possível determinar uma causa específica.[13]

A maior parte dos casos de epilepsia é de origem desconhecida.[1] Alguns casos são o resultado de lesões cerebraisAVCtumores cerebrais, infeções no cérebro ou de doenças congénitas, mediante um processo denominado epileptogénese.[1][3][2] Um pequeno número de casos está ainda diretamente associado a algumas mutações genéticas.[5][14] As crises epilépticas são o resultado de atividade excessiva e anormal das células nervosas no córtex cerebral.[13] O diagnóstico de epilepsia requer que primeiro sejam excluídas outras condições que possam produzir sintomas semelhantes, como a síncope, e determinar se existem causas imediatas para as crises, como síndrome de abstinência alcoólica ou distúrbios eletrolíticos.[5] A avaliação de outras possíveis causas geralmente é realizada com exames imagiológicos ao cérebro e análises ao sangue.[5] O diagnóstico de epilepsia pode em muitos casos ser confirmado com um electroencefalograma (EEG), embora um resultado normal não exclua a doença.[5]

Em cerca de 70% dos casos é possível prevenir e controlar com medicação a ocorrência de crises epilépticas.[1][8][1] Em pessoas cujas crises não respondem à medicação, pode-se considerar cirurgianeuroestimulação ou alterações na dieta.[6][7] Nem todos os casos de epilepsia duram toda a vida e muitas pessoas melhoram ao ponto de deixarem de necessitar de tratamento.[1]

Em 2015, a epilepsia afetava em todo o mundo cerca de 39 milhões de pessoas.[9] Cerca de 80% dos casos ocorre em países em vias de desenvolvimento.[1] Em 2015, a doença foi a causa de 125 000 mortes, um aumento em relação às 112 000 em 1990.[10][15] A epilepsia é mais comum em pessoas mais velhas.[16][17] Nos países desenvolvidos o aparecimento de novos casos é mais frequente em bebés e idosos.[18] Nos países em vias de desenvolvimento, diferenças ao nível da frequência das causas subjacentes fazem com que o aparecimento seja mais comum em crianças mais velhas e jovens adultos.[19] Entre 5 e 10% de todas as pessoas terão uma crise epiléptica sem causa definida até aos 80 anos de idade,[20] com 40–50% de probabilidade de ocorrência de uma segunda crise.[21] Em algumas regiões do mundo, as pessoas com epilepsia estão proibidas de conduzir ou não lhes é permitido conduzir até estarem livres de crises durante um determinado período de tempo.[22] Dependendo da região do mundo, a condição está associada a diversos estigmas sociais e diferentes formas de tratamento.[1] O termo “epilepsia” tem origem no grego antigo ἐπιλαμβάνειν, “tomar, capturar, possuir, ter”.[23]

Características

A epilepsia possui tratamento, mas não é curada com a medicação. Contudo, cerca de 30% das pessoas com epilepsia não têm o controle das crises mesmo com os melhores medicamentos disponíveis. Cirurgia pode ser considerada em casos em que medicação não seja eficiente ou os efeitos colaterais sejam muito incômodos.[24][25] Não deve ser entendida como uma doença única.

Convulsão

Uma só convulsão não significa epilepsia, cerca de 10% da população tem pelo menos um episódio de convulsão durante a vida. É necessário pelo menos dois episódios de convulsão não provocada por outras causas, além de outros sintomas, antes de poder diagnosticar uma epilepsia.[26]

Síncope vasovagal

síncope vasovagal pode levar ao diagnóstico errôneo de epilepsia, por isso um médico (neurologista ou cardiologista) deve ser consultado para que seja feita uma avaliação precisa.[27]

Classificação

Quando se identifica uma causa que provoque a epilepsia, esta é designada por “sintomática”, quer dizer, a epilepsia é apenas o sintoma pelo qual a doença subjacente se manifestou; em 50% a 60% dos casos não se consegue detectar nenhuma causa – é a chamada epilepsia “idiopática”. As crises também podem ser classificadas como focais (ou parciais), quando as crises epilépticas são originárias de uma área específica do cérebro, ou generalizadas, quando as crises epilépticas são originárias a partir dos dois lados do cérebro, em geral de forma sincronizada e simétrica.[28][29][30]

Sinais e sintomas

As características das convulsões variam dependendo da área do cérebro na qual o distúrbio começa e como se propaga. Sintomas temporários podem ocorrer, tais como[26]:

  • Esquecimento súbito;
  • Desmaios;
  • Distúrbios do movimento
  • Distúrbios de sensações (incluindo visão, audição e paladar)
  • Distúrbios de humor (como depressão e ansiedade)
  • Distúrbios de função cognitiva.

É também comum que os episódios de convulsões resultem em ferimentos e dificuldades de socialização.[26]

Crise epiléptica

17px Magnifying glass 01.svg A Dieta Cetogênica Inteligente #LookedtwoVer artigo principal: Crise epiléptica

É a manifestação clínica causada por uma descarga transitória, excessiva e anormal de células nervosas. Pode ser comparada a uma tempestade elétrica, ocorrendo num grupo de neurônios. As descargas podem variar de local, extensão e severidade, o que leva a uma ampla diversidade de formas clínicas. Os sinais e sintomas de uma crise epiléptica (distúrbios da consciência, dos movimentos ou da sensibilidade) refletem, portanto, a ativação da parte do cérebro afetada por esta atividade excessiva. Pode ser afetada apenas uma parte do cérebro (crise parcial ou focal) — como ocorre na síndrome de Landau-Kleffner, que afeta tipicamente a região temporofrontal esquerda, causando transtornos de fala e linguagem[31] — ou toda a extensão dos dois hemisférios cerebrais (crise generalizada).

Crises generalizadas

Ficheiro:Epilpesia.ogv

Não se deve colocar a mão ou algum objeto na boca, ao invés disso deve se procurar afrouxar suas roupas e evitar que a pessoa se golpeie ou se machuque. Pode-se colocar algo macio embaixo da cabeça e contê-la gentilmente até que a crise finalize.

Durante as crises generalizadas os possíveis sintomas são[32]:

  • Enrijecimento do corpo (fase tônica);
  • Grunhidos (fase tônica);
  • Virar olhos e cabeça (fase clônica);
  • Movimentação dos braços e pernas (fase clônica);
  • Salivação espumosa (fase clônica).

Durante o episódio, a língua pode ser mordida ou severamente lesada, ou o corpo ferido como resultado de uma queda ou outro acidente. Às vezes pode ocorrer liberação de urina e/ou fezes. O corpo relaxa após poucos segundos ou minutos e em seguida o doente dorme por um período invariável de tempo. O paciente pode se esquecer da crise, principalmente quando ela ocorre durante o sono.

Crises parciais

Em crises parciais podem ocorrer[33]:

  • Tremores na face, membros ou espalhados pelo corpo;
  • Distúrbios sensoriais como alucinação visual, auditiva, tátil ou palato-olfativa;
  • Mudança de humor, perda de memória e pensamento;
  • Mal estar, palpitação, salivação, suor, ou rubor na face;
  • Enformigamento da boca, e das mãos.

Os sintomas sentidos dependem da área do cérebro afetada.

Causas

220px CT scan Rasmussen%27s encephalitis A Dieta Cetogênica Inteligente #Lookedtwo

Em 60% a causa é desconhecida, mas algumas doenças neurológicas como Síndrome de Rasmussen podem causar epilepsia (foto).

Existem várias causas para a epilepsia, pois muitos fatores podem lesar os neurônios (células nervosas) ou o modo como estes se comunicam entre si. Os mais frequentes são: traumatismos cranianos, provocando cicatrizes cerebrais; traumatismos de parto; certas drogas ou tóxicos; interrupção do fluxo sanguíneo cerebral causado por acidente vascular cerebral ou problemas cardiovasculares; doenças infecciosas ou tumores.

Podem ser encontradas lesões no cérebro através de exames de imagem, como a tomografia computadorizada, mas normalmente tais lesões não são encontradas. O eletroencefalograma pode ajudar, mas idealmente deve ser feito durante a crise.

Epilepsia secundária ou sintomática

Dentre as causas para epilepsias com causas conhecidas estão[34]:

  • Danos cerebrais de uma lesão pré-natal ou perinatal (asfixia ou trauma durante o parto, baixo peso ao nascer);
  • Defeitos congênitos ou doenças genéticas associadas a malformações cerebrais;
  • Ferimentos graves na cabeça;
  • Acidente vascular cerebral, privando o cérebro de oxigênio;
  • Infecções cerebrais, tais como meningite e encefalite e neurocisticercose;
  • Algumas síndromes genéticas;
  • Tumores cerebrais.

Embora possa ser provocada por uma doença infecciosa, a epilepsia, ao invés de algumas crenças habituais, não é contagiosa, ninguém a pode contrair em contato com um epiléptico. Na maioria dos casos a epilepsia deve-se a uma lesão cerebral causada por traumatismo provocado por acidente físico, num tumor, numa infecção, no parasita cisticerco, num parto com complicações, meningite, embora em menor frequência pode ser genético,[35][36] significando que, em poucos casos, a epilepsia pode ser transmitida aos filhos. Outro fator que pode explicar a incidência da epilepsia entre parentes próximos é que algumas de suas possíveis causas, como a infecção e a meningite, são contagiosas, expondo parentes próximos a uma incidência maior. Do mesmo modo, a cisticercose, que é causada pela ingestão de cistos provenientes da Taenia solium (transmitida através da ingestão de ovos da tênia por alimentos contaminados com as fezes do porco), é adquirida através da ingestão de alimentos contaminados, que costumeiramente fazem parte da alimentação de parentes próximos. A despeito da crença popular de que a epilepsia é incurável, existem tratamentos medicamentosos e cirurgias capazes de controlar e até curar a epilepsia.

Epilepsia piridoxina-dependente

Epilepsia piridoxina -dependente é uma condição rara que envolve convulsões desde que podem começar ainda nos primeiros meses de vida ou, em alguns casos, antes do nascimento. A doença foi identificada nos anos 1950, tendo sido descrita por Hunt et al. em 1954[37]A causa mais provável é uma mutação dp gene ALDH7A1 (antiquitina). As pessoas afetadas geralmente sofrem ataques que duram vários minutos (estado de mal epiléptico). Esses ataques envolvem rigidez muscular, convulsões e perda de consciência (crises tônico-clônicas). Outras características da epilepsia piridoxina-dependente incluem baixa temperatura corporal (hipotermia), baixo tônus muscular (distonia) logo após o nascimento e irritabilidade antes de um episódio de convulsão. Em casos raros, as crianças com essa condição não têm convulsões até 1 a 3 anos de idade. Uma vez que é uma condição rara, o diagnóstico muitas vezes não é preciso, e anticonvulsivantes são normalmente administrados para controlar as convulsões, revelando-se ineficazes. O tratamento com grandes doses diárias de piridoxina (vitamina B6) é eficaz, porém, se diagnosticadas e não tratadas a tempo, as crianças podem vir a apresentar problemas neurológicos, tais como atraso do desenvolvimento, distúrbios de aprendizagem ou mesmo disfunção cerebral grave (encefalopatia). [38]

Desencadeamento de crises

Alguns dos fatores que podem desencadear crises epilépticas:

Fatores de vulnerabilidade dependem das áreas do cérebro mais afetadas pela epilepsia. Algumas pessoas têm ataques quando veem televisão, jogam jogos no computador ou frequentam boates.

Tratamento

220px Anticonvulsants A Dieta Cetogênica Inteligente #Lookedtwo

Anticonvulsivantes, ou estabilizantes de humor, também são usados no tratamento de transtorno bipolar de humor.

Há mais de 100 anos, com o desenvolvimento de medicamentos à base de brometos, as crises podem ser controladas na sua grande maioria (70%) com medicação de baixo custo. Somente de 10% a 40% dos pacientes recebem tratamento medicamentoso e a oferta de tratamento cirúrgico é rara, mesmo em grandes hospitais.[39]

No Brasil, muitos ainda acreditam em possessão demoníaca ou por espíritos como a explicação para epilepsia e buscam os tratamentos afins que incluem um violento exorcismo ou simpatias, ignorando as recomendações médicas. Esta ignorância tem contribuído na perpetuação da estigmatização e discriminação negativa dos indivíduos com epilepsia da sociedade.[39]

Tratamento farmacológico

Antigamente acreditava-se que a associação de vários remédios ajudaria a obter melhores resultados, mas ficou provado que esse tipo de conduta é inadequado porque favorece o acúmulo dos efeitos colaterais. É um consenso entre os médicos que apenas um remédio é a melhor estratégia inicial. Caso o primeiro medicamento, mais barato e prático, não funcione, pode-se tentar outro com menos efeitos colaterais, mais caros ou menos práticos, ou dois medicamentos podem ser usados simultaneamente para potencializar os efeitos.

diagnóstico de epilepsia deve ser estabelecido antes do início do tratamento. A decisão de se iniciar o tratamento deve considerar o paciente como um todo: a severidade do quadro clínico e seu prognóstico. Deve-se ter bem claro seu propósito, a expectativa do paciente e, de preferência, incluir a família no tratamento.

A medicação costuma ser mantida durante muitos anos, por vezes até o final da vida. A escolha da medicação anticonvulsivante a ser utilizada é feita com base no tipo de crise, idade, interações medicamentosas e efeitos colaterais apresentados pelo paciente. A consequência imediata da escolha adequada da medicação, associada à eficácia contra as crises, melhora a adaptabilidade social do paciente epiléptico, que poderá atender melhor e mais facilmente às exigências de seu meio, dentro de uma vida de qualidade.

Os principais medicamentos utilizados são os anticonvulsivantes:

No caso de epilepsia idiopática ou para generalizada sintomática a primeira escolha é o Valproato ou o Divalproato, e a segunda opção é a Lamotrigina. No caso de epilepsia focal sintomática é mais eficaz começar com Carbamazepina e oxcarbazepina.[41]

Outros tratamentos

A maneira como o indivíduo interage com o ambiente social (famíliatrabalhoamigos) é bastante afetada pelo fato de ele ser um portador de epilepsia. O tratamento deve, portanto, não apenas visar o controle de suas crises, mas a melhora da qualidade de vida do paciente, garantindo uma melhor integração social.

Para aqueles que não respondem ao tratamento medicamentoso, há possibilidade de tratamento cirúrgico, porém há poucos profissionais qualificados mesmo em hospitais particulares. Mesmo entre médicos é comum não saber providenciar o tratamento adequado em caso de crises e nem fazer o encaminhamento adequado.

Prognóstico

A maioria das pessoas com epilepsia aparenta levar uma vida normal. Ainda que a epilepsia atualmente não tenha cura definitiva, em algumas pessoas ela eventualmente desaparece. A maioria dos ataques epilépticos não causa lesão cerebral. Não é incomum que pessoas com epilepsia, especialmente crianças, desenvolvam problemas emocionais e de comportamento. Para muitas pessoas com epilepsia o risco de ataques epilépticos restringe sua independência. A maioria das mulheres com epilepsia pode engravidar mas deve discutir com o médico sobre sua doença e medicamentos tomados. Mulheres com epilepsia tem uma chance maior de 90% de ter um bebê saudável.

Epidemiologia

220px Epilepsy world map DALY WHO2002.svg A Dieta Cetogênica Inteligente #Lookedtwo

Ano de vida ajustado para a epilepsia por 100.000 habitantes em 2002.

 sem informações
 menos de 50
 50-72.5
 72.5-95
 95-117.5
 117.5-140
 140-162.5
 162.5-185
 185-207.5
 207.5-230
 230-252.5
 252.5-275
 mais de 275

A epilepsia é um dos distúrbios neurológicos graves mais comuns do mundo.[42] Cerca de 3% das pessoas serão diagnosticadas com epilepsia em algum momento de suas vidas.[43] Sua prevalência é de 1% da população do mundo, ou seja 60 milhões de pessoas, e a cada ano somam-se aproximadamente três milhões de novos casos. Cerca de 50% dos casos começam na infância ou adolescência.[39]

Cerca de 50 milhões[39] de pessoas no mundo sofrem de epilepsia, e quase 90% delas ocorrem em países em desenvolvimento.[44] A epilepsia se torna mais comum com a idade.[45][46] O início de novos casos ocorrem na maioria das vezes em crianças e idosos.[47] Como consequência de uma cirurgia cerebral, crises epilépticas podem ocorrer em pacientes em recuperação.

As condições genéticas, congênitas e de desenvolvimento são na sua maioria associados a ela entre os pacientes mais jovens; tumores são mais prováveis mais de 40 anos; traumatismo craniano e infecções do sistema nervoso central, pode ocorrer em qualquer idade. A prevalência da epilepsia ativa é aproximadamente na faixa de 50-10 por 1000 pessoas. Até 5% das pessoas experimentam não convulsões febris em algum momento da vida; prevalência da epilepsia de vida é relativamente alta porque a maioria dos pacientes, quer parar de ter convulsões ou (menos comumente) morrem dela. Taxa de epilepsia de incidência aproximada anual é de 40-70 por 100.000 nos países industrializados e 100-190 por 100.000 habitantes em países com poucos recursos; socioeconomicamente as pessoas privadas estão em maior risco. Nos países industrializados, a taxa de incidência em crianças diminuiu, mas aumentou entre os idosos durante as três décadas anteriores a 2003, por razões não totalmente compreendidas.[48]

No Brasil a prevalência é de cerca de 1,2%, o que representa atualmente quase 2 milhões de pessoas.[49]

História

220px Valentine Epilepsy A Dieta Cetogênica Inteligente #Lookedtwo

Figura retratando São Valentim, um dos diversos padroeiros da epilepsia.

Antiguidade

Os primeiros relatos de epilepsia são encontrados nos textos da medicina ayurvédica, originária na Índia, desenvolvida entre 4500 e 1 500 a.C. A citação mais antiga de epilepsia conhecida é dentro da Charaka Samhita (400 a.C.), sob o nome de “apasmara”, que significa perda de consciência, perda de memória ou distúrbio do intelecto. No texto, já se referenciava sintomas, classificações, diagnósticos e tratamentos[50].

No papiro de Ebers, um papiro egípcio de medicina herbal datado de 1 550 a.C., a epilepsia era relacionada com um “obstáculo no lado direito do organismo”, recomendando tratar-se com uma mistura de plantas deixadas ao ar livre por uma noite.[51] No Código de Hamurabi, consta legislações referentes ao comércio de escravos considerados com defeito, em que se inclui a epilepsia[52].

Na Grécia Antiga, a epilepsia era uma doença controversa. Associavam-na com possessão espiritual, mas também com genialidade e divindade, sendo atribuída a ela o nome “doença sagrada”[53]. A exceção à tal visão era a escola de Hipócrates (500 a.C.), que rejeitava a noção de que a epilepsia fosse causada por espíritos e de natureza divina. Hipócrates determinou que sua origem não era sagrada, e sim cerebral. A sua hipótese era de que a epilepsia era determinada enquanto ainda no útero, caso a mãe seja uma pessoa “fleumática”[54]. Ao invés de se referir à epilepsia como a doença sagradaHipócrates utilizava o termo grande doença, dando origem ao termo moderno grand mal, usado para crises convulsivas tônico-clônicas [53]. A visão de Hipócrates sobre epilepsia como um distúrbio cerebral só retornaria nos séculos 18 e 19.

Idade Média

Opiniões quanto a epilepsia durante a era Medieval (400 – 1600) eram dominadas por simbolismo, demonologia e a crença religiosa herdada do período Greco-Romano. Assim como todas as outras ciências, a medicina era permeada com superstições. A visão da Igreja Católica guiava o público a crer que convulsões eram uma forma de possessão ou bruxaria, necessitando de rituais religiosos para sua cura. A epilepsia é descrita no Novo Testamento (Mateus, 17:14–18), em que um menino é levado pelo seu pai a Jesus Cristo por apresentar episódios súbitos de perda de consciência, espasticidade, salivação e auto-lesões. Segundo as escrituras, Jesus Cristo realiza a cura do menino, chamado de “lunático”, através de expulsão demoníaca [55][56]. O guia inquisicional “Malleus Malleficarum” designou a epilepsia como bruxaria e diversas pessoas morreram por conta disso[57].

Em 190 a.D., o médico romano Galeno, escreveu em uma carta a sua hipótese de fisiopatologia para epilepsia:

“Quando um humor espesso fleumático se acumula nas cavidades corporais, afetando as raízes dos nervos e impedindo a livre passagem no pneuma psíquico, o fenômeno de epilepsia sucede.[58]

Um dos principais escolares da medicina foi o médico iraniano Avicenna (Ibn-Sinâ) de 980 a.D., autor do livro O Cânone da Medicina, utilizado na educação médica europeia entre os séculos XII e XVIII. Avicenna definiu epilepsia como um transtorno convulsivo de início súbito com sintomas prodrômicos, como desconforto epigástrico, dor, depressão, parestesia em língua ou membros, fala incoerente e pesadelos[59]. Também menciona o estado pós-ictal, em que percebia a recuperação da consciência dos pacientes, os quais queixavam-se de dor de cabeça, depressão, dores musculares, soluços e tremores. A etiologia da epilepsia também é bastante abordada, incluindo fatores endógenos (por exemplo, gravidez), exógenos (traumas ou infecções) e precipitantes (estresse psicológico ou físico)[59].

Renascimento e Iluminismo

O período renascentista, retomando teorias hipocráticas, era focado nas possíveis causas naturais da epilepsia, rejeitando superstições religiosas. Até o final do século XVI, médicos começaram a considerar traumas encefálicos, uremia e sífilis como possíveis fatores etiológicos para convulsões. No entanto, sem o benefício da ciência moderna, os mecanismos subjacentes da epilepsia permaneciam ainda desconhecidos. Cientistas médicos notáveis, como Herman Boerhaave (1668-1738 a.D), enfatizavam a abordagem clínica e a identificação de fatores precipitantes de convulsões. O médico suíço Samuel-Auguste Tissot contribuiu com a identificação de crises de ausência, uma variante de convulsões epilépticas, e rechaçou as superstições de que a lua teria algum efeito sobre as convulsões, insistindo que estas teriam como base o cérebro e nervos motores. O médico escocês William Culen (1710–1790), diferenciou as crises epilépticas das não epilépticas[59].

Período Moderno

220px Machado de Assis Epilepsia A Dieta Cetogênica Inteligente #Lookedtwo

Machado de Assis sendo acudido no Rio de Janeiro após crise convulsiva.

Desde o final do século XIX, o entendimento sobre a epilepsia cresceu significativamente. Hospitais da Europa e nas Américas foram construídos especificamente para pacientes com epilepsia. Os principais participantes nessa revolução científica foram os escolares neurologistas franceses Maisonneuve (1745–1826), Calmeil (1798–1895) e Esquirol (1772–1840), o irlandês Robert Bentley Todd (paralisia de Todd) e o inglês John Hughlings Jackson (crise jacksoniana). Neste período a medicina focou na delineação da fisiopatologia da epilepsia e da localização topográfica das crises convulsivas[60].

A prova científica de que a epilepsia se origina no cérebro veio do trabalho dos alemães Fritsch e Hitzig “Uber die elektrische Erregbarkeit des Grosshirns” (Sobre a Excitabilidade Elétrica do Cérebro), em que provocavam crises convulsivas a partir de estímulos elétricos sobre cérebros de cães[61].

Durante o século XX, a invenção do eletroencefalograma (EEG), o avanço da neurocirurgia, a descoberta de medicamentos antiepilépticos e a compreensão da mecanismos fisiopatológicos foram os avanços mais importantes na área de pesquisa em epilepsia. Os avanços mais recentes no campo incluem o desenvolvimento de métodos de imagem avançados, o desenvolvimento de microcirurgia e a pesquisa sobre conexão de fatores genéticos e crises epilépticas[23].

Sociedade e cultura

Campanha internacional da OMS

A Campanha Global contra Epilepsia – “Fora das Sombras” – é uma iniciativa conjunta da Liga Internacional contra Epilepsia (ILAE), do Comitê Internacional para Epilepsia (IBE) e da Organização Mundial de Saúde. Cada uma das organizações envolvidas tentou, no passado, promover alguma modificação, mas nenhuma de fato foi bem sucedida. O lema oficial da campanha é: “Melhorar a aceitação, diagnóstico, tratamento, serviços e prevenção de epilepsia em todo o mundo”, pois calcula-se que 70-80% das pessoas com epilepsia podem ou poderiam levar vidas normais se tratadas corretamente.

Os objetivos da campanha são:

  • Aumentar a consciência pública e profissional de epilepsia como doença do cérebro universal e tratável
  • Elevar a epilepsia a um novo nível de aceitação no domínio público
  • Promover educação pública e profissional sobre epilepsia
  • Identificar as necessidades das pessoas com epilepsia nos âmbitos regional e nacional
  • Encorajar governos e departamentos de saúde a contemplar as necessidades das pessoas com epilepsia, incluindo consciência, educação, diagnóstico, tratamento, cuidados, serviços e prevenção.

A campanha inclui componentes internacionais, regionais e nacionais, os quais estão inter-relacionados.

Imputabilidade

Caso seja comprovado que uma pessoa cometeu um ato ilegal por causa da epilepsia ela é considerada inimputável, ou seja, ela não pode ser culpada do ato que cometeu. Por exemplo, se durante uma convulsão ela ferir pessoas próximas ou se bater o carro antes do diagnóstico ou seguindo o tratamento correto.[62]

Epilepsia ou “disritmia cerebral paroxística”?

Disritmia cerebral é uma expressão amplamente usada para rotular diversos distúrbios neuropsiquiátricos em pacientes que apresentam diferentes condições – inclusive e principalmente epilepsia. Embora, em sua maioria, os disrítmicos sejam indivíduos normais, o diagnóstico de disritmia cerebral é comumente “confirmado” pelo eletroencefalograma e geralmente o “tratamento” consiste na administração de drogas anti-epilépticas, como o fenobarbital, por muitos anos.[63]

Gibbs e Lennox estabeleceram a correlação entre alterações eletroencefalográficas e as manifestações clínicas das epilepsias e, em 1937, escreveram: “As doenças trocam de nome com o aumento, não da idade (como as crianças chinesas), mas, do conhecimento médico. A maior parte dos distúrbios começam sua existência com o nome daquele que primeiro os reconheceu ou são rotulados temporariamente com algum termo puramente descritivo. Quando a etiologia ou patologia é descoberta, a nomenclatura muda (…) Nós agora sabemos que a epilepsia é devida ao desenvolvimento de ritmos anormais no córtex cerebral; é uma disritmia cerebral paroxística.” [64] Foi então que, no intuito de atenuar os preconceitos contra os epiléticos, propuseram a substituição da palavra epilepsia pela expressão disritmia cerebral paroxística[65]Tal proposta foi amplamente aceita pelos médicos e pelas famílias de pacientes, pois, afinal, “é menos trágico ter um filho disrítmico que acometido com esta praga da epilepsia”.[66][67]

Todavia, em razão da sua inespecificidade, já que envolve entidades clínicas com etiologia, prognóstico e terapêuticas distintas, a expressão disritmia cerebral foi desaprovada pela Academia Brasileira de Neurologia, pela Sociedade Brasileira de Eletroencefalograma e Neurofisiologia Clínica e pela Liga Brasileira de Epilepsia. [63]

Dia 26 de Março dia Mundial do Preconceito contra a Epilepsia – Purple Day (cor roxa).

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